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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Eu também já estive por lá: Bobby Rahal

Bobby Rahal fez um caminho bem diferente de seus conterrâneos, saiu dos EUA e foi rumo a Europa disputar corridas contra os melhores do mundo.
O inicio de sua carreira foi no Canada na Formula Atlantic em 76, em 77 disputou o título com ninguém menos que Gilles Villeneuve. Em 78 vai para a Europa pilotar para Walter Wolf na F3 Europeia, e no final do ano, consegue a tão sonhada vaga na equipe de F1.Foram somente 2 GP's, mas Rahal estava lá.
O primeiro foi em Watikns Glen, e para um estreante, se deu muito bem. Colocando sua Wolf na 20ª posição no grid, a apenas 1,7 segundos de Scheckter, seu companheiro de equipe. Na corrida, Rahal foi bem cauteloso e chegou em 12º, mas virando no mesmo segundo que Jody, que chegou em 3º.
No outro GP da América do Norte, Rahal estava indo muito bem nos treinos classificatórios para o GP do Canada, só que, uma leve batida fez com que Rahal tivesse que usar o antigo carro da Wolf na corrida, o WR1, só que o carro tinha o número 20 na carroceria, mas como o 20 era de Schekter, a equipe fez uma improvisação para Rahal poder correr o GP.
Largando novamente de 20º, fazia uma excelente prova até abandonar com seu carro na 11ª volta.
Depois desses GP's na F1, Rahal fez uma pequena aparição na F2 e partiu de volta para seu país natal, onde conseguiu inúmero maior sucesso.

P.S. Diz a lenda que a Wolf foi buscar esse WR1 em um museu para que Rahal pudesse correr!



Bobby Rahal em Watkins Glen em 78. Corrida tranquila.



Nos treinos para o GP do Canada, ainda com o carro novo.



Depois da batida a Wolf teve que improvisar o numero "1" para Rahal correr.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Projetos não concretizados: Ferrari na Indy

Darei continuação as tentativas de excursão de equipes europeias na América. Depois da Ligier JS21 e da Lotus 96T, apresentarei a vocês a Ferrari 637.
A historia começa em 1985, quando o Comendador Enzo Ferrari não aprovara a tentativa do até então presidente da FISA Jean-Marie Balestre de adotar motores V8 de 3,5 litros para todas as equipes. A formula 1 estava ficando desigual e equipes grandes contavam com grandes empresas de motores a partir de 80, e as pequenas equipes só estavam perdendo terreno e dinheiro. Como Enzo gosta de manter tradições ele não queria abandonar os V12. Ferrari vendo que os “turbo cars” estavam dominando a categoria, resolveu adotar o V6 turbo em seus carros, mas com a imposição de Balestre para motores V8, Enzo ameaçou se retirar da F1 e partir para a Cart, onde os custos eram bem menores do que os praticamente ilimitados da F1.
Ferrari busca ajuda de sua parceira Goodyear, que indica a Truesports (equipe campeã da Cart de 1986 e 87 com Bobby Rahal) e Gustav Brunner como projetista. Os rumores da saída da Ferrari da F1 só iam aumentando e ficou ainda pior quando o dono da Truesports, Jim Trueman, aparece em Maranello para mostrar um March da Indy a Ferrari, os pilotos de testes eram Rahal e Alboreto. A intenção era colocar Andréa de Cesaris para disputar as 500 milhas de Indianápolis em 87. Gustav Brunner projeta o 637 com motor v8 Turbo de 2,65 litros e pede a Rahal que o teste na pista de Fiorano, resultado? Fracasso! O carro era inguiável, sem comparações com os atuais que a Indy tinha. Junto com isso, Balestre acha melhor manter a Ferrari na F1, mantêm os motores Turbo e desiste da idéia de impor motores v8 para a categoria.
No final de 89, a Alfa Romeo, “irmã” da Ferrari anuncia que ira fornecer motores para a March em 90. A March Alfa consegue como melhor resultado um 5º lugar em Michigan com Roberto Guerrero, mas o que só foi descoberto dois anos depois, foi que o motor Alfa Romeo da March era nada mais, nada menos, que o motor Ferrari da 637 devidamente rebatizado!



Hoje o carro fica no museu da Ferrari...



... junto com outros bolides memoraveis da equipe



Ferrari já decalcada e pronta para correr

quarta-feira, 19 de março de 2008

País da F1: Pilotos Americanos

Começaremos hoje mais um tópico, este vai falar dos pilotos de um determinado pais, no de hoje, conheceremos os principais pilotos americanos. Os EUA sempre tiveram a tradição de criar próprias categorias em tudo que é esporte, e o automobilismo não é uma exceção. Eles tem varias ligas de corridas lá, dentre elas destacamos a Nascar e a extinta (por enquanto) Formula Indy. Mas nem por isso seus pilotos ficavam só la nos "estates", eles iam mundo a fora correr, e alguns vieram parar na formula 1, alguns bem sucedidos e outros nem tanto, tanto que temos dois campeões mundiais na F1. Dê uma olhada em alguns deles !


Bobby Rahal

Fez somente 2 corridas na F1, foi em 78 pela equipe Wolf, Rahal correu os ultimos dois GP's do ano, o dos EUA e o do Canadá, mas onde fez carreira e sucesso foi no automobilismo americano, em especial a F-Indy, onde foi 3 vezes campeão da categoria e ainda ganhou uma vez as 500 milhas de Indianápolis.


Bobby Rahal na Wolf


Dan Gurney

Começou a correr pela Ferrari em 59, onde imediatamente conquistou bons resultados, mas foi pela Porsche, Lotus e Brabham que Gurney obteve seus melhores resultados, foram 15 pódiun de 61 a 65, onde ele conquistou 3 de suas 4 vitórias, no final de carreira foi correr na McLaren.


Dan Gurney na McLaren


Danny Sullivan

Competiu uma temporada na Formula 1, a de 83, foi piloto da Tyrrell onde que, sua melhor atuação foi no GP de Mônaco, numa honrrosa 5ª posição, Sullivan participou de diversas corridas das 500 milhas de Indianápolis, onde foi premiado com o famoso leite dos vencedores 1 vez em 85, fora disso, não fez nada de mais.


Danny Sullivan na Tyrrell


Eddie Cheever

Bom piloto americano que vem se mantendo na ativa em competições de ponta por um longo tempo. Estreiou na F1 78 pela Theodore onde fez duas corridas e foi transferido para a Hesketh, onde fez apenas 1 GP, passeou pela Tyrrell, Ligier, Renault, Benetton, Arrows entre outros, sempre foi um piloto mediano, tendo suas melhores atuações pelas equipes Ligier e Renault. Depois da F1, passou pela Indy, IRL e indo parar na GP masters, sem contar as inumerar 500 milhas de Indianápolis que participou, inclusive vencendo a edição de 98


Eddie Cheever na Ligier


Mario Andretti

Provavelmente o maior piloto americano da história, fez um fraco começo na Lotus em 68 e 69, onde foi rodando por March, Ferrari e Parnelli até chegar de novo na Lotus, ai sim, começava seu show, com excelente carro na mão , Andretti conseguiu 10 vitórias em 2 temporadas o que lhe rendeu 1 Título mundial em 78, a partir daí começou sua decadência na F1, depois de sair da Lotus em 80, ele vai para a Alfa Romeo, faz uma corrida pela Williams e encerra sua carreira de volta a Ferrari. Nos EUA, foi Tri-campeão das 500 milhas de Indianápolis.


Mario Andretti na Lotus

Mark Donohue

Promissor piloto americano, começa a carreira no GP do Canadá de 71, onde fantasticamente consegue um pódio em sua corrida de estreia, terceiro lugar para ele. Em 72 ele não corre na F1, mas vai para os EUA para ganhar as 500 milhas de Indianápolis naquele ano, em 74 e 75 ele retorna para a Penske, No GP da Austria de 75, Donohue encerrou a carreira em um acidente que lhe tiraria a vida. A Penske ainda duraria mais 1 ano, com John Watson no comando do carro.


Mark Donohue na Penske

Michael Andretti

Com um sobrenome famoso por tras, Michael Andretti chega a Formula com fama de vencedor, tinha sido campeão da Indy em 91, so que não consegue nada na McLaren, a não ser fiascos atras de fisacos. Andretti competiu a temporada de 1993 pela McLaren, onde foi companheiro de Senna, seu melhor resultado foi um pódio na Itália. Depois da temporada ele volta para as corridas americanas.


Michael Andretti na McLaren


Peter Revson

Peter começou sua carreira em uma equipe própria, mas logo foi contratado McLaren, equipe pela qual já corria nos EUA, fez ótimas corridas em 72 e 73, conseguindo vários pódios, dentre elas 2 vitórias. Em 74 se transefere para Shadow, onde na terceira prova do campeonato ele sofre um acidente em virtude de uma quebra de suspenção e vem a falecer.


Peter revson na McLaren


Phil Hill

Excelente piloto americano, disputa o posto de melhor com Mario Andretti. Hill começa sua história na F1 pela equipe de Jo Bonnier, onde disputa apenas 1 GP antes de se transferir para a Ferrari. Ja na equipe de Maranello, ele começa discretamente, mas vai melhorando prova a prova, ate que chega o ano de 61, Hill destroça os adversários com 2 vitórias, 5 pódiuns em 6 corridas e se torna o campeão mundial. Depois Hill se transfere para equipes menores e se apaga um pouco na F1. Em Le mans ele é Tri-campeão.


Phil Hill na Ferrari

Richie Ginther

Faz o seu "debut" em 60 pela Ferrari, onde pontua em todas as provas que disputa pelo time Italiano, chagando ate a ficar em 2º em Monza, em 61, outra penca de bons resultados, consegue 3 pódiuns e um 5º lugar na classificação geral. De 62 a 64 ele pilota uma BRM, em uma boa "tocada" consegue o 3º lugar no geral em 63, em 65 ele se muda para a japonesa Honda em busca da tão almejada vitória, e ela vem com uma dobradinha americana no México. A partir dai a estrela de Ginther se apaga e ele sai da F1 em 67.


Richie Ginther na Honda