Mostrando postagens com marcador Teo Fabi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teo Fabi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

GP da Itália de 86, a corrida sem primeira fila

Volta de apresentação confusa culminou com o grid sem a primeira fila

Como bem dito pelo amigo Julio Cezar Kronbauer e confirmado pelo também camarada Ituano Voador, o Grande Prêmio da Itália de 1986 foi marcado por lambança na volta de apresentação, orquestrada pela McLaren e pela Benetton, que culminou em uma largada estranha.

Depois de terem feito a primeira fila da corrida no treino classificatório, Teo Fabi, o pole pela segunda vez consecutiva, de Benetton, e Alain Prost, com a McLaren, tiveram problemas. Fabi teve contratempos na volta de apresentação e Prost, que já viu problemas antes mesmo de sair com seu carro para a ‘parade lap’, teve que subir no carro reserva e se encaminhar para os boxes antes da largada.

Resultado? Uma largada sem a primeira fila, com Fabi em último e Prost saindo dos boxes. Melhor para Mansell e Berger, que não tiveram adversários em sua trajetória até a primeira chicane.

Prost, com seu carro reserva, como se vê nas imagens, abandonou a corrida na volta 27 após problemas de motor. Todavia, os comissários da FISA, depois de se reunirem por uma hora e meia depois da prova, decidiram por desclassificar o francês do GP. Fabi durou mais na corrida, mas não mais do que 44 voltas. Sofreu um furo de pneu e rodou, abandonando também.

A vitória ficou para Nelson Piquet e Nigel Mansell completou a dobradinha da Williams. Stefan Johansson foi o terceiro, Rosberg o quarto, Berger o quinto, e como disse no post de ontem, Alan Jones fechou a zona de pontuação.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O que você esta fazendo ai ?: John Watson e Stefan Johansson na Toleman

Para 85, a Toleman tinha dois grandes problemas, 1º, tinha que conseguir pneus para correr, 2º, tinha que arrumar pilotos para disputar o campeonato.

A primeira opção estava complicada, a equipe já tinha o carro pronto, e muito bom por sinal, mantinha os motores Hart (chegou a cogitar os Renault), não tão bons assim, mas o carro não tinha pneus. A Michelin, fornecedora de pneus para equipe em 84, saiu da F1, e a Goodyear, limitava o numero de pneus às equipes. Resultado? A Toleman ficou de fora do campeonato por 3 corridas, só voltando no GP monegasco calçados com pneus Pirelli.

E só entrou na temporada porque a Spirit faliu e liberou os pneus Pirelli para a Toleman. Essa decisão também foi apoiada pelos novos patrocinadores da equipe, a United colors of Benetton.

Na questão dos pilotos, a Toleman tinha Johansson, mas como a equipe não tinha perspectiva de iniciar a temporada, o sueco partiu para "outras bandas" e foi pilotar, inicialmente, para a Tyrrell, e posteriormente para a Ferrari. A equipe se viu novamente em dificuldades, e chamou o experiente John Watson para fazer alguns testes pela equipe. Assim como Johansson, Watson testava com vários tipos de pneus, dentre eles, eles testaram Pirelli, Goodyear e Avon.

Já nesta época, a F1 queria mais espaço em solo americano, e a Toleman contrata o italiano Teo Fabi para disputar a temporada. Fabi, que tinha sido pole position das 500 milhas de Indianápolis anos antes e tinha grande carisma nos EUA, era oriundo da Brabham.

E foi somente Fabi que começou a temporada para a Toleman, pois, a Pirelli, só estava preparada para fornecer pneus somente para um carro. Com toda essa dificuldade, até os testes eram escassos, e como Johansson já estava firme na Ferrari, o 2º piloto, assim que a Pirelli resolvesse o problema, seria naturalmente Watson, certo? Não, errado. Até hoje não entendi direito porque a Toleman não assinou com Watson para o resto da temporada, talvez a idade tenha atrapalhado um pouco, já que John tinha 39 anos na época. Para 2º piloto a Toleman buscou Piercarlo Ghinzani na Osella e o colocou para disputar a temporada apartir do GP da Áustria, 10ª etapa, até o final do campeonato, na Austrália.

Com boas atuações, como por exemplo a pole position de Fabi na Alemanha, a Benetton compra a equipe, e, para 86, conserta seu principal defeito, troca os fracos e quebradiços motores Hart, pelos possantes e duráveis BMW.



A Toleman trás Fabi da Brabham para ter maior mercado nos EUA



Aqui, Johansson testa pneus Pirelli na pré temporada no Rio



Já em Silverstone, ele usa pneus Avon



Aqui vemos Watson testando a Toleman também com pneus Avon em Donnington, ...



... mas também chegou a usar os Goodyear. Watson, que tinha tudo para ocupar a vaga de 2º piloto na equipe, ...



... foi substituido pelo italiano Piercarlo Ghinzani no resto da temporada

domingo, 14 de setembro de 2008

GP's históricos: Espanha 1986

De volta ao mundial da F1 depois de 5 anos, o GP da Espanha voltava em grande estilo ao calendário da categoria em 86, com o novíssimo circuito de Jerez de la Frontera.
Depois de uma dobradinha brasileira no GP Brasil, o circo vai a Espanha, onde corre a 2ª prova do campeonato.
Dominando todos os treinos, Senna com sua Lotus negra e dourada consegue sua 2ª pole position no ano. Ao lado dele, está seu compatriota, o piloto da Williams, Nelson Piquet. Mais atrás na tábua de classificação vinham Mansell, tambem de Williams, e a dupla da McLaren, com Prost em 4º e Rosberg em 5º.
No domingo, Senna faz uma excelente largada e facilmente se desgarra de Piquet, o mesmo não se pode falar de Mansell, que perde 2 posições para as McLarens logo no inicio da corrida. Enquanto Senna e Piquet iam na ponta, Mansell vinha "babando" lá de trás, deu jeito de passar as McLarens e logo depois Nelson Piquet, e, já na volta 40 de 72, Senna não resiste aos ataques de Mansell, que, numa negociação de ultrapassagem de um retardatário (Brundle), toma a ponta da corrida. Em seguida, Senna iria receber uma pressão de Piquet na luta pela segunda posição, mas a Williams de Piquet "abre o bico" logo em seguida.
Quando muitos já esperavam uma vitória tranquila de Mansell, problemas de desgastes nos pneus e cautela para conservar o motor da Williams, fizeram Senna encostar e partir para cima do "leão" para retomar a frente. A 10 voltas do fim, Senna vai com tudo para cima de Mansell e retoma a 1ª posição, Mansell ainda perde o 2º lugar para Prost na curva seguinte.
Em uma tentativa ousada e, por que não, suicida, Mansell foi para os boxes para troca de pneus. A 9 voltas do fim, Mansell teria que tirar uma desvantagem de mais de 20 segundos para Senna. E tirou. Mansell, com pneus novos, chegava a ser 4 segundos mais rápido que o piloto da Lotus, já com pneus super desgastados. Na penúltima volta, Mansell despachou Prost e foi com tudo para cima de Senna, que, numa chegada antológica, consegue-se manter na ponta da prova por míseros 14 milésimos (!) de segundo, até então, a 2ª chegada mais apertada da história da F1.
Com esse resultado, Senna consegue sua terceira vitória na categoria e assume a liderança do campeonato de 86 com certa folga. Senna 15, Piquet 9 e Mansell 6 pontos.



Dupla brasileira na 1ª fila: Senna em 1º e Piquet em 2º



Com uma boa largada Senna se mantem firme na ponta, ...



... já seu companheiro de equipe, Johnny Dumfries, se defende como pode em posições intermediárias



Mansell que largou mal vem com tudo para cima de Senna ...



... e, na volta 39, consegue a ultrapassagem



Quando todos pensavam em uma vitória absoluta de Mansell, ele novamente perde a posição para Senna e vai para os boxes para troca de pneus



Faltando 9 voltas, Mansell ignora Prost e vai com tudo para cima de Senna. Na curva final Mansell cola em Senna para sair colado na reta



Fazendo falar mais alto seu motor Honda, Mansell põe de lado para ultrapassar, mas ...



... por míseros 14 milésimos, a vitória fica com Senna.



A dupla da McLaren vai bem: Prost em 3º e Rosberg em 4º



O mesmo não se pode dizer da dupla da Ferrari. Amargando péssimas posições de largada, Johansson e Alboreto abandonam logo no inicio da prova.



Com a estreante Benetton, Berger novamente chega nos pontos. 5ª colocação para ele.



Teo Fabi, seu companheiro de equipe, também pontua, fechando a zona de pontos em 6º



Patrick Tambay se arrasta com sua Lola em uma 8ª posição a 6 voltas do líder. É o GP de despedida dos motores Hart, que só voltariam a F1 7 anos depois. A Lola usaria os Cosworth até o final da temporada.



Pódio "Tio Pepe violeiro". Senna, Mansell e Prost.



Acompanhe os melhores momentos do GP com a narração de Galvão Bueno

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Patrocinios da F1: Benetton

Hoje a seção patrocinios é de moda, isso mesmo, estamos falando da Benetton, empresa de moda italiana na qual destino esteve muito ligada a Formula 1, inclusive um de seus pilotos foi bi-campeão mundial. Criada em 65 por Luciano Benetton, hoje é uma das maiores empresas do ramo na Europa, como meu ramo não é moda, vamos às maquinas!



Tyrrell de Michele Alboreto - 1983



Alfa Romeo de Riccardo Patrese - 1985



Toleman de Teo Fabi - 1985



Benetton (Antiga Toleman) de Teo Fabi - 1986