Os Estados Unidos estão enfrentando uma crise. Uma inflada por mim, é verdade, mas peço a tal da licença poética para elucidar os fatos. No último domingo os americanos viram um carro da Guarda Nacional, pilotado por puritano, durante a centenária prova da Indy 500, se estatelar no muro da última curva. E viu também o queridinho da América ficar sem gasolina a metros da linha de chegada em uma das mais importantes provas da Nascar.
Estava tudo pronto para a festa. Os narradores da ABC já estavam eufóricos na cabine, a torcida estava de pé para ovacionar o mais novo ídolo do esporte americano. Ele, JR Hildebrand economizou gota a gota seu combustível – etanol – para que pudesse, enfim, triunfar em uma prova da categoria.
E que prova que o jovem estreante escolheu, hein!? Era nada menos do que a mítica prova das 500 Milhas de Indianápolis, e, para ascender seu status, era o aniversário de 100 anos da corrida. Tudo, absolutamente tudo, conspirava a favor de JR, mas ele não quis vencer.
Só pode!
O americano, camuflado como soldado da nação e às vésperas do Memorial Day – dia em que são lembradas as mortes dos americanos em guerras –, iniciou a última volta com uma larga vantagem para Dan Wheldon. O frio inglês não tinha chances de faturar a vitória, não fosse alguma quebra ou um erro bisonho de JR. Mas não é que o Sobrenatural de Almeida entrou em ação?
Ao ultrapassar Charlie Kimball na derradeira última curva, sobe centímetros além do permitido e pega a sujeira da pista. Lentamente vai perdendo seu carro enquanto as 500 mil pessoas presentes no autódromo prendiam a respiração.
Bang!
Bang no muro! “Hildebrand acerta o muro!” gritavam os narradores locais enquanto a torcida colocava a mão na cabeça, não acreditando no que acabaram de ver.
Se arrastando pela reta de chegada, o combalido piloto vira presa fácil para as garras de Wheldon, que o ultrapassa a 300m da bandeirada final.
Mesmo com um carro em frangalhos, JR cruza os tijolinhos de chegada na segunda posição. Uma pena, mas o próprio piloto assumiu a culpa do ocorrido. Todos chora nos Estados Unidos.
Mas engana-se que o americano iria dormir pensando somente em JR Hildebrand. Após a corrida da IndyCar, a Nascar brindaria o público com uma prova quase que de resistência. Os 42 bólidos da categoria desembarcaram em Charlotte para a Coca-Cola 600, uma batalha com 400 voltas pelo oval da Carolina do Norte.
Lá, a três voltas do fim, os carros são autorizados a relargar após um período de bandeira amarela. Para não matar o clímax, a categoria sempre adota o esquema de bandeira verde no final, ou seja, o esquema era o seguinte: bandeira verde, branca, e depois, a quadriculada.
Desde a relargada o queridinho da América pegou a ponta para não mais largar. Já faziam 104 provas que Dale Earnhart Jr. não vencia uma prova, e tudo levava a crer que ele quebraria este hiato.
Mas, novamente na última curva da última volta, outro fato antológico acontece. O piloto que é filho da lenda do automobilismo mundial, Dale Earnhart Sr. – heptacampeão da categoria –, fica sem combustível a metros da linha de chegada, dando de bandeja a vitória para Kevin Harvick.
Dale Jr. não acredita no que acabara de acontecer. O hiato permanecia, e de fato...
... Uma síndrome de Jota Erre assola a América.
terça-feira, 31 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Tia Erundina e o automobilismo
~1989
Luiza Erundina
Luiza Erundina
- Nos cenários do futuro! F1 e IndyCar...
E como era diferente o traçado modificado original (?), não é mesmo? Pelo que eu entendi, pegava muitas partes do antigo. Procede?
Fotos, no mínimo, curiosas. Alguém sabe quem são as figuras do lado?
E quantas perguntas eu fiz, não?
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Passão por fora
1978
Tony Trimmer, Melchester Racing
McLaren M23, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
XXXI John Player British Grand Prix, Brands Hatch, Kent - Grã-Bretanha
(Clique para ampliar)

Tony Trimmer, Melchester Racing
McLaren M23, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
XXXI John Player British Grand Prix, Brands Hatch, Kent - Grã-Bretanha
(Clique para ampliar)

- 'Segura essa, seu sueco de m****. Passo por fora mesmo...', bradou Tony enquanto apontava o caminho mostrando onde iria completar a ultrapassagem.
Mítico
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Momento Indy 500 - 82 vencedor
- Em 1965 um fenômeno das pistas fazia história em Indianápolis.
Quem sabe um outro número 82 não vence em 2011?
E quem quiser saber um pouco mais sobre o mítico piloto, que tal dar uma espiada naquela que, em minha humilde opinião, foi sua melhor corrida na Fórmula 1? - Clique aqui para ver!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Momento Indy 500 - 8 anos da trifeta brasileira
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Momento Indy 500 (na postagem número 700)
- Aplauso de parabéns ou de sarcasmo? Bradem!
Ps.: Na semana que antecede a prova da Indy 500, o F1 Nostalgia mostrará algumas boas fotos em alta resolução e definição de provas passadas.
Ps2.: E podem comentar o caso Junqueira também!
domingo, 22 de maio de 2011
Curtiu?
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Fogueteiro
1987
Ayrton Senna, Camel Team Lotus Honda
Lotus 99T, Honda 1.5 V6T, Goodyear
XLIX Großer Mobil 1 Preis von Deutschland, Hockenheimring, Hockenheim - Alemanha
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Ayrton Senna, Camel Team Lotus Honda
Lotus 99T, Honda 1.5 V6T, Goodyear
XLIX Großer Mobil 1 Preis von Deutschland, Hockenheimring, Hockenheim - Alemanha
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- Olha o escape no difusor!
E cá entre nós, bem melhor esses escapes do que os atuais, não é?
Ps. Você também pode ver essa postagem no blog MotorLANCE!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Há 30 anos em Zolder...
- Nossa, que pit lane apertado. Espero que não tenha tido nenhum acidente em virtude disso...
sexta-feira, 13 de maio de 2011
ABF
Adoro puxar assunto com as pessoas. Isso é tara de jornalista? Não sei... não vejo todos fazendo o que eu faço. Deve ser tara minha mesmo.
Hoje não foi diferente. Após dormir freneticamente no voo do Rio para Recife, esperei o comitê de a Fórmula Truck desembarcar nos Guararapes para aí sim seguir viagem até Caruaru, palco da etapa deste fim de semana da categoria.
Uma conta errada de alguém da organização fez com que faltasse um assento dentro do ônibus que levaria o pessoal da CBA e outros da Truck que ainda não tinham chegado.
Pois bem, ofereci-me a ir na van que estava levando a bagagem de todos. E adentrado no veículo já fui começando o interrogatório.
- O senhor mora aqui? - falei com o motorista
- Não, sou de Santos!
- Ah, então viu o seu time ganhar ontem na libertadores, né?
- Pois é, vi sim...
- Foi na Vila ver?
O motorista olhou para mim e disse: O jogo foi na casa da Once Caldas...
Se fazendo de entendido, confirmei dizendo que era isso mesmo. Mal sabe ele que sou uma Hispania do futebol.
Conversa vai, conversa vem, nos apresentamos e perguntei seu nome: - Laércio.
Retruquei: - Sr. Laércio, não fique chateado se eu perguntar seu nome novamente – comentei. Tenho o incrível dom de esquecer o nome das pessoas assim que elas acabam de dizer.
Simpático, ele me contou da sua vida inteira, de seus namoros (com mulheres casadas, inclusive). Um verdadeiro garotão de 58 anos de idade.
Conversamos sobre muitos e muitos assuntos. Desde sua linda CB 400 Four até os papos de visionaridade (essa palavra existe?) que Aurélio Batista Félix, o fundador da categoria, tinha. Sempre que citava o nome dele sentia um emoção no seu falar. Sempre exaltou muito os feitos do saudoso amigo.
Nunca o conheci pessoalmente, mas pelos relatos que pego no paddock, foi um homem fantástico.
- Entardecer nesta sexta-feira no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Caruaru (PE)
Hoje não foi diferente. Após dormir freneticamente no voo do Rio para Recife, esperei o comitê de a Fórmula Truck desembarcar nos Guararapes para aí sim seguir viagem até Caruaru, palco da etapa deste fim de semana da categoria.
Uma conta errada de alguém da organização fez com que faltasse um assento dentro do ônibus que levaria o pessoal da CBA e outros da Truck que ainda não tinham chegado.
Pois bem, ofereci-me a ir na van que estava levando a bagagem de todos. E adentrado no veículo já fui começando o interrogatório.
- O senhor mora aqui? - falei com o motorista
- Não, sou de Santos!
- Ah, então viu o seu time ganhar ontem na libertadores, né?
- Pois é, vi sim...
- Foi na Vila ver?
O motorista olhou para mim e disse: O jogo foi na casa da Once Caldas...
Se fazendo de entendido, confirmei dizendo que era isso mesmo. Mal sabe ele que sou uma Hispania do futebol.
Conversa vai, conversa vem, nos apresentamos e perguntei seu nome: - Laércio.
Retruquei: - Sr. Laércio, não fique chateado se eu perguntar seu nome novamente – comentei. Tenho o incrível dom de esquecer o nome das pessoas assim que elas acabam de dizer.
Simpático, ele me contou da sua vida inteira, de seus namoros (com mulheres casadas, inclusive). Um verdadeiro garotão de 58 anos de idade.
Conversamos sobre muitos e muitos assuntos. Desde sua linda CB 400 Four até os papos de visionaridade (essa palavra existe?) que Aurélio Batista Félix, o fundador da categoria, tinha. Sempre que citava o nome dele sentia um emoção no seu falar. Sempre exaltou muito os feitos do saudoso amigo.
Nunca o conheci pessoalmente, mas pelos relatos que pego no paddock, foi um homem fantástico.
- Entardecer nesta sexta-feira no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Caruaru (PE)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
E tome mais um!

Eu e o camarada Fred Sabino, o editor de automobilismo do jornal LANCE!, montamos um blog para compartilhar tudo que acontece nas pistas e paddocks do mundo inteiro.
Claro, um espaço para a Fórmula 1 antiga estará lá, também como Indy, Mundial de Rali, Nascar e qualquer coisa que acelere também terá seu valor.
Após o Motorpasión, Jalopnik e LANCENET!, com vocês: MotorLANCE!
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