sábado, 10 de outubro de 2015

Streiff is on fire









Após ver de perto a morte do amigo Elio de Angelis, em testes privados na pista de Paul Ricard, França, Philippe Streiff retornou, junto com a trupe da Fórmula 1, a veloz - e agora curta - pista francesa.

Em virtude do acidente que vitimou Elio, o traçado de Paul Ricard foi reduzido (na verdade foi utilizado um mais curto já existente). Streiff fala do horror daquele dia.

"Eu me lembro de ter dito a mim mesmo, 'Philippe, é tempo de parar. Você tem um filho pequeno que precisa de um pai. Por que tomar riscos malucos nesses carros quando não há ninguém para te resgatar se você se acidentar nestes testes?' Eu pensava em falar isso quando encontrasse com Rene (sua esposa) e Ken Tyrrell quando voltasse para casa e parasse de correr", disse Streiff, que estava atrás de De Angelis em seu acidente fatal e viu toda a batida de perto.

Pois bem, retornando para as fotos do post em questão, Streiff voltava à Ricard para disputar a oitava prova da temporada de 86. Tudo corria nos conformes até a metade da prova - leia-se 'tudo nos conformes' como já ter levado volta do líder, entre outras coisas.

Todavia, um vazamento de óleo em sua Tyrrell o fez dar um verdadeiro show pirotécnico em Le Castellet. Labaredas e mais labaredas de fogo saiam da traseira de seu carro. Um dos melhores locais para parar o carro foi na reta de chegada, uma vez que dentro dos boxes o risco era ainda maior.

Resultado foi que até um caminhão de bombeiros foi necessitado para extinguir o fogo de seu bólido. Bandeira vermelha? Safety Car? Que nada, segue o jogo!

Vale relembrar que toda essa preocupação com testes de Fórmula 1 acabou se tornando realidade. Streiff se acidentou em Jacarepaguá, nos testes de pré-temporada de 1989, quando bateu sua AGS que rompeu o Santo Antônio e o fez ficar tetraplégico, fraturando as vértebras C4 e C5, as mesmas que Frank Williams deslocou em um acidente de carro meses antes.

Um comentário:

Gustavo Terra disse...

não teve bandeira vermelha nem safety car e convenhamos, ´tem muitas de hj que tbm não precisam e tem, tem demais. um p saco