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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Trocando o motor

(Clique para ampliar)
"- Precisamos trocar o motor de nosso carro."
"- Ok chefe, já estamos fazendo isso."

E era assim que a Osella construía seu caminho na Fórmula 1.

terça-feira, 29 de março de 2011

DN1

- Perdão, caros leitores. Este que vos escreve não tempo para nada... Mas abandonar este humilde blog não é coisa que passe por minha cabeça.

Sem tempo para descrever piloto, equipe, modelo e blá, blá, blá, como normalmente faço, deixo esta incumbência para vocês. Tenho certeza que não terão dificuldades de acharem onde estão os Shadow's DN1 e seus respectivos donos.

Mãos à obra (e cliquem para ampliar):








quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Os terceiros

1978
Jean-Pierre Jarier, John Player Team Lotus
Lotus 79, Ford Cosworth V8, Goodyear
e
Nelson Piquet, Parmalat Racing Team
Brabham BT46, Alfa Romeo, F12, Goodyear
XVII Grand Prix du Canada, Ile de Notre Dame, Montreal - Canadá

(Clique para ampliar)


- Muito legal esta combinação de números, não? Ambos estão como terceiro piloto.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Pancadas incríveis: Derek Daly Monaco 80

Mais uma da série, temos hoje uma grande sequência de um grande acidente.

Largar em Mônaco é sempre complicado, ainda mais no inicio na década de 80. A Saint Devote quase sempre eliminava corredores já na primeira volta. Em 80 não foi diferente.

Numa premissa da chuva, uma multidão de fotógrafos se aglomeraram na Saint Devote, esperando a 'pancadaria comer solta'. Largando da pole, Pironi, de Ligier, mantêm a liderança sem dificuldades, atrás dele, também passam limpo na primeira curva as Williams, de Jones e Reutemann, a Ligier de Laffite, a Alfa de Depailler e a Brabham de Piquet. Dai para trás, confusão total.

Derek Daly que largava de 12º, foi para a 7ª posição num piscar de olhos, ele passou, literalmente, voando pelos seus adversários. Na ânsia de ganhar posições ele tentou frear muito tarde e encheu a traseira da Alfa de Giacomelli e alçou voo. Na hora da aterrissagem, Villeneuve consegue se esquivar de Daly, mas Prost, com a McLaren e Jarier, seu companheiro de equipe, sofrem com a desastrada manobra de Daly. Piquet escapou por um triz de também ser acertado por Derek. Mais atrás, querendo se desenrolar do acidente, Patrese bate sua Arrows na ATS de Lammers. Lambança total de um homem só. Bandeira amarela em todo circuito.

Voe com a Daly Air no principado Monegasco
































Vídeo da lambança de Daly

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Andarilho: Jean-Pierre Jarier

Já que o assunto do fim da semana passada foi o francês Jean-Pierre Jarier, mostrarei à vocês hoje as suas andanças pelas equipes de F1.
Em sua carreira de 11 anos, Jarier mudou de equipe 11 vezes e pilotou por 7 equipes diferentes. Como bem disse Speeder_76 do Continental Circus, Jarier teve carro para ganhar algumas vezes, mas nunca o fez. Quando ia ganhar, o destino lhe impedia. Jarier angariou 31,5 pontos em sua carreira, e obteve 3 poles e 3 voltas mais rápidas. Confira as mudanças de equipes de "Jumper" Jarier.


Jarier estreia na F1 pela March em 71, mas em é 73 que vem realmente sua 1ª temporada. Com resultados fracos, passa quase despercebido, até que em 74 ...



... aparece uma chance de correr na Shadow. Por lá fica de 74 a 76 conseguindo bons resultados e seu primeiro pódium.



Em 77, Jarier pilota o carro da Penske para a equipe ATS por quase toda temporada. No final do ano ...



... retorna para a Shadow substituindo Patrese, mas somente no GP de Watkins Glen.



No GP de Fuji de 77, Jarier pilota pela primeira vez uma Ligier.



Em 78 retorna para a ATS, agora utilizando seus próprios chassis. Não adianta muito e Jarier pena mais um ano.



Sua melhor oportunidade da carreira até o momento é essa. Ele pilota a 3ª Lotus nos GP's norte americanos, mas por azar, abandona as duas corridas com grandes chances de pontuar bem.



Pela Tyrrell em 79/80, Jarier obtém sues melhores resultados na carreira. Pontua várias vezes e chega no pódio em 2 oportunidades.



Sem equipe definida para 81, Jarier disputa os 2 primeiros GP's do ano pela Ligier ...



... e o restante da temporada, mais a temporada seguinte, para a Osella.



Encerrando sua movimentada carreira, Jarier retorna pela 3ª vez à Ligier e disputa a temporada de 83 pela equipe francesa. Não marca nenhum ponto

domingo, 26 de outubro de 2008

Promoção acerte e ganhe: Voltando de Cancun

E temos um vencedor!!

Foi o Gustavo(estou esperando o seu e-mail)
A promoção desta semana não era tão fácil assim. A maioria dos internautas acertou o piloto. Era o francês Jean-Pierre Jarier testando a Williams FW07C no inicio de Dezembro de 81 no circuito de Paul Ricard.
A confusão de algumas pessoas vieram por causa de uma lista de tempos de um teste em Paul Ricard, amplamente divulgada na internet, nela se nota que Jarier testa a Williams, mas como se pode ver nas fotos a baixo, a Williams deste dia estava decalcada e Michele Alboreto não testou o carro neste teste. Ja na foto em que o teste foi tirado, os 'testeiros' da Williams foram Jarier e Alboreto. Confira as fotos e tempos abaixo e confirme.

Tempos tirados do Forum Atlas F1.

1. Nelson Piquet (Brabham BMW Turbo - Goodyear) 1'02"41
2. Riccardo Patrese (Brabham Cosworth - Avon) 1'02"43
3. Riccardo Patrese (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'02"60
4. Nelson Piquet (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'02"85 [Dec 4] (*)
5. Alain Prost (Renault Turbo - Michelin) 1'02"90
6. Keke Rosberg (Williams Cosworth 4 wheels - Goodyear) 1'02"95 [Dec 4]
7. Nigel Mansell (Lotus Cosworth - Goodyear) 1'03"97 [Dec 4]
8. Michele Alboreto (Tyrrell Cosworth - Goodyear) 1'04"05 [Nov 30]
9. Didier Pironi (Ferrari 126CK/B Turbo - Goodyear) 1'04"20 [Dec 4]
10. Riccardo Patrese (Brabham BMW Turbo - Goodyear) 1'04"20 [Nov 30]
11. John Watson (McLaren Cosworth - Goodyear) 1'04"30
12. Gilles Villeneuve (Ferrari 126CK/B Turbo - Goodyear) 1'04"66 [Dec 5]
13. Derek Warwick (Toleman Hart Turbo - Pirelli) 1'04"70
14. Niki Lauda (McLaren Cosworth - Michelin) 1'04"70
15. Jean Pierre Jarier (Williams Cosworth 4 wheels - Goodyear) 1'04"79 [Dec 1]
16. Nelson Piquet (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'04"80 (*)
17. Nelson Piquet (Brabham BMW Turbo - Avon) 1'05"20
18. Jacques Laffite (Talbot Ligier Matra - Michelin) 1'05"30
19. Eddie Cheever (Talbot Ligier Matra - Michelin) 1'05"40
20. René Arnoux (Renault Turbo - Michelin) 1'05"80
21. Jean Pierre Jarier (Osella Cosworth - Goodyear) 1'06"30
22. Geoff Brabham (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'06"30
23. Jacky Ickx (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'06"60
24. Manfred Winkelhock (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'06"60
25. Corrado Fabi (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'06"80
26. Jonathan Palmer (Williams Cosworth 4 wheels - Goodyear) 1'06"80
27. Marc Surer (Toleman Hart Turbo - Pirelli) 1'07"00
28. Thierry Boutsen (Brabham Cosworth - Avon) 1'07"70
29. Slim Borgudd (Tyrrell Cosworth - Goodyear) 1'07"70 [Dec 3]
30. Keke Rosberg (Williams Cosworth 6 wheels - Goodyear) 1'07"71 [Dec 1]
31. Eliseo Salazar (Lotus Cosworth - Goodyear) 1'08"20
32. Riccardo Paletti (Osella Cosworth - Goodyear) 1'08"25
33. Thierry Boutsen (Brabham Cosworth - Goodyear) 1'08"70
34. Jonathan Palmer (Lotus Cosworth - Goodyear) 1'08"80
35. Roberto Moreno (Lotus Cosworth - Goodyear) 1'10"20

Note que quem testa as Williams além de Rosberg, é Jonathan Palmer e Jean Pierre Jarier


Jonathan Palmer e ...



Jean Pierre Jarier na Williams, as fotos foram tiradas no mesmo dia. Reparem os patrocinios nos carros

Já agora, os testes realizados por Jarier e Alboreto, também foram em Paul Ricard, mas alguns dias depois deste teste.


O teste foi no inicio de dezembro, e a Williams testou com Jarier e ...


... com Alboreto

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Os 5 de quê?: Os que gostariam de ter ganho, mas que o destino nunca deixou

Hoje abro espaço para o mais brasileiro dos portugueses, o grande amigo e blogueiro Speeder_76 do excelente Blog Continental Circus.
Acabei de receber seu e-mail, e até mudei a postagem de hoje.
Um abraço Speeder, obrigado.

A minha colaboração para o Blog F1 Nostalgia, do meu amigo soviético Rianov Albinov, tem a ver com os azarados: tinham tudo para ganhar, mas nunca… mesmo nunca, conseguiram!

5 – Nick Heidfeld

Este vai ainda a tempo. Mas com nove anos de carreira na Formula 1, e passagens pela Prost, Sauber, Jordan e de novo na Sauber, agora rebaptizada de BMW, já poderia ter ganho alguma corrida. Mesmo Jean Alesi, nesta altura da carreira, tinha uma vitória em corridas.

Teve uma boa carreira nos escalões de formação, vencendo a Formula 3 alemã, e o GP do Mónaco da categoria, e a Formula 3000, em 1999, depois de ter perdido o título no ano anterior para juan Pablo Montoya. Foi apoiado pela Mercedes, que o colocou como piloto de testes da McLaren em 1998 e 99, e em 2000 começou a sua carreira, na Prost Grand Prix, sem conseguir qualquer ponto.

Outro grande momento de azar foi no GP do Brasil de 2002, quando se despistou e para evitar bater no Safety Car, arrancou a porta do veículo, quase atropelando o seu condutor, Alex Dias Ribeiro…

Agora, na BMW Sauber, é constantemente batido pelo seu companheiro, o polaco Robert Kubica, tendo até sido ele a garantir a primeira vitória da marca, no circuito Gilles Villeneuve, em Montreal. Heidfeld tem até agora sete pódios pela BMW, seis dos quais na segunda posição, mas a vitória continua persistentemente a fugir-lhe…

Neste momento, é o piloto activo com mais corridas sem alcançar a vitória: 151.


Nick 'atropelando' o medical car em Interlagos 02


4 – Derek Warwick

Teve uma boa carreira em equipas pequenas, mas quando teve a chance de se demonstrar numa equipa maior, como era a Renault em 1984, simplesmente não conseguiu. De ressaca pela perda do título no ano anterior, para Nelson Piquet, a Renault entrou em perda, e apanhou mesmo quando Warwick dava “o salto”. Nos dois anos em que lá esteve, o melhor que conseguiu foram dois segundos lugares e duas voltas mais rápidas.

No final de 1985, a Renault abandona, e ele tem uma chance de ir para a Lotus, substituindo Elio de Angelis. Ele chega a fazer uns testes, mas… Ayrton Senna veta-o. Porquê? Receava que um segundo piloto, em igualdade com ele, poderia dispersar as energias da equipa numa eventual candidatura ao título. Ficou sem lugar no início de 1986, mas voltou à Brabham, após a morte de… Elio de Angelis. Eventualmente acabou por ir para a Lotus, mas em 1990, a equipa era uma pálida sombra daquilo que tinha sido.

Teve outros azares na vida, uma delas trágica: um 1991, o seu irmão Paul Warwick, que corria na Formula 3000 britânica, sofreu um acidente mortal em Oulton Park, quando liderava destacado o campeonato. Acabou sendo como Jochen Rindt: campeão póstumo.

Mas não se pode dizer que só teve azares: venceu as 24 Horas de Le Mans em 1992, com Mark Blundell e Yannick Dalmas, no Peugeot 905, o foi o último campeão de Sport-Protótipos.


Warwick explondindo o motor de sua Arrows na Alemanha 87


3 – Andrea de Cesaris

É certo que noventa e cinco por cento dos azares que teve foram causados por ele próprio, mas teve chances que poderia ter ganho por mérito. Duas delas foram no mesmo sítio: Spa-Francochamps. Em 1983, depois de ter feito dois arranques fabulosos, ia a caminho de uma vitória, quando o motor de sua Alfa Romeo decidiu explodir. Sete anos depois, em 1991, na novata Jordan, e com um novo companheiro de equipa, um tal de… Michael Schumacher, De Cesaris estava em segundo lugar na corrida, e com o líder, Ayrton Senna, experimentando problemas na caixa de velocidades, de novo o motor fez das suas, privando-o de um pódio (no mínimo) a sete voltas do fim.


No final da sua carreira, detêm o “record” do maior número de Grandes Prémios sem vitória: 204, espalhados por quinze temporadas.


Isso é que é conseguiur uma entrevista 'in loco'. México 91


2 – Jean Pierre Jarier

O piloto francês faz parte da colheita onde apareceram, entre outros, Patrick Depailler, Jacques Laffite, Jean-Pierre Jabouille, entre outros. Fez carreira na Shadow, ATS, Tyrrell, Ligier, Osella, com uma passagem fugaz pela Lotus. Contudo, a sua rapidez nunca deu em vitórias na Formula 1, e apenas tem três pódios em 144 corridas. Porquê?

Nisto há algum azar. Três belos exemplos podem ser as suas largadas da pole-position, nos GP’s da Argentina e Brasil de 1975, e o GP do Canadá 1978. Na primeira da qual, o azar foi ainda mais dramático, pois nem sequer largou, pois um elemento quebrado na volta de aquecimento, colocou-o fora de combate… ainda antes da corrida começar! Na corrida seguinte, no Brasil, repetiu o feito dos treinos, mas desistiu na volta 32, devido um problema na bomba de combustível.

Quando substitui o malogrado Ronnie Peterson na Lotus, Jarier aproveitou bem as corridas no carro-asa, o Lotus 79, fazendo boas marcas, mas nunca acabou as corridas. Por exemplo, em Watkins Glen, ia a caminho de um sólido terceiro posto, quando ficou…. sem combustível. Em Montreal, saiu por um furo no radiador. Contudo, isso deu um bom lugar na Tyrrell, para substituir Patrick Depailler.

Acabou a carreira de Formula 1 no final de 1983 na Ligier, sem nunca subir ao lugar mais alto do pódio.


Jarier antes de quebrar em Interlagos 75


1 – Chris Amon

O azarão dos azarões. Dele, Mário Andretti disse um dia: “Se Amon fosse coveiro, as pessoas deixariam de morrer” Bernie Ecclestone foi mais suave: “Mesmo que ele esteja na frente na última volta, com 30 segundos de avanço sobre o segundo classificado, não o apostaria como vencedor”

Correu entre 1963 a 1976, em equipas como Lola, BRM, Ferrari, March, Matra, Tyrrell, Ensign, Tecno e Wolf. Chegou até a fundar a sua equipa, em 1974, com resultados pífios.


O maior azar de todos deve ser o GP de França de 1972. Recém.vencedor das 24 horas de Le Mans, a Matra quer aproveitar e tentar ganhar em casa. Amon faz a “pole-position” e liderava confortavelmente, quando uma pedra furou um dos seus pneus. Mudou a roda, voltou para a corrida, e tentou recuperar o tempo perdido. Resultado: terceiro lugar, a volta mais rápida, e uma diferença inferior a um minuto.


Contudo, Amon foi bem sucedido outras categorias. Ganhou as 24 Horas de Le Mans, com o seu compatriota Bruce McLaren (curiosamente, nunca correu nos seus carros em Formula 1!), e ganhou três corridas extra-campeonato, incluindo um GP da Argentina, em 1971…


Troca de pneus desastrosa impede outra vez uma vitória de Amon. França 72