- Considerados de “outro planeta” durante as vitoriosas temporadas de 1992 e 93, os bólidos da Williams planejaram um passo ainda mais interplanetário ao instalar um câmbio CVT em seu FW15C – o carro do tetracampeonato de Alain Prost. Com sua suspensão ativa controlada eletronicamente por computador, controles de tração e estabilidade e freios ABS, a implantação de um câmbio continuamente variável viria para glorificar de uma vez por todas o time de engenharia da equipe. Eu disse “viria”…
1994 David Brabham, MTV Simtek Ford Simtek S941, Ford HB 3.5 V8, Goodyear XXXII Grand Prix Molson du Canada, Circuit Gilles Villeneuve, Montreal - Canadá
(Clique para ampliar)
Sem piloto e sem chassi, novamente David Brabham correria sozinho um GP.
Completou. 4 voltas atrás do vencedor, mas completou. Mantendo um ritmo lento, arrastou sua Simtek até o final do GP.
Mas o que vale mesmo são as fotos. Estão lindas!
Enquanto isso, o pessoal de Banbury trabalhava duro para construir mais um S941...
Trocas de capacetes são fatos no mínimo curiosos. Seja por que se esqueceu o capacete ou por problemas de ordem técnica, um piloto não pode ir à pista sem o seu, e quando lhe falta um, somente lhes resta pedir emprestado ao seu companheiro de equipe ou compatriota.
Acompanhe algumas dessas fotos, no mínimo, curiosas.
P.S. E você, lembra de mais algum que não esta na lista abaixo? Ah, não vale dizer trocas de capacetes atuais hein!
Jochen Rindt com o casco de Piers Courage nos treinos para o GP da França em Charade 69.
Siffert dando uma de Fittipaldi no GP do México em 70.
Pace usando o capacete de seu companheiro de equipe, Lole, na apresentação do BT45.
Laffite usando o capacete de seu compatriota, Alain Prost, em testes em Paul Ricard.
Piquet na Lotus JPS? Não, é somente Roberto Moreno em seu 1º teste na F1 em 81.
Aqui, o homem do "W" da Arrows, Dave Wass, testa seu próprio carro, mas com o capacete de Mauro Baldi.
Um teste de Mansell na sua futura equipe? Não, somente Johansson que esqueceu o capacete no hotel de Detroit e pegou um emprestado do Inglês.
Em uma de suas últimas corridas na carreira, Johansson usa o capacete de Herbert mas não deixa de adesivar suas 3 'folhas' no casco. [Crédito da foto: Blog do Capelli]
Comas empresta seu capacete para Prost testar pela 1ª vez uma Ligier. O fato foi em 92.
Por problemas de embaçamento de viseira, Coulthard pediu emprestado um capacete reserva de Schumacher para correr o GP de Mônaco em 96.
Imagine um carro com suspensão ativa, freios ABS, controles de tração e estabilidade, motor V10 e com cambio CVT, pois é, este carros já existiu, foi a Williams FW15c CVT de 93. Quando falamos em supremacia nas pistas de F1, sempre vem o nome da Williams no inicio da década de 90. Com muito dinheiro a ser gasto, otima equipe técnica e excelentes pilotos, a Williams dominou a F1 em 92 e 93, e esperava-se muito para 94. No final de 93, a Williams vinha com um super componente para incrementar ainda mais sua FW15c, um cambio CVT, transmissão continuadamente variável. O primeiro teste ocorreu em 20 de Setembro de 93, com Alain Menu ao volante. Nesta época, o cambio CVT estava certo de proibicão em 94, mas a Williams insistia nos testes para ver se a FIA voltava atrás. Não voltou. Outro piloto que andou testando a Williams CVT foi David Coulthard, que na época era piloto de testes da equipe. Com este super carros, a Williams de Senna seria imbatível para a Benetton de Schumacher em 94. Só que a FIA cortou as "asas" da Williams, e ainda foi mais fundo, eliminando todas as ajudas eletrônicas dos carros como o ABS e o controle de tração. Sem estes aparatos tecnológicos, a Williams voltou a ser um carro deste planeta. Hoje essa Williams repousa em um museu em Eindhoven na Holanda
O suíço Alain Menu no primeiro teste da Williams FW15c CVT em Silverstone
Williams repousa no museu DAF em Eindhoven
David Coulthard testando a Williams CVT
Quer saber mais sobre o cambio CVT? Assista esses vídeos, é altamente recomendado
Em um de seus primeiros testes com um F1, (David testou uma McLaren em 90) o promissor David Coulthard já mostrava serviço. O teste era com a Benetton no dia 10 de Dezembro de 92 em Silverstone. Este teste foi adiado por alguns dias, pois o carro a disposição de Coulthard foi destruído, quando, dias antes, o então piloto de F3000 Giovanni Bonanno, fez um teste no mesmo circuito. Coulthard depois disto virou piloto de testes da Williams em 94, e foi efetivado como titular depois da morte de Senna.
Coulthard teve que esperar um dia por seu teste...
... pois Bonanno destruiu a Benetton em apenas 6 voltas.