Mostrando postagens com marcador Patrick Tambay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Patrick Tambay. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de março de 2012

Reformando Interlagos

1979
Patrick Tambay, Marlboro Team McLaren
McLaren M26, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
VIII Grande Prêmio do Brasil, Interlagos, São Paulo - Brasil

(Clique para ampliar)


- Modo Tambay de terraplanagem

sexta-feira, 16 de março de 2012

Problem?

1984
Patrick Tambay, Equipe Renault Elf
Renault RE50, Renault 1.5 V6T, Michelin
XIII Grande Premio de Portugal, Estoril, Estoril - Portugal

(Clique para ampliar)


- Que nada. Tá ótimo!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

As Renault

1985
François Hesnault, Patrick Tambay e Derek Warwick, Equipe Renault Elf
Renault RE60 (14) e RE60B (15 e 16), Renault 1.5 V6T, Goodyear

XLVII Großer Preis von Deutschland, Nürburgring, Nürburg - Alemanha

(Clique para ampliar)




- A última vez que uma equipe inscreveu três carros para a mesma corrida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Raridade: Patrick Tambay na Arrows

1982
Patrick Tambay, Arrows Racing Team
Arrows A4, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Pirelli
Teste, Kyalami, Midrand - Africa do Sul

(Clique para ampliar)

- Lembrava?

Tambay foi chamado às pressas para substituir Marc Surer, que tinha se machucado.
Enrolou-se todo para sair do Haiti, onde passava férias, e chegar a Johanesburgo. Só pegou um dia de testes, e fez o horroroso tempo de 1'16"17 com o A4. Para questão de comparação, Alain Prost marcou o melhor giro em 1'05"47 com o Renault RE30B, fechando os tempos daqueles testes de Janeiro.

Nos dias seguintes teve toda aquela confusão com a greve dos pilotos, e quem acabou correndo o GP pela Arrows foi Brian Henton.
Até onde sei, ele mesmo que quis sair da equipe.

domingo, 25 de outubro de 2009

O primeiro GP das Arábias

1981
Patrick Tambay, Theodore Racing Team
Theodore TY01, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Avon
I Dubai Grand Prix, Dubai, Dubai - Emirados Árabes Unidos

(Clique para ampliar)


- Pois é, ta chegando o GP de Abu Dhabi, mas quem acompanha o blog a mais tempo sabe que não é a primeira vez que a F1 desembarca nos Emirados Árabes Unidos.

Você que não lembra, recorde aqui.

Ah sim, é uma foto escaneada de uma Autosport.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Quer beber qual?

Vários e várias.
Embaixo das fotos tem os dados


(Clique para ampliar)

Belle-Vue - 77, Patrick Nève, March 761 Cosworth, Dijon-Prenois, França



Löwenbräu - 78, Patrick Tambay, McLaren M26 Cosworth, Watkins Glen, EUA



Michelob - 79, Keke Rosberg, Wolf WR8/9 Cosworth, Watkins Glen, EUA



Skol - 80, Emerson Fittipaldi, Fittipaldi F8, Cosworth, Brands Hatch, Grã-Bretanha



Warsteiner - 80, Riccardo Patrese, Arrows A3 Cosworth, Ile-Notre Dame, Canadá



Guiness - 81, Derek Daly, March 811 Cosworth, Jarama, Espanha



Labatt's - 90, Thierry Boutsen, Williams FW13B Renault, Monza, Itália



Kronenbourg - 94, Erik Comas, Larrousse LH94 Ford, TI Aida, Pacífico



Tourtel - 94, Olivier Beretta, Larrousse LH94 Ford, Hungaroring, Hungria



Bitburger - 95, Michael Schumacher, Benetton B195 Renault, Hungaroring, Hungria



Kaiser, Roberto Moreno, Corsi FG01 Ford, Suzuka, Japão

- Agradecimento pela lista vai para o grande Germano Caldeira. Obrigado Barão!

Depois da Skol e Kaiser, lá vem a Itaipava

Ps.: Não esqueci as cervejas mais novas não, apenas as omiti
Ps2.: Grande video-game
Ps3.: Sonho de consumo
Ps4.: Quem lembrar de mais alguma das antigas é só gritar aí nos comentários
Ps5.: Essa 'palhaçada' dos 'ps' copiei daqui

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Fora de Série: Dubai Grand Prix

Depois de desenterrar o Questor GP, o F1 Nostalgia retira das profundezas o Dubai Grand Prix.

Não foi bem um GP de F1, mas se tratou mesmo de uma apresentação de grandes pilotos em diferentes carros. A festa foi nos dias 2, 3 e 4 de Dezembro de 81. Data escolhida para a comemoração de 10 anos de criação dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

O circuito foi construído em torno no mais novo e suntuoso hotel da cidade de Dubai, o Hyatt Regency Dubai. Com um traçado de 2,625 Km, e, mesmo sendo no litoral, encravada no deserto, a pista ficou com ares parecidos com o do Caesar Palace GP em Las Vegas, também inaugurado em 81.

Os dois primeiros dias se tratavam de práticas e reconhecimento do circuito, só no Sexta, dia 4, é que as competições começaram para valer. Com um cronograma cheio de festividades, o dia prometia ser uma grande e suntuosa festa. Para se ter uma ideia, alguns carros eram transportados do aeroporto até o circuito por helicópteros (!).

Na Sexta, logo pela manhã, houve uma série de homenagens políticas aos 10 anos dos EAU, marchas do exército, apresentação de Jets-skis entre outros. Mas o evento seguinte é que começou a chamar a atenção. Era a Citroën CX Celebrity Race.

Este evento da Citroën foi marcado pela presença em massa de grandes pilotos do passado e também de alguns atuais. Para conseguir maior atenção do público, o piloto do Pace car foi o Astronauta americano Walt Cunningham. Todos os CXs eram brancos com faixas tricolores nas laterais. A corrida era de tiro curto com duração de apenas 10 voltas.

A 1ª fila foi encabeçada por John Watson, ao seu lado, largava Dan Gurney. Loga atrás vinham Marc Surer e Bruno Giacomelli. Infelizmente não tenho informações de como foi a corrida, tenho apenas a classificação final dos 6 primeiros colocados.

1º Bruno Giacomelli
2º Marc Surer
3º David Kennedy
4º Innes Ireland
5º John Fizpatrick
6º Dan Gurney

David Kennedy fez a volta mais rápida da prova com o tempo de 1m34,740

Outros pilotos também presentes na corrida foram: Jack Brabham, John Watson, Stirling Moss, Richard Attwood, Phil Hill, Patrick Tambay, Roy Salvadori, Derek Bell e Helmut Marko.

Depois da prova dos Citroëns, foi a vez dos Aston Martins fazerem a festa. Nesta prova, a vitória ficou com Mike Salmon, e Roy Salvatore, foi o 2º. Logo em seguida, foi a vez da Sallon Car race. O grid era formado basicamente de Ford's Capri, mas o vencedor da corrida foi Tom Walkinshaw que pilotava um Mazda RX7. O tempo de volta dos carros aqui eram em torno de 1m e 20 segundos.

Logo na sequência houve uma demonstração de carros históricos. O grande nome presente ao evento era do multi campeão, Juan Manuel Fangio.

Fangio pilotou sua Mercedes Benz W196, mas logo nas primeiras voltas, Fangio rodou e bateu o carro, de leve é verdade, mas foi levado para um hospital pois não se estava se sentindo muito bem. A primeira vista, o problema era o cansaço da viagem sem escalas de Buenos Aires até Dubai, mas que logo foi descartada, pois os médicos viram que o caso de Fangio era mais grave. Sopros cardíacos o fizeram passar algumas semanas em Dubai.

Outros pilotos que andaram foram:

Juan Manuel Fangio - Mercedes-Benz W196
Stirling Moss - Maserati 250
Roy Salvadori - F1 Aston Martin DBR4
John Harper - F1 Connaught "A" Series
Richard Pilkington - F1 Talbot-lago
Ian Preston - F1 Bugatti Type 35B

Depois da apresentação dos carros históricos, o GP continuou com a Marlboro Cup, que aglomerava os carros de Super Sport.

Mas o melhor estava guardado para o final. Era a competição de quebra de recorde da pista de Dubai. E lá, dois carros de F1 atuais estavam presentes! A regra era que o piloto só teria o direito a dar somente uma volta rápida.

A Theodore estava presente ao evento com seu Ty-01 com o francês Patrick Tambay ao volante. Outro F1 atual era a McLaren MP4-1 pilotada por John Watson, e, ficava claro que o recorde iria vir de um desses carros.

Tambay foi o primeiro a sair, mas com uma escapada em uma curva, praticamente dá adeus ao premio de 5 mil dólres (Pouco não é?) oferecido ao ganhador.

John Watson a bordo de sua grande McLaren não tem problemas em marcar o tempo de 64,4 segundos e levar o premio para casa.

Outro que foi para essa Lap Record Attempts foi Phil Hill com a Mercedes W196 de Fangio(!!). Originalmente era para ser Fangio o piloto, mas com os problemas cardíacos descritos anteriormente, Hill pegou a magoada Mercecdez para dar uma volta no circuito. Derek Bell também participou, ele dirigiu o mais novo super esportivo da Aston Martin e Denny Hulme pilotou a nova máquina da McLaren para provas de Can-Am, o McLaren M8D.

Com essas tentativas de voltas rápidas se encerrou esta grande festa no Oriente. A intenção dos organizadores era que esse GP acontece anualmente, mas tal fato nunca mais aconteceu, fazendo com que este GP se tornasse ainda mais raro.


Programa do Dubai Grand Prix de 1981


O circuito era situado a margem do Golfo Pérsico (Golfo da Arábia). Sua extensão era de pouco mais do que uma milha e meia (2,625 Km).


Vista aérea do circuito com o novísimo hotel Hyatt Regency Dubai ao centro.


Na 1ª corrida do dia, Watson sai na pole, mas Bruno Giacomelli é que vence com os Citroëns.


Já na corrida dos Sallons, Tom Walkinshaw vence com um Mazda no meio de mar de Ford's


Só que o momento mais esperado pelos fãs árabes era a competição da volta mais rápida. Aqui vemos Derek Bell a bordo de seu Aston Martin.


Por problemas cardíacos, Fangio não pode participar de todas comeptições. Phil Hill ocupou seu assento no W196.


Patrick tambay bem que tentou, mas a vitória e os 5 mil dólares em dinheiro ...


... foi entregue a John Watson da McLaren. Ele virou com seu MP4-1 um tempo de 64,4 segundos e bateu o recorde do circuito.


Vídeo da largada da Sallon Car race

domingo, 16 de novembro de 2008

País da F1: Pilotos Franceses [Parte 2]

Finalmente trago a 2ª parte dos pilotos franceses.
Já era tempo em Rianov! Veja aqui a parte 1

Jean-Pierre Beltoise

Beltoise andou numa época de transição na F1. Começou na categoria no final da década de 60, mais precisamente em 66, onde faz somente uma prova no campeonato. Beltoise pilotou pela Matra. Em 67, a mesma coisa, poucos Gp's e pouco destaque. Em 66 e 67, Beltoise correu com um carro Matra de F2. Mas é em 68 que as coisas deslancham.

O ano começa excelente para Beltoise, ele marca seus primeiros pontos na F1, já nas duas primeiras etapas do ano, e, mais duas etapas depois, no GP da Holanda, consegue seu 1º pódiom, chegando na 2ª posição da corrida.

Em 69, fica como escudeiro de Stewart, e o ajuda a conquistar seu primeiro título. Neste ano, consegue mais 3 podiuns e uma boa sequência de resultados. 5ª posição no mundial para ele.

Em 70, mais alguns bons resultados e mais 2 podiuns. Já em 71,m a coisa não esteve tão boa assim para Beltoise. Envolvido num problema extra F1 (1000 Km de Buenos Aires) na qual resultou na morte de um piloto (
Ignazio Giunti), Beltoise teve sua licença temporariamente suspensa o que resultou na perca de alguns GP's e apenas 1 ponto no mundial.

Em 72, Beltoise respira outros ares e corre pela equipe BRM. De baixo de uma chuva torrencial em Monaco, Beltoise vence seu primeiro (e único) GP. Mesmo com o forte patrocínio da Marlboro, a BRM não corresponde à altura e começa a sua decadência. Beltoise fica na equipe até final de 74, e mesmo com um carro não muito bom, consegue um 'milagroso' 2º lugar em Kyalami.


Jean-Pierre Beltoise na Matra


Jean-Pierre Jabouille
Não se pode dizer que Jabouille teve uma carreira fantástica na F1, mas um piloto que vence duas corridas, tem que ser lembrado.

Jabouille pena muito no seu inicio de carreira na F1. Zanzando por Williams, Surtees e Tyrrell, nada consegue, até que ele é chamado para um novo e revolucionário projeto.

Em 76 e 77, Jabouille trabalha na construção do 1º carro turbo alimentado da F1. Ele faz incansáveis testes com o carro que estreia oficialmente na F1, no final da temporada de 77.

Numa fase de adaptação, Jabouille e a Renault só começam a colher os frutos em 79/80, onde vence dois GP's. Jabouille poderia ter vencido outros GP's não fosse a fragilidade e o Turbo-lag do motor Renaut (problemas sanados nas seguintes temporadas).

Na penúltima prova do ano de 80, já com um contrato assinado com a Ligier, a Renault sofre uma quebra de suspensão que acarreta um fratura na perna de Jabouille.

Ainda sem condições plenas de correr, ele tenta andar em 81 na Ligier, mas após algumas corridas ele decide se aposentar.



Jean-Pierre Jabouille na Renault


Patrick Depailler

Grande piloto francês que teve outro final trágico.

Ainda correndo na F2, Depailler faz sua estria na F1 correndo dois GP's em 72, mas é em 74 que sua carreira decola.

Entrando numa Tyrrell em sutil decadência após a morte de Cevret e a aposentadoria de Stewart, Depailler tem como companheiro de equipe, o veloz sul africano, Jody Scheckter.

Em 74 a 76 a dupla faz diversos pódiuns, mas que levava asóvitória era Scheckter. Em 76, Depailler, correndo com a revolucionária P34, faz 7 podiuns, sendo que 5 segundos lugares e 2 terceiros. Com estes grandes resultados, Depailler ficou na frente de Watson, Andretti, Regazzoni e Peterson na tábua de classificação. Todos estes pilotos tinham ganhado 1 GP em 76. Patrick ficou com 4ª posição no mundial.

Em 77, ainda com a P34, Depailler recebe um novo companheiro de equipe, é o sueco ronnie Peterson. Novamente bons resultados para a Tyrrell nº 4. Três pódiuns sendo 2 segundos lugares. e a vitória teimava em não vir.

Em 78, com o novo carro da equipe, o 008, Depailler finalmente consegue sua 1ª vitória. Foi no GP de Monaco, e Depailler saiu de lá como líder do campeonato e postulante ao título. Só que sucessivas quebras, o tiraram da busca pelo título.

Em 79, Depailler corre pela Ligier. Começa novamente bem o ano. Chega em segundo no Brasil, e vence na Espanha. Depois de sua segunda vitória na carreira, Depailler volta a brigar pelo título (estava empatado com o mesmo numero de pontos do líder Villeneuve). Só que, depois do GP de Monaco, onde foi 5º, sofre um acidente de asa delta e fratura ambas as pernas. O campeonato e sua fase na Ligier terminam ali.

Em 80, ainda não muito recuperado, corre pela Alfa Romeo, só que o francês pena na equipe. Depailler não consegue terminar nenhuma corrida neste ano, e, em testes privados em Hockenheimring, sofre um gravíssimo acidente que lhe tiraria a vida.



Patrick Dapeiller na Tyrrell


Patrick Tambay

Começa na F1 tentando classificar sua Surtees para o GP da França em Dijon 77. Essa foi a 1ª e única vez que Tambay pilota esse carro. No restante da temporada ele corre pela equipe Theodore e marca 5 bons pontos.

Em 78, em virtude das boas atuações no ano anterior, a McLaren o contrata para fazer dupla com James Hunt. Consegue bons resultados, como a 4 posição em Anderstorp na Suécia e a 5ª em Monza na Itália. Em 79, ainda pela McLaren, seus resultados não são mais os mesmos e ele não marca nenhum ponto.

Em 80, Tambay retorna a Can AM (campeonato no qual tinha se sagrado campeão em 77) e novamente vence o título.

Em 81, retorna a casa novamente pela equipe Theodore. Só que agora com resultados mais modestos. No meio do ano se muda para a Ligier mas não consegue completar uma prova sequer.

Em 82, presta serviços a Ferrari depois da morte de Gilles Villeneuve. No meio ano que compete, consegue bons resultados e sua 1ª vitória.

Em 83, vence o GP de San marino e chega mais algumas vezes no pódio. Chega a pensar no título em meados do ano, mas a bater Piquet e Prost não era tarefa fácil.

Em 84/85, substitui Prost na Renault, mas não consegue resultados tão bons como os na Ferrari. Faz alguns pódiuns, mas nada que pudesse lhe render uma disputa de título.

Em 86 encerra sua carreira na fraca Lola onde consegue apenas 2 pontos no mundial.



Patrick Tambay na Ferrari


Rene Arnoux

Também começou sua carreira sem expressão. Pilotou o ano de 78 para a Martini e Surtees, mas sem obter bons resultados.

Em 79, quando a Renault abre uma vaga para um 2º carro, Arnoux é chamado. Rene sofreu um pouco com as quebras da Renault, mas quando o carro aguentava, ele sempre chegava bem colocado. Também em 79, foi que ele teve a famosa batalha com Gilles Villeneuve, nas voltas do GP da França.

Em 80, o ano começou com tudo para Arnoux. Nas 3 primeiras corridas, consegue 2 vitórias e parecia que ia brigar pelo título, mas, mesmo fazendo três poles consecutivas (Áustria, Holanda e Itália), Arnoux não foi além da 6ª posição no mundial. Nos anos subsequentes, o mesmo problema. Um carro rápido mas pouco confiável.

Em 83 se muda para a Ferrari e faz parceria com Tambay. Tem um final de ano incrível, e quase busca o título. Obtém 3 vitórias e 2 segundos lugares nas últimas provas do ano. Em 84, se mantém na equipe, mas perde para o novato na equipe, Michele Alboreto. Não vence em 84. Em 85 é subitamente despedido após o GP Brasil (1ª etapa)

Sem equipe para 85, Arnoux só voltaria a correr em 86, e adivinhem por qual equipe..., é claro, a Ligier (passagem obrigatória dos franceses na F1). Mesmo fazendo boas atuações, a Ligier não é competitiva, mas mesmo assim, Arnoux corre em 86, 87, 88 e 89 antes de se aposentar no final da temporada.


Rene Arnoux na Ferrari

domingo, 14 de setembro de 2008

GP's históricos: Espanha 1986

De volta ao mundial da F1 depois de 5 anos, o GP da Espanha voltava em grande estilo ao calendário da categoria em 86, com o novíssimo circuito de Jerez de la Frontera.
Depois de uma dobradinha brasileira no GP Brasil, o circo vai a Espanha, onde corre a 2ª prova do campeonato.
Dominando todos os treinos, Senna com sua Lotus negra e dourada consegue sua 2ª pole position no ano. Ao lado dele, está seu compatriota, o piloto da Williams, Nelson Piquet. Mais atrás na tábua de classificação vinham Mansell, tambem de Williams, e a dupla da McLaren, com Prost em 4º e Rosberg em 5º.
No domingo, Senna faz uma excelente largada e facilmente se desgarra de Piquet, o mesmo não se pode falar de Mansell, que perde 2 posições para as McLarens logo no inicio da corrida. Enquanto Senna e Piquet iam na ponta, Mansell vinha "babando" lá de trás, deu jeito de passar as McLarens e logo depois Nelson Piquet, e, já na volta 40 de 72, Senna não resiste aos ataques de Mansell, que, numa negociação de ultrapassagem de um retardatário (Brundle), toma a ponta da corrida. Em seguida, Senna iria receber uma pressão de Piquet na luta pela segunda posição, mas a Williams de Piquet "abre o bico" logo em seguida.
Quando muitos já esperavam uma vitória tranquila de Mansell, problemas de desgastes nos pneus e cautela para conservar o motor da Williams, fizeram Senna encostar e partir para cima do "leão" para retomar a frente. A 10 voltas do fim, Senna vai com tudo para cima de Mansell e retoma a 1ª posição, Mansell ainda perde o 2º lugar para Prost na curva seguinte.
Em uma tentativa ousada e, por que não, suicida, Mansell foi para os boxes para troca de pneus. A 9 voltas do fim, Mansell teria que tirar uma desvantagem de mais de 20 segundos para Senna. E tirou. Mansell, com pneus novos, chegava a ser 4 segundos mais rápido que o piloto da Lotus, já com pneus super desgastados. Na penúltima volta, Mansell despachou Prost e foi com tudo para cima de Senna, que, numa chegada antológica, consegue-se manter na ponta da prova por míseros 14 milésimos (!) de segundo, até então, a 2ª chegada mais apertada da história da F1.
Com esse resultado, Senna consegue sua terceira vitória na categoria e assume a liderança do campeonato de 86 com certa folga. Senna 15, Piquet 9 e Mansell 6 pontos.



Dupla brasileira na 1ª fila: Senna em 1º e Piquet em 2º



Com uma boa largada Senna se mantem firme na ponta, ...



... já seu companheiro de equipe, Johnny Dumfries, se defende como pode em posições intermediárias



Mansell que largou mal vem com tudo para cima de Senna ...



... e, na volta 39, consegue a ultrapassagem



Quando todos pensavam em uma vitória absoluta de Mansell, ele novamente perde a posição para Senna e vai para os boxes para troca de pneus



Faltando 9 voltas, Mansell ignora Prost e vai com tudo para cima de Senna. Na curva final Mansell cola em Senna para sair colado na reta



Fazendo falar mais alto seu motor Honda, Mansell põe de lado para ultrapassar, mas ...



... por míseros 14 milésimos, a vitória fica com Senna.



A dupla da McLaren vai bem: Prost em 3º e Rosberg em 4º



O mesmo não se pode dizer da dupla da Ferrari. Amargando péssimas posições de largada, Johansson e Alboreto abandonam logo no inicio da prova.



Com a estreante Benetton, Berger novamente chega nos pontos. 5ª colocação para ele.



Teo Fabi, seu companheiro de equipe, também pontua, fechando a zona de pontos em 6º



Patrick Tambay se arrasta com sua Lola em uma 8ª posição a 6 voltas do líder. É o GP de despedida dos motores Hart, que só voltariam a F1 7 anos depois. A Lola usaria os Cosworth até o final da temporada.



Pódio "Tio Pepe violeiro". Senna, Mansell e Prost.



Acompanhe os melhores momentos do GP com a narração de Galvão Bueno

sexta-feira, 27 de junho de 2008

GP's históricos: Mônaco 84

Na seção GP’s Históricos de hoje, reviveremos o fantástico GP Monaco de 84.
Este foi mais um dos Gps monegascos confusos, muita chuva e confusão, dentro e fora da pista.
Neste GP o mundo viria um franzino latino americano aniquilando todos seus concorrentes.
Este era ninguém mais, ninguem menos que Ayrton Senna.

“Se me deixarem sozinho, com certeza me perco”

Senna dizendo como era difícil e complicado se adaptar as estreitas e sinuosas ruas do principado de Mônaco.
De modo excepcional, o GP de Mônaco começa tradicionalmente suas atividades na Quinta-feira, com o treino não oficial. Senna, querendo aprender o traçado, anda bem lentamente nas primeiras voltas, mentalizando cada curva, cada freada, cada lombada do circuito, processando cada informação como se fosse um computador, para ver onde conseguiria tirar milésimos de segundo vitais para melhorar seu tempo, para ver o máximo que era possível tirar de sua Toleman. Depois do processamento de dados, Ayrton parte como um raio pelo circuito, engolindo cada reta, raspando o pneu em cada curva, fazendo “miséria” com o carro:

“Tirei cada fino que só vendo. Andei raspando não sei quantas vezes no guard-rail. Tanto que até o número pintado no meu pneu sumiu.”

No treino oficial de Sábado, Prost na Pole, Mansell em segundo.
Tirando o máximo de seu carro, Senna consegue apenas a 13ª colocação. Seu companheiro de equipe, o venezuelano Johnny Ceccoto foi apenas o 18º. Nos momentos finais do treino, Martin Brundle da Tyrrell, bate com violência nos “esses” da piscina interrompendo a classificação.
Mas, no Domingo, o tempo reservaria uma agradável surpresa para a equipe Toleman.
Raios e trovões, era esse o tempo na manhã de Domingo em Mônaco. Muito se temia em termos de segurança para os pilotos. O dia começa tenso. Na F3, corrida que antecede a F1, John Nielsen destrói seu carro nos muros do principado, fazendo com que a prova fosse interrompida por algum tempo.
A pilotagem na chuva em Mônaco não aceita erros.
Sem dinheiro para pagar um bom contrato de Pneus, a Toleman teve que comprar os pneus Michelin da safra anterior, a de 83, defasados na pista seca, mas excelentes no molhado. Quando viram a chuva, a McLaren se desesperou, pois a Michelin só trouxe pneus safra 84 para a McLaren, piores para o aguaceiro da pista.
Começa o Show, Prost mantêm a liderança e se segura na pista, na primeira curva, a Saint-Devote, confusão como sempre, numa batida, o francês da Renault, Patrick Tambay, quebra a perna e abandona a prova. O atual campeão, Piquet, além de não gostar de correr em Mônaco, larga mal e caí diversas posições. Senna já na primeira volta passa em 9º, inventando a cada volta, novos pontos de ultrapassagem e mostrando para a F1 como era pilotar naquelas condições. Stefan Bellof da Tyrrell, que largara em último, era o único na pista que se equiparava a Senna. Enquanto Mansell roda e bate no aguaceiro e Senna ultrapassa Lauda na freada da Saint-Devote, a chuva no circuito só ia aumentando. A diferença Prost x Senna ia caindo perigosamente para a McLaren, que começa a pressionar o diretor de prova Jacky Ickx, a interromper a corrida. Prost, com problemas de freio, gesticula a cada passagem de volta para os comissários de prova. Senna, no limite, vem tirando quase 2 segundos de diferença a cada passagem. Na volta em que provavelmente Senna iria ultrapassar Prost, Ickx dá por encerrada a prova, mostrando a bandeira vermelha e quadriculada juntas, um erro segundo o até então presidente da Fisa Jean-Marie Balestre. Prost pára antes da bandeirada, contribuindo ainda mais para a confusão. Senna cruza a linha de chegada e se considera o vencedor, a grande bagunça estava armada. Ayrton chega a comemorar a vitória em sua volta de desaceleração, mas na volta ao boxe recebe a notícia que a prova fora interrompida, e que o resultado válido era o da volta anterior, a de número 31. Senna irritadíssimo só não parte para cima dos comissários por que seus companheiros de equipe o seguram.
Resultado final foi Prost em 1º, Senna em 2º e Arnoux em 3º
O que poucos sabem, é que, quando Senna passou em uma chicane de forma mais violenta no inicio da corrida, o baque afetou sua suspensão, que naquele ritmo, não aguentaria mais do que algumas voltas. Já Bellof , para alguns jornalistas, ganharia a prova se ela chegasse até o final das voltas previstas, visto que seu ritmo era arrasador.
Como a prova foi interrompida antes das voltas previstas, a pontuação deferida aos pilotos foi a metade. Prost ganhou 4,5 e Senna 3 pontos. Mas o destino foi muito cruel com Prost, pois, mesmo sendo ultrapassado por Senna, Prost ganharia 6 pontos caso chegasse em 2º.
Alain perderia o campeonato daquele ano para Lauda por meio ponto de diferença.
Duas semanas depois, as Tyrrell foram desqualificadas da prova pois estavam abaixo do peso mínimo.
Bellof que para muitos seria um grande rival para Senna, não pode fazer juz a essa promessa. Na prova da Bélgica do mundial de marcas de 85, Bellof e Ickx (coincidências...) estavam disputando posições arduamente no circuito de Spa-Francochamps, quando na mítica curva Eau Rouge, os Porsches dos pilotos se chocam e vão para a fora da pista, Bellof se dá pior pois seu carro bate de frente ao guard-rail. Stefan fica preso por 20 minutos nas ferragens e acaba morrendo.



Ainda no sábado, Martin Brundle dá aquela pancada no muro



Ele não corre o GP, mas Bellof, seu companheiro de equipe, dá um verdadeiro show



Ayrton Senna em sua primeira grande apresentação na F1



Prost se mantem na ponta depois da largada, mas Mansell o ultrapassaria voltas depois



Stefan Bellof, junto com Senna deram um espetáculo para os espectadores



Aqui, Bellof passando Rosberg. Uma das muitas ultrapassagens do Alemão



A vitória fica nas mãos de Prost, mas só por causa da interrupção da prova



Batida de Brundle nos treinos



Acidente fatal de Bellof



Acompanhe os melhores momentos da corrida