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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fulvio Maria Ballabio na Tecno

Ah, vai, mandei bem no Photoshop!

Vocês me surpreendem. E me surpreendem para o bem! Marcio Cordeiro, no Facebook, e Carlos Bragatto, aqui nos comentários (com Renato Breder na cola), acertaram.

A foto, editada por mim para parecer tão antiga quanto o carro, teve dois "erros" que entregaram o jogo: o capacete atual e a câmera tipo ‘Go Pro’ ali atrás, no aerofólio.

Mas Rianov, quem é então? Nada mais, nada menos, que ele:

Grande Mickey Mouse fazendo presença no capacete de Fulvio Maria Ballabio

Fulvio Maria Ballabio, herdeiro da Editora Mondadori, detentora dos direitos de publicação das revista Walt Disney na Itália, também andou no evento de Giancarlo Minardi, mês passado, em Ímola. O Historic Minardi Day foi incrível e você pode constatar isso aqui neste vídeo.

O carro que Ballabio andou foi o Tecno PA 123 que Derek Bell e Nanni Galli pilotaram na temporada de 1972 (Chris Amon também andou na versão evoluída deste carro no ano seguinte). Esse carro é comumente visto em corridas de carros históricos.

O mesmo Tecno PA 123 andando no principado de Mônaco
 
Quem acompanha o blog há tempos já viu pingar por aqui a história do F.M Ballabio. Certa vez mandei alguns e-mails para ele e obtive resposta! O mote central da conversa era seus testes - esses sim reais - com a Spirit em 1984. O primeiro deles, inclusive, se deu no Rio de Janeiro, onde ele e o nosso bicampeão, Emerson Fittipaldi, andaram juntos. Esse seria o último teste da carreira de "Rato" na Fórmula 1.

Ballabio levava o Pateta no Motor e o Mickey no bico da Spirit Hart em Jacarepaguá

Senti um pouco de ódio no coraçãozinho de Ballabio, onde ele culpava a federação italiana por não ter conseguido sua Super Licença e, em consequência, a vaga como titular da equipe. Segundo ele, a "sua Itália" preteriu Mauro Baldi.

"A CSAI (Commissione Sportiva Automobilistica Italiana) me negou o pedido de entrada da Super Licença. Essa foi uma jogada em virtude de favores políticos, promovendo Mauro Baldi", disse Ballabio.

"No GP Brasil de 84, Baldi fez tempo de classificação pior que o de Emerson e na corrida, seus tempos eram parecidos com o meu. E olha que o carro já estava muito mais evoluído do que no inicio do ano", completou Fulvio Maria.

Ballabio ficou com a 21ª  (1min40s25) e penúltima no teste do Rio. Emerson foi o 17º (1min37s20)

Calor carioca obrigava o cansado Hart a respirar sem cobertura para não ferver. Aqui, com Fittipaldi no volante

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ensaio Fotográfico: Spirit no Rio de novo

1984
Fulvio Maria Ballabio, Spirit Racing
Spirit 101, Hart 1.5 L4T, Pirelli
Teste Jacarepaguá, Brasil

(Clique para ampliar)


- Mestre Pandini que me mandou essa.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Fulvio Maria Ballabio na Spirit

A alguns dias atrás, entrei em contato com Fulvio Ballabio, piloto italiano que quase correu na F1. Ele me contou um pouco de sua vida e como foram seus testes com a Spirit e sua carreira nos EUA e nos barcos.
Contarei a vocês hoje a tentativa de Ballabio ingressar na F1.
Em 83, já beirando os trinta anos, Fulvio foi para a F2 correr o campeonato com um velho carro da AGS, nas primeiras etapas, ele não se adaptou bem ao carro, mas com o ganhar de ritmo, sempre ficava nos Top 7 na parte final do campeonato. Entre seus concorrentes na F2 em 83 estavam: Jo Gartner, Christian Danner, Philippe Alliot e François Hesnault, todos estes conseguiram uma vaga na F1, e Ballabio?
No inicio de 84, com a verba do empreendimento de seu pai, a distribuidora Mondadori (detentora dos direitos de publicação das revista Walt Disney na Itália), Ballabio conseguiu alguns testes com a Spirit F1. O primeiro deles foi em Jacarepagua, onde as equipes vinham para o Brasil realizar testes coletivos, Ballabio pilotou junto com Emerson Fittipaldi a Spirit Hart 101.
Marcando a 21ª e penúltima colocação, Ballabio fez seu melhor tempo em 1'40"25, enquanto Fittipaldi fez 1'37"20 e ficou com o 17º tempo. Ballabio disse que o carro era realmente ruim, o motor até que tinha alguma potência, mas o chassi... era terrível. Segundo ele o carro usava os motores refugados pela Toleman e era 40km/h mais lento que o Renault de Tambay, que foi o primeiro nos testes. Mas, para Ballabio, "já estava ótimo poder andar em um F1". Quando perguntado sobre Fittipaldi, Ballabio respondeu que, ele, depois de algumas voltas no circuito, estava bem desanimado, pois o carro era realmente ruim. Seu irmão, Wilson, foi quem me deu as maiorias das dicas do traçado.
Semanas depois, Ballabio testou a Spirit, agora pintada de vermelho, em Mugello, Brands Hatch e Monza, e, segundo ele, se saiu muito melhor, mas a CSAI (Commissione Sportiva Automobilistica Italiana) negava o pedido de entrada da Super Licença, e em virtude de favores políticos, promovia outros pilotos italianos, tal qual, Mauro Baldi, o ganhador da vaga na Spirit. De acordo com Ballabio, a CSAI continuou aprontando das suas ao também negar a Super Licença para Alessandro Nannini em detrimento a Pierluigi Martini em 85.
Ainda em Fevereiro, Fulvio perde o pai com um infarto, e desiste de vez de ingressar na F1.
"No GP Brasil de 84, Baldi fez tempo de classificação pior que o de Emerson e na corrida, seus tempos eram parecidos com o meu. E olha que o carro já estava muito mais evoluído do que no inicio do ano"
Em 85 Fulvio parte para os EUA, onde corre na IMSA e na Cart, mas esta já é outra história...



Fittipaldi andando na "caquética" Spirit



O patrocínio do Topolino(Mickey) e Goofy(Pateta) vinham da Mondadori, empresa da família Ballabio



Fulvio fez o 21º tempo e só ficou atrás de Moreno com a Lotus.
[Colaboração da foto: L-A. Pandini]



Com um carro mais acertado, Ballabio se dá melhor nos testes na Europa. Aqui é Brands Hatch



Monza



GP Brasil de 84. Nem Emerson e nem Fulvio, quem corre para a Spirit é Mauro Baldi



GP da Cart em Miami 87. Depois de um desentendimento com a CSAI, Ballabio parte para os EUA



F3, F2, F1, IMSA, Cart, Rali, Motocross, corrida de barcos, Kart, entre outros. Ballabio foi bem eclético em sua carreira. Segundo ele, mais de 500 corridas no currículo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Emerson Fittipaldi testa Spirit

Em 82, Fittipaldi fechou as portas da F1 para a copersucar e corria muitos boatos que ele retornaria para a F1 em 83, a equipe que era uma incógnita, poderia ser um retorno a McLaren, uma ida a Williams e até mesmo a Alfa Romeo estava no páreo, mas tudo isso não passou de especulação. Mas em Dezembro de 83 surgiu um convite para um teste, foi a Spirit, equipe de F2, que estava se "arriscando" na F1. O teste foi em Jacarepaguá no Rio de Janeiro em um treino coletivo, a Spirit trouxe somente um carro, mas dois pilotos testaram, alem de Emerson, o desconhecido piloto italiano Fulvio Ballabio também andou, muito mal por sinal, alem de pouca experiencia, trouxe algum dinheiro e alguns patrocínios, o Mickey e Pateta eram dele. O carro era péssimo, Fittipaldi virou 8 segundos mais lento que o 1º lugar. Resultado: Emerson não gostou nem um pouco do carro, Fulvio não conseguiu sua super licença e a Spirit praticamente não tirou nenhum proveito do teste.


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O ano era 83, Fittipaldi no Rio...


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... testa a Spirit, não se agrada com o carro ...


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... e anos depois parte para a Cart.