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terça-feira, 19 de julho de 2016

Empréstimo de bico?

Peterson lidera seu ex-companheiro de Lotus, Mario Andretti

O sueco Ronnie Peterson não estava brilhando em 1976. Após um vice-campeonato em 1971 e uma terceira posição em 1973 – além de várias vitórias, poles e pódios até então nestes seus seis anos de Fórmula 1, saiu da Lotus no começo da temporada para se reintegrar à March, escuderia pela qual começou a fazer sucesso no começo de carreira.

Todavia, aquele "começo de fim de temporada" de 76 reservava boas novas para Peterson. Após marcar seu primeiro ponto no ano somente no GP da Áustria, o 11º GP da temporada, fez a pole position em Zandvoort, na Holanda (12º GP), e venceu em Monza, na Itália (13º GP). Uma bela reviravolta para um começo tão apagado.

Todavia, dando uma olhada nas fotos deste final de semana, eis que deparo com a seguinte sequência de fotos:

Ronnie se enroscando com a Boro de Larry Perkins...

Passeio na terra
 
Cara de desolado lembrando que a equipe só trouxe um bico para a corrida

Percebe-se que este carro de treino da March - visível pelo "T" após o "10" na lateral - sofreu um acidente e ficou sem o setor dianteiro do carro (mais conhecido como bico mesmo rs).

E, apesar de Ronnie ter sofrido com patrocínios e ter corrido quase todas as provas com pinturas diferentes, em minha opinião a John Day Model Cars ganhou uma grande visibilidade absolutamente sem custo nesta etapa. Vou contar a minha versão da interpretação, pois não achei nada que comprovasse ou desmentisse esse fato a seguir. Quem souber ou tiver uma opinião distinta, os comentários estão abertos a debates.

Acredito que March Engineering, equipe de Peterson, não tinha mais do que um bico para esta corrida. Normal quando se trata da década de 70 e uma equipe do meio do grid. Todavia, para não ficar sem correr, pediu um bico emprestado para a sua irmã, a March Racing, de Hans-Joachim Stuck, que, este sim, cansou de correr com a John Day Model Cars.

E não é que nesse imbróglio todo Peterson fez a pole position da prova e despachou toda a concorrência nas primeiras voltas da corrida? O sueco foi abrindo larga vantagem até seu 761 ir perdendo rendimento, junto com pressão de óleo, e parar na volta 52.

Mas a pergunta final é a seguinte: Peterson pegou, ou não, o bico emprestado do carro de Stuck?

Nos treinos, antes da panca
Na corrida, tudo tranquilo... liderança fácil

Rendimento foi caindo aos poucos

Brigando demais com o carro, que perdia rendimento. Na foto, subindo na zebra...

... e botando a barata de lado
Fitas pretas, um 10 meio estrando e o Duckhams saindo... colado e encaixado às pressas?
Modelo muito mais limpo de Stuck
Na corrida seguinte, com um layout muito mais ornado, venceu o GP da Itália, em Monza

E para ajudar - ou complicar ainda mais, aí vai uma fotinha de três etapas anteriores, na França. Ficou combinando esse bico, né?

Ronnie Brambilla

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Diferenciado?

1974
Ronnie Peterson, John Player Team Lotus
Lotus 72E, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
III Grande Prêmio do Brasil, Interlagos, São Paulo - Brasil

(Clique para ampliar)


- O sueco era diferenciado?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Primeira e última

1970 e 1975
Jochen Rindt e Ronnie Peterson, Gold Leaf Team Lotus e John Player Team Lotus
Lotus 72 e Lotus 72E, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Firestone e Goodyear
XVI Gran Premio de España, Jarama e XVIII United States Grand Prix, Watkins Glen



- 6 temporadas e ainda competitivo. Sem dúvidas, um dos carros mais vitoriosos (e a frente de seu tempo) da história.

Quem se atenta a mais pormenores?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gunnar n' Ronnie

1977
Gunnar Nilsson, John Player Team Lotus
Lotus 78, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
XLVIII Gran Premio d'Italia, Autodromo Nazionale Monza, Monza - Itália

(Clique para ampliar)


- Que tal um pôster dos heróis suecos da F1?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Simetria canadense

1976
Ronnie Peterson, March Engineering
March 761, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
e
James Hunt, Marlboro Team McLaren
McLaren M23, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
e
Patrick Depailler, Elf Team Tyrrell
Tyrrell P34, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
e
Mario Andretti, John Player Team Lotus
Lotus 77, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
XV Labatt's Canadian Grand Prix, Mosport Park, Bowmanville - Canadá

(Clique para ampliar)


- Existem horas que palavras estragam...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ronniemario

1978
Ronnie Peterson e Mario Andretti, John Player Team Lotus
Lotus 79, Ford Cosworth V8, Goodyear
XXIV Gran Premio de España, Circuito Permanente del Jarama, Madri - Espanha

(Clique para ampliar)


- Bela dupla, belo carro, bela foto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ronnie e Gunnar

1978
Ronnie Peterson e Gunnar Nilsson
(Talvez) XXXVI Grand Prix Automobile de Monaco, Mônaco, Monte Carlo - Mônaco

(Clique para ampliar)


-Estranho demais isso. Liguei meu PC à noite, quando cheguei em casa, eis que meu papel de parede mudou sozinho!

Nigel Mansell deu lugar a foto que encabeça o post.

Ano negro para a Suécia na Fórmula 1. Em um espaço de 40 dias ela perde seu 'Nelson Piquet' e seu 'Ayrton Senna', além de não mais sediar provas da categoria em seu país.
O baque foi tão grande que até hoje ela não se reergueu como "potência" na categoria (não que ela era, mas ter pilotos na Lotus na década de 70 era sim alto nível).

E depois deles? Johansson? É, deve ter sido o melhor sueco pós Ronnie e Gunnar.

Confesso que nem lembrava que tinha esta foto no HD. Coisas estranhas de vez enquanto acontecem.

sábado, 1 de agosto de 2009

O que você esta fazendo ai ?: Ronnie Peterson na Shadow

1975
Ronnie Peterson, UOP Shadow Racing Team
Shadow DN3B, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
IV Grande Prêmio do Brasil, Interlagos, São Paulo



Depois de muito tempo sem fazer uma matéria exclusiva aqui para o F1 Nostalgia, a disponibilidade de tempo premia vocês com um fato que alguns de vocês devem lembrar. Trata-se da possível ida de Ronnie Peterson para a Shadow no início de 1975. Acompanhem.

Para a temporada de 1975, a Lotus mantinha a mesma dupla de pilotos do ano passado (Ickx e Peterson), mas mantinha também, pelo 5º ano consecutivo o mesmo carro, a gloriosa, mas ultrapassada, Lotus 72 (na especificação 'E'). Falar que a dupla de pilotos do time estava desmotivada e sem nenhuma esperança para com o futuro, é desnecessário não é?

Pois bem, na 1ª etapa, disputada no Autódromo municipal de Buenos Aires, a Lotus amarga já uma frustração. Peterson consegue colocar seu carro na 11ª posição no grid, já Ickx, conteve-se com um magro 18º lugar. Na corrida, o sueco sofreu uma perda de combustível e teve que abandonar e Ickx chegou numa 8ª colocação sem brigar com ninguém, e na base dos abandonos. Pouco para o time Lotus

Chegando o GP Brasil, uma certa confusão da Goodyear movimentou ainda mais o GP. Ela trouxe para Interlagos um composto na qual ela julgou ideal, e um mais duro para aguentar bem a pista ondulada e abrasiva de São Paulo. Os treinos foram liberados uma semana antes do GP, e para muitos, só complicou a decisão de quais pneus escolher.

No box da Lotus, a tristeza dos mecânicos era visível e um desanimado Peterson esta mais preocupado em sair daquela equipe e respirar novos ares. A Shadow era a grande menina dos olhos de Peterson, e o sueco flertava forte com a equipe de Don Nichols.

O DN5, o carro de Jarier, se mostrava um dos melhores do grid, vide que JPJ conquistou a pole na corrida da Argentina (Mas não largou devido a uma quebra da coroa e do pinhão antes da largada) e viria a conquistar a do GP Brasil.

Os boatos cresciam cada vez mais que uma troca de assentos entre os carros negros iria acontecer: Pryce na Lotus e Peterson na Shadow. Tanto que, na 4ª feira pré GP, Peterson ficou quase uma hora no box da Shadow, bem em frente, nenhuma barreira o cobria, e ele ficou lá, moldando as medidas do cockpit e da pedaleira. A transação entre eles, se fosse somente por vontade de Nichols e Peterson, já havia sido concluída a muito tempo.

Só que tinha um porém, e um porém dos mais importantes, era o aval de Colin Chapman. Colin não se encontrava em Interlagos, e ficou a cargo de Peter Warr se debater com a imprensa para a revelação de algo, mas ele só esquivava. Uma reunião entre Chapman e Nichols era enormente esperada, mas tal fato não aconteceu.

Somente um telefonema partindo de Chapman revelou que, não viria ao Brasil para acompanhar a corrida e o mais importante, não liberava Ronnie Peterson para correr na Shadow. Bastou isso para Nichols se trancar nos boxes da Shadow e Peterson e a Lotus se abaterem ainda mais.

Quem não gostava nada do assunto era Jarier. Ele queria mostrar serviço, e queria provar para o time que não precisava de Peterson para vencer. Jumper Jarier fez a pole e liderou muitas e muitas voltas antes de um problema na bomba de combustível ceifar sua vitória, que caiu nas mãos de Pace.

Peterson ficou na Lotus até o final do ano, e Chapman lhe iludia dizendo que o time teria um carro vencedor para 76, mas a Lotus 77 não era nada disso, e já na segunda corrida do ano ele saltou para fora do barco e foi parar na March.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

GP's históricos: Suécia 78

Em 2008 fez 30 anos de uma das maiores dominações que a F1 já viu.

O circo da F1 chegava na sua 8ª etapa. O circuito era o de Anderstorp na Suécia, pista esta que era um misto de Aeroporto e Autódromo.

A Lotus dominava fácil o campeonato, Andretti liderava o certame com certa folga, e seu companheiro de equipe, o sueco, Ronnie Peterson vinha em 2º na tábua de classificação. Alem disso, os pilotos da Lotus 79 vinham de duas dobradinhas: Zolder e Jarama.

Só que Bernie Ecclestone e Gordaon Murray, que tinham o campeão da F1, Niki Lauda, nas mãos, não queriam ser deixados para trás pela Lotus, e logo trataram de evoluir a Brabham BT46.

Na época, a Lotus 79 era o supra sumo do efeito solo, Colin Chapman desde o ano passado já utilizava esse advento tecnológico para ganhar aderência e vantagem sobre os adversários. Só que Gordon Murray tinha uma carta na manga, e era uma carta alta, altíssima!

O BT46 não passava de um carro normal, só que, para dar a Niki um carro em condições para disputar o título, a Brabham se inspirou no carro esporte americano, o Chaparral 2J.

O Chaparral tinha dois exaustores na parte de trás do carro, assim como o Brabham, a diferença era que, no carro de Murray, se utilizavam uma ventoinha única. O carro foi batizado de BT46 'B' mas ficou mais conhecido com Fan-car.

A diferença de performance era tamanha que Ecclestone ordenou que Watson e Lauda fizessem o treino classificatório com o tanque cheio. Resultado? 2ª e 3ª posições respectivamente para os pilotos da Brabham. O domínio era gritante.

Andretti, o vencedor das últimas 2 corridas, largou na pole, mas logo na largada Lauda parte para a 2ª posição. Mário forçava ao máximo sua Lotus, e Niki só o acompanhava. Era nítido a diferença de rendimento, enquanto Andretti aproveitava toda a pista para andar no máximo, Lauda ia muito mais suave, porém, contornava as curvas na mesma velocidade que Andretti. Lauda parecia se segurar para não passar Andretti.

Na parte de trás, Watson, que não tinha o mesmo talento que Lauda, sofria para acompanhar o novato Patrese com sua Arrows FA1. Tanto que, na ânsia de ultrapassar Patrese, roda e dá adeus a corrida.

Enquanto isso, Andretti e Lauda só iam abrindo para Patrese, o 3º colocado. Em pouco mais de 30 voltas, os dois já tinham dado uma volta no 5º colocado, e já abriam 1 minuto para Riccardo.

Por volta do giro 40, Andrerri, com a pressão de um Lauda embutido, erra numa saída de curva e dá a Lauda a chance de passar pelo piloto da Lotus. Depois da ultrapassagem, Lauda já abre uma grande diferença para Andretti. Só que, na volta 46, o motor Cosworth da Lotus nº 5 vai para o espaço e deixa Andretti 'a ver navios'.

Para não 'dar muito na cara', Lauda diminui muito o ritmo, e só administra a sua fácil vitória. Patrese, que vinha em sua 1ª temporada completa, chega numa honrosa 2ª posição com o caseiro Peterson colado na sua caixa de marchas, em 3º.

Emerson, que largou de 13º, se aproveitou de alguns abandonos e da fraca participação dos pilotos da Ferrari, e chegou em uma boa 6ª posição.

Depois deste enorme domínio, a CSI, a antiga FIA, baniu essa Brabham por motivos de segurança, pois com o advento desse tipo de carro, iria ser possível andar com o 'pé cravado' na maioria dos circuitos, o que era algo extremamente perigoso.

Em GP's oficiais, o BT46'B' nunca mais andou, só que, numa prova extra-oficial, o Gunnar Nilsson Memorial Trophy de 79, o 'Fan-car' voltou a dar seu ar da graça, e quem pilotou o bólido foi o brasileiro Nelson Piquet.


A Brabham veio para a Suécia em 78 com um carro revolucionário. O BT46'B' Fan-car


Watson não se aproveitou muito do carro, pois, já na largada, perde 2 posições e roda ao tentar roubar a 3ª posição de Patrese.


Já Lauda, que largou de 4º fez uma corrida magistral.


Logo na largada já se lança à 2ª posição, e vai a caça ...


... de Mário Andretti, que, não aguenta a pressão do austríaco e perde a liderança.


Porém, poucas voltas depois de ser ultrapassado, seu motor Cosworth estoura e ele abandona a corrida.


Seu companheiro de equipe faz uma corrida aquém de seu equipamento, e uma 3ª posição veio por conta de abandonos.


Já Patrese, comemora seu primeiro pódio na carreira. Chega em 2º, mas com Peterson somente 1 segundo atrás.


Com uma direção sem erros, típica de um bicampeão, Lauda, junto com o Fan-car vencem fácilmente o GP de Anderstorp.


Comemoração do pódio.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Patrocinios da F1: ELF

Hoje falarei e mostrarei a vocês um pouco da companhia Petrolífera francesa ELF Aquitaine. A Elf é uma junção de 3 empresas francesas de exploração de petróleo, ela explora gás e petróleo na França e no Iraque. Na F1, patrocinou muitas equipes, seja com combustivel, dinheiro ou os dois, ela estava lá, expondo seu nome em suas carenagens. A ELF foi uma das primeiras empresas, junto com a pioneira Gold Leaf, a patrocinar os carros de F1. Acompanhe agora algumas das muitas equipes na qual esta empresa patrocinou.


Tyrrell de Ronnie Peterson - 1977



Renault de Jean Pierre Jabouille - 1980



Lotus de Elio de Angelis - 1984



Ligier de Thierry Boutsen - 1991



Williams de Nigel Mansell - 1992



Benetton de Michael Schumacher - 1995