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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ouch!

1997
Johnny Herbert, Red Bull Sauber Petronas
Sauber C16, Petronas 3.0 V10, Goodyear
LV Grand Prix Automobile de Monaco, Monte Carlo

(Clique para ampliar)

- Foi só um arranhão, chefe. Nada que um polimento não resolva.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Os 5 de quê?: As melhores estreias na Formula 1

Quem ataca novamente no F1 Nostalgia é o Speeder_76 do Excelente Blog Continental Circus, fique com ele...

Se há uns tempos atrás falei dos que tentaram ganhar, nem que fosse uma corrida para amostra, na Formula 1, e não conseguiram, hoje falo daqueles quer tiveram uma entrada na categoria máxima… de espantar!

Eis os cinco escolhidos, pela ordem decrescente:

5 – Jean Alesi

Em Junho de 1989, Alesi era um prometedor piloto de Formula 3000 europeia, quando Ken Tyrrell, que estava em conflito com Michele Alboreto, procurava um substituto. Tinha rapidez, e como Tyrrell tinha agora um bom patrocínio, poderia catapultá-lo, sem problemas, na ribalta. E logo na sua prova caseira!

Se nos treinos, Alesi ficou na 16ª posição da grelha, conseguindo uma qualificação que nessa altura era difícil, a corrida foi diferente. Mas os observadores ficaram surpresos quando o viram a andar consistentemente entre os primeiros lugares, chegando até a rolar na segunda posição da corrida! No final, o piloto francês contentou-se com o quarto lugar, e apresentava-se ao mundo. No final daquele ano, conseguiria oito pontos, e o nono lugar do campeonato, em apenas oito corridas.


Jean Alesi com sua Tyrrell no GP da França em 89


4 – Johnny Herbert

Herbert é um caso especial. Um prometedor piloto nas categorias de base, teve um pavoroso acidente na ronda de Brands Hatch na temporada de 1988 da Formula 3000. Teve uma longa recuperação, e ainda em convalescença, recebe a notícia de que seria piloto da Benetton para 1989, cortesia de Peter Collins, seu amigo e mentor. Muitos pensariam que ele não estaria em forma para a primeira corrida, disputada no calor de Jacarepagua, no Rio de Janeiro. Mas surpreendendo tudo e todos, não só, conseguiu o décimo tempo na grelha, e levou o carro até à quarta posição final, a dez segundos do vencedor, Nigel Mansell, e a pouco mais de um segundo de um pódio. E para melhorar as coisas, ficou à frente do seu companheiro, Alessandro Nannini.

Contudo, e apesar de ter conseguido mais dois pontos em Phoenix, a exigência de conduzir um Formula 1 levou a melhor e depois de uma não-qualificação no Canadá, foi substituído pelo italiano Emmanuele Pirro. Herbert ainda voltou para conduzir o Tyrrell em Spa-Francorchamps e no Estoril, na ausência de outro dos grandes estreantes, Jean Alesi.


Johnny Herbert fazendo bonito no GP Brasil de 89


3 – Mário Andretti

Andretti, um ítalo-americano que chegou a terras do Tio Sam em 1955, já era em 1968 um dos melhores jovens pilotos das competições “open wheels” nos Estados Unidos, mas ele tinha o sonho de conduzir um Formula 1. Em 1966, conheceu Colin Chapman em Indianápolis, e o mítico construtor britânico lhe disse que tinha um lugar à sua espera “quando o momento fosse oportuno”. Em 1968, Andretti disse que estava pronto para correr, e Chapman deu-lhe um terceiro Lotus 49.

Uma primeira tentativa, em Monza, foi frustrada, pois a CSI (Comission Sportive Internationale) proibia a participação do piloto em duas corridas em menos de 24 horas. Sendo assim, decidiu apenas participar na prova seguinte, em Watkins Glen, onde o conhecimento da pista e do carro, aliado ao tempo que se fazia na altura, fez com que alcançasse uma surpreendente pole-position! No dia da corrida, 93 mil pessoas foram a Watkins Glen, muitos deles para verem o que um "outsider", Andretti, poderia fazer contra o "establishment" da Formula 1. A corrida começou com Andretti na frente, mas no final da primeira volta, Stewart tinha o passado e conquistara a liderança. Na volta 14, o bico do seu carro parte-se, e cai para o fim do pelotão, e na volta 32, a embraiagem cede e tem de desistir. Mas o mundo da Formula 1 ficava a conhecer um piloto que alcançaria o título mundial dez anos depois, ao volante do lendário Lotus 79.


O grande Mario Andretti nos 'pits' da Lotus em Watkins Glen 68


2 – Lewis Hamilton

Lewis Hamilton assinou pela McLaren no final de 1998, aos 13 anos, com o claro objectivo de ser o primeiro piloto de Formula 1 de origem africana. A sua trajectória nas categorias de base foi recheada de sucessos, que incluíram um título na Formula 3 Euroseries, e na GP2, em 2006. No inicio de 2007, quando foi anunciada a sua estreia na Formula 1, ao lado de Fernando Alonso, muitos esperavam que iria ter um bom ano de estreia, mas que não iria disputar o título contra Alonso, Raikonnen ou Massa…

E na Austrália, confirmou as expectativas, ao se classificar na quarta posição nos treinos, não muito longe do “poleman”, Kimi Raikonnen. No dia da corrida, fez uma prova sólida, sem cometer erros de maior. No final, o terceiro lugar, atrás do vencedor, Kimi Raikonnen, e de Fernando Alonso, indicaria que ele iria ser, no mínimo, o principal candidato a “Rookie do Ano”. Mas ninguém poderia esperar que à medida que a época decorria, iria ser isso, e muito mais…


Lewis voando por cima da zebra em Melbourne 07


1 – Jacques Villeneuve

Tal como Mário Andretti, teve uma carreira feita nos Estados Unidos, mas com maior palmarés. No início de 1996, Jacques, filho de Gilles, tinha no bolso o título da CART, acompanhado de uma vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, o primeiro canadiano a fazê-lo. Isso foi o suficiente para que Frank Williams lhe concedesse um teste, e pouco tempo depois, lhe estender um contrato com a marca para alcançar aquilo que o seu pai nunca conseguiu: o título mundial.

Na pista de Melbourne, que se estreava na Formula 1 no início de 1996, Villeneuve, sem nada a perder e com muito a provar, mostrou a sua fibra de campeão: fez logo a pole-position, batendo o seu companheiro de equipa, Damon Hill.

Na corrida, Villeneuve colocou Hill em sentido durante boa parte da corrida, mesmo quando após o segundo reabastecimento, perdeu o controle do carro na primeira fila, e Hill tentou ultrapassá-lo. Mas quando o seu carro sofreu um problema de óleo, a equipa decidiu que ele devia abdicar a vitória em favor do piloto inglês, e pensar na equipa. O segundo lugar foi excelente, e para muitos, o canadiano tinha sido o vencedor moral desse Grande Prémio, e a sua exibição fazia jus a aquelas que o seu pai fazia 15 anos antes…


Também em Melbourne, Villeneuve dá um passeio na grama em 96

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fora de Série: Trofeo Indoor Formula 1 92 e 93

Dando continuação ao Bologna Motor Show, vamos à 92, com a primeira participação brasileira na competição.
Em 92 tivemos a participação da Lotus, novamente com o inglês Johnny Herbert. Da BMS Dallara com J.J. Letho e o estreante no Trofeo, Michele Alboreto. A maior campeã do torneio, a Minardi, vinha com uma nova dupla, era o italiano Alessandro Zanardi e o brasileiro Christian Fittipaldi. Emanuele Naspetti estava inscrito com sua March, mas não compareceu ao evento.


Letho começa vencendo. Primeiro passa por Zanardi, ...



... depois encara e vence Fittipaldi. Se classifica para a final.



Pela outra chave, Herbert vence Alboreto e Zanardi (repescagem). Na final ganha de Letho e dá o último título para a Lotus numa competição de F1.


93 tinha tudo para ser o maior Trofeo desde então. Pierluigi Martini, que tinha sido vice campeão em 88, estava de volta a competição, como sempre pela Minardi. A BMS Lola vinha com Alboreto e Fabricio Barbazza, que, em 93 tinha feito o "milagre" de chegar duas vezes a zona de pontuação com a Minardi e já tinha participado da competição em 88. Outra equipe que estreava era a Jordan, seus pilotos eram Vittorio Zoboli, futuro piloto de testes da equipe, e Rubens Barrichello, correndo em seu ano de estreia no mundial. Para a festa ficar completa, faltava uma grande equipe na competição. A Ferrari estava pronta para correr em Bolonha, não fosse uma quebra de cambio do carro de Jean Alesi e da desistência de Berger. Com as Ferraris em "quadra", a competição iria ficar bem mais interessante.


Zoboli mesmo perdendo para Barrichello, consegue o 3º lugar



Martini elimina Alboreto e faz a final com Barrichello, ...



... mas é o brasileiro que fica no lugar mais alto do pódio

domingo, 7 de setembro de 2008

Fora de Série: Trofeo Indoor Formula 1 90 e 91

Depois de um domínio do espanhol Sala, é a vez dos italianos comemorarem a vitória em casa.
Debaixo de muita chuva em Bolonha, 5 pilotos participaram do Trofeo em 90 e todos de equipes diferentes: O português Pedro Chavez pilotando para sua futura equipe, a péssima Coloni, o francês Olivier Grouillard pilotaria para a Osella, O Finlandês JJ Letho pela Dallara, e os Italianos Gianni Morbidelli, com a vitoriosa Minardi, e Domenico Schiattarella, pretendente a uma vaga na EuroBrun.
Ainda estavam inscritos Andrea Montermini pela EuroBrun e Paolo Coloni pela Coloni, mas não compareceram ao evento.

Depois de eliminar Letho e Chavez, Grouillard vai para a final ...



... junto com Morbidelli, que tinha eliminado Schiattarella e Letho (repescagem).



Na final, mais uma vez a Minardi vence, desta vez com o piloto da casa, Gianni Morbidelli



Em 91, uma equipe histórica se junta ao campeonato, é a Lotus, pilotada do Johnny Herbert. Gabriele Tarquini volta ao Trofeo, desta vez vem com a Fondmetal. Letho novamente pela Dallara e Antonio Tamburini vem pela Andrea Moda, também outra estreante. A Minardi trás 2 carros diferentes, o Minardi-Ford fica com Apicella e o Minardi-Ferrari com o atual campeão, Morbidelli.


Tamburini se aproveita da batida de Morbidelli e avança, ...



... mas logo perde a fase para Herbert. Lotus na final



Na outra chave, Apicella com seu Minardi-Ford ...



... cai diante de Letho, ...



... mas, ninguém é páreo para Tarquini, que vence em 91 com a Fondmetal

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Damon Hill, Martin Donelly, Roberto Ravaglia, Johnny Dumfries e Gary Brabham na Benetton

Com a saída de Thierry Boutsen da equipe Benetton para a Williams em 89, houve uma intensa movimentação nos cockpits da Benetton. Alessandro Nannini já estava garantido, restava a outra vaga na equipe. Quem a ocuparia?
No inicio de 88 três pilotos testaram a Benetton: Roberto Ravaglia, Martin Donelly e Damon Hill
Ravaglia na época já era bi-campeão do mundial de turismo, e estava se arriscando nas formulas, mas um acidente particular o impediu de levar a frente esta ideia.
Damon Hill já não era mais um menino de 18 anos, na época piloto da F3 inglesa e estava ansioso para estrear na F3000 ainda em 88.
Martin Donelly era mais um promissor piloto de F3000 que não deu certo na F1. Martin sofreu um gravíssimo acidente , já em 90 pela Lotus F1, que o afastou das corridas da categoria.
Começa 89 e mais dois pilotos testam a Benetton: Johnny Dumfries e Gary Barbham
Dumfries assina com a Benetton como piloto de testes, ao mesmo tempo que vai correr as 24h de Le Mans ao lado de Jan Lammers e Andy Wallace.
Gary Brabham é filho do legendário Jack Brabham, Gary esboçou algum brilhantismo na Inglaterra no final da década de 80, mas a mágica parou por ai, vide a pífia carreira na Life F1.
Mas a Benneton não foi lá nem cá, ela anunciou o companheiro de equipe de Nannini como sendo Johnny Herbert, o campeão da F3 Britânica de 87. Só que Herbert não demorou muito, já "rodou" na equipe, mesmo com boas atuações, foi substituído por Emanuelle Pirro na corridas finais da temporada de 89.
Ê cockpit disputado hein?



A saida de Boutsen movimentou o cockpit da Benetton



Ainda em 88 testaram Roberto Ravaglia ...



... Martin Donelly ...



... e Damon Hill.



Já em 89, Gary Brabham tentou uma vaga ...



... Johnny Dumfries conseguiu uma de testes.



Mas a da titular ficou com outro Johnny, o Herbert, mas ...



... tambem por pouco tempo, Emanuelle Pirro encerraria esta caçada a uma vaga da Benetton