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domingo, 25 de março de 2012

Ah não, Pironi! De novo?

1981
Didier Pironi, Scuderia Ferrari SpA SEFAC
Ferrari 126CK, Ferrari 1.5 V6T, Michelin
LII Gran Premio d'Italia, Autodromo Internazionale di Monza, Monza - Itália



- E teve o Watson também, não é?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ah não, Pironi!

1980
Didier Pironi, Equipe Ligier Gitanes
Ligier JS11/15, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
XXXVIII Grand Prix Automobile de Monaco, Mônaco, Monte Carlo - Mônaco

(Clique para ampliar)


- Depois de uma merda dessas, só podia ficar com essa cara de bunda!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que sobrou da Ferrari

1982
Didier Pironi, Scuderia Ferrari SpA SEFAC
Ferrari 126C2, Ferrari 1.5 V6T, Goodyear
XLIV Großer Preis von Deutschland, Hockenheimring, Hockenheim - Alemanha

(Clique para ampliar)


- A qualidade da foto não é muito boa, mas consegue-se ver como a Ferrari de Pironi ficou completamente destruída no acidete que quase o matou.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A primeira vez de Pironi

1977
Didier Pironi, Elf Team Tyrrell
Tyrrell P34, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
Teste, Paul Ricard, Le Castellet - França

(Clique para ampliar)



- Pironi em seu primeiro contato com um carro de Fórmula 1.

Modelo bem excêntrico para se acostumar com um carro da categoria, não?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

País da F1: Pilotos Franceses [Parte 1]

Com um celeiro de grandes pilotos, a França tem de mim uma grande admiração para com seus pilotos. É hoje, o último país a conseguir uma trifeta na F1. Sempre fui muito fã de Cevert, Depailler, Prost e companhia limitada, e hoje, tenho o prazer de escrever sobre 10 dos maiores pilotos franceses que a F1 já viu.
P.s. Claro que existem outros igualmente bons, mas resolvi escolher estes daqui.

Alain Prost

Oriundo da F3 europeia, na qual se sagrou campeão em 79, Prost começou sua carreira na F1 pela McLaren. Seu inicio de carreira mostra que já tem futuro certo na F1. Logo nas suas duas primeiras corridas, já marca ponto em ambas, e durante o ano, alcança mais alguns. Mesmo tendo contrato assinado por mais dois anos, Prost decide sair da equipe McLaren por motivos de desentendimentos internos.

Entre 81 e 83, Alain defende uma equipe conterrânea, a Renault. Logo de cara, Prost já era mais rápido que seu compatriota, Rene Arnoux, e no seu GP caseiro, consegue sua 1ª vitória na carreira. Neste mesmo ano ainda viriam mais 2, e, sempre que Prost completava uma prova, ele alcançava o pódio. Resultado? 5ª colocação geral e somente 7 pontos atrás do campeão. Em 82, Prost consegue mais 2 vitórias e fica em 4º no mundial de pilotos. Em 83, brigou com tudo para conseguir o título de pilotos, mas ficou por apenas 2 pontos de Nelson Piquet. Neste ano, Prost venceu 4 vezes.

De volta a McLaren, Prost conta com um grande carro para as próximas temporadas. Em 84, mesmo vencendo 7 corridas, não leva o caneco por meio ponto, fato este devido a prova de Monaco ter sido interrompida antes do seu final. Depois de 2 vices em sequência, Prost finalmente consegue a gloria maior, é campeão em 85 e 86, vencendo neste anos nada mais, nada menos, do que 9 corridas, e chegando no pódio várias outras vezes. Em 87, com as Williams em grande fase, Prost não foi além de uma 4ª posição no campeonato, mesmo somando 3 vitórias durante o ano.

Em 88, surge uma das maiores rivalidades da história da F1. Para companheiro de equipe de Prost, a McLaren contrata o menino prodígio da F1, Ayrton Senna. Com um domínio nunca antes visto, a McLaren aniquila seus concorrentes enquanto, numa briga interna, Senna e Prost travam duelos memoráveis. No 'score' final, 7 vitórias e 7 segundos lugares para Prost, contra 8 vitórias e 3 segundos lugares para Senna. Título do brasileiro. Em 89, no famoso final de campeonato, Senna vence o GP de Suzuka, mas quem leva o caneco é Prost. Mesmo com o tri, Prost se muda para a Ferrari em 90.

Na Ferrari, Prost 'trocou as cadeiras' com Gerhard Berger, que foi para a McLaren. Prost tinha como seu companheiro de equipe, Nigel Mansell, mas com seu rival, novamente Ayrton Senna. De novo o título foi decidido em Suzuka, em uma manobra controversa de Senna, Prost perde a chance de brigar pelo tetra. Em 91, A Ferrari cai um pouco de produção, e Alain Prost não consegue fazer muita coisa. Seus melhores resultados foram nos Estados Unidos, França e Espanha, onde nestes GP's, consegue a 2ª posição. No final da temporada, Prost fica sem equipe e decide ficar um ano de molho.

Em 93, Prost volta com força total. Em vias de completar 40 anos, Prost sabia que aquela era, provavelmente, sua última temporada. Prost foi contratado pela Williams depois que Nigel Mansell migrou para os Estados Unidos para correr na Cart. Neste ano, Prost teve um de seus mais tranquilos anos na categoria. Com uma Williams de outro mundo, Prost vence fácil o título de pilotos e encerra no auge, uma carreira brilhante.


Alain Prost na Renault


Didier Pironi

Pironi começou a sua carreira na Tyrrell em 78. Seu companheiro de equipe nesta época era o também francês, Patrick Depailler. Desde o inicio, Pironi já se mostrou competitivo. Em 79, ainda na Tyrrell, consegue seus primeiros podiuns. Guy Ligier vê potencial no garoto, e o chama para correr na sua equipe em 80. E foi lá que Pironi consegue sua primeira vitória.

As boas atuações na Ligier, chamam a atenção de Enzo Ferrari, que o contrata para ser companheiro de equipe de Gilles Villeneuve. No seu primeiro ano na Ferrari, 81, Pironi sofre um pouco com o carro, e não consegue resultados expressivos, mas em 82...

Num começo devagar, Pironi embalou mesmo em Ímola na 4ª etapa do mundial. Numa prova marcada pelo boicote de algumas equipes, a Ferrari tinha tudo para brilhar, e realmente o fez, numa disputa beirando a irresponsabilidade, Pironi desrespeitou um acordo feito antes da corrida e vence seu primeiro GP pela Ferrari. No GP seguinte, Pironi perderia seu companheiro de equipe, Gilles Villeneuve, num horrendo acidente em Zolder, mesmo assim, Pironi seguiu firme no campeonato, e liderava com certa folga até o GP da Alemanha, onde, um acidente nos treinos, o tira da disputa do campeonato e encerra sua carreira na F1.


Pironi ainda tentou voltar em 87, chegou a fazer testes na AGS e na Ligier em 86, mas preferiu os Powerboats, que por ironia do destino, lhe tiraria a vida, ainda em 87, num acidente na
Ilha de Wight, Inglaterra.


Didier Pironi na Ferrari


François Cevert

Substituindo o compatriota Servoz-Gavin, foi que Cevert teve seu inicio na F1. Sempre pela equipe Tyrrell, Cevert tinha um talento inegável, e, ao lado do mestre Stewart, só tinha a crescer.

Começou sua carreira em 70, onde, numa aclimatização à F1, consegue seu 1º ponto (Monza). Em 71, já com carros próprios, a Tyrrell de Cevert já se mostra mais competitiva. Terminando por duas vezes em 2º lugar e vencendo seu 1º, e único GP, Cevert faz um ótimo ano e termina em 3º o mundial de pilotos. Seu companheiro de equipe, Stewart, se sagra campeão.
72 não foi um ano muito bom para Cevert e a Tyrrell. Num ano de domínio da Lotus e da Ferrari, a Tyrrell ficou em segundo plano.

Em 73, a Tyrrell vira novamente o jogo, e da a Stewart e a Cevert, um carro campeão. Com grandes atuações, Cevert faz bonito ao chegar 6 vezes em 2º lugar. Com a aposentadoria de Stewart marcada para o fim do ano, Cevert iria buscar o título em 74, não fosse a última prova do ano de 73.

Dois anos cravados de sua vitória, ali mesmo em Watkins Glen, Cevert sofre um acidente nos treinos para o GP, e tem uma morte instântanea. O já campeão Stewart, nem participa da prova e se aposenta alí mesmo.


François Cevert na Tyrrell


Jacques Laffite

Tendo uma grande e vitoriosa carreira, Laffite começou na F1 em 74 pilotando os carros de Frank Williams. Neste ano, seus resultados foram poucos expressivos. No ano seguinte, também não consegue muita coisa, mas, mesmo assim, consegue um honroso 2º lugar no GP da Alemanha.

Em 76, a equipe de seu conterrâneo, Guy Ligier, entra na F1. Laffite é chamado para guiar um de seus carros, e é lá na Ligier que vem seus melhores resultados. Em 76 e 77, Laffite consegue bons resultados, alguns podiuns e sua primeira vitória, mas é em 79 que sua carreira a um salto. Trocando os V12 Matra pelos V8 Cosworth, a Ligier sobe de nível e, Laffite vence as duas primeiras corridas do ano. Só que a Ferrari estava 'infernal' em 79, e Laffite, alem de sofrer com algumas quebras, não consegue mais ganhar GP's no ano.

De 80 a 82, Laffite vence mais algumas, Em 81, com a volta dos motores Matra, Laffite tem a chance de se sagrar campeão na última prova, mas para isso, precisaria vencer, e, Prost, Piquet e Jones não pontuassem bem. Em 82, a Ligier perde rendimento e Laffite cai novamente.

Em 83, Laffite volta a pilotar para a Frank, e é companheiro de equipe do campeão Rosberg. Só que os motores Cosworth da Williams, não são páreos para os turbo da Brabham e Renault, e Laffite não consegue mais de que um 4º lugar. Em 84, mesmo com motores turbo, a Williams não evolui muito, e Laffite, insatisfeito com a posição de 2º piloto, retorna à Ligier.

Já com mais de 40 anos, Laffite ainda tinha "lenha para queimar" na F1. Com a ajuda dos potentes motores Renault turbo, Jacques faz seus últimos 5 podiuns pela equipe conterrânea e se despede do circo em 86 com as duas pernas quebradas em virtude de um acidente na confusa largada de Brands Hatch.



Jacques Laffite na Williams


Jean Alesi

Piloto que teve um inicio arrasador na F1, Alesi, no começo de sua carreira, despontava como um futuro campeão. Jean começou sua carreira pela Tyrrell em 89, e, logo na sua estreiam já consegue uma espetacular 4ª colocação. Mesmo pilotando na F3000, Alesi consegue mais dois ótimos resultados, uma 5ª posição em Monza e uma 4ª posição em Jerez. Em 90, logo no 1º GP do ano, tem uma memorável batalha contra Ayrton Senna e consegue a 2ª posição na corrida. Duas corridas mais tarde, em Monaco, Alesi repete a dose e chega novamente em 2º, e, o mundo da F1, começa a olhar com outros olhos para ele. É bem verdade que, no restante do ano, Alesi não consegue mais marcar pontos, mas, um carro Ferrari o esperava para 91.
Substituindo Mansell na equipe de Maranello, Alesi teria como companheiro seu grande ídolo, Alain Prost. O problema de Alesi foi que a Ferrari começou sua decadência ali.

De 91 a 95, seu tempo de estadia na equipe, Alesi tem a média de 2 a 3 podios por temporadas, e a tão sonhada vitória também veio, e é no GP do Canadá de 95. Em 96, Alesi se muda para a equipe que tinha feito o último bicampeão mundial, a Benetton. Com uma sequência de boas atuações em 96, Alesi pontua em todas as provas que termina e fica com o 4º lugar no mundial de pilotos. A boa fase continua em 97, quando Alesi consegue 4 segundos lugares. A partir de 98, Alesi fecha um contrato com a Sauber, e é a partir daí que sua carreira começa a declinar. Com já uma certa idade, Alesi não dava os mesmos shows de quando era um estreante na categoria. Na conturbada prova de Spa em 98, Jean marca seu último pódio na carreira. Em 99 marca 2 pontos no mundial, em 00 se muda para a Prost e fica "liso" pela 1ª vez na vida, ao não marcar nenhum ponto no campeonato. Em 01 faz sua última temporada na F1. começa o ano na Prost e termina na Jordan. Neste ano, Alesi marca 3 pontos e se despede da F1 com uma "senhora" pancada no Gp do Japão.



Jean Alesi na Ferrari

por pura falta de tempo, o post continua amanha (pelo menos é o que eu espero) ...
Peço desculpas

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Didier Pironi na AGS e na Ligier

Depois de se estabanar a mais de 240 Km/h na traseira da Renault de Alain Prost nos treinos para o Gp da Alemanha de 82, Didier Pironi estava fadado a um longo tratamento e varias cirurgias, ele quebrara as duas pernas.
4 anos de repouso e ainda não 100% recuperado, Didier resolve tentar voltar a correr, primeiro, surge um teste em uma equipe estreante, a AGS. O teste foi em meados do ano em Paul Ricard. Pironi agradou do carro mas a negociação não foi para a frente.
Meses depois, em setembro, Pironi tinha outra chance de voltar a F1, desta vez por sua ex-equipe, a Ligier.
O teste tambem foi na França, mas desta vez o circuito era Dijon Prenois. A convite de seu compatriota Rene Arnoux, Pironi anda e anda bem na Ligier, vira ótimos tempos, mas a limitação ainda o atrapalha, com o andar do teste ele vai sentindo dor e os tempos vão piorando. Pironi ainda não aguentaria o desgaste de um GP completo.
Chateado por não conseguir voltar a F1, Pironi parte para outras águas, desta vez vai correr nos barcos do Powerboat.
Junto com navegador Bernard Giroux e o co-piloto Claude Guenard, Pironi disputava o campeonato a bordo de um barco chamado "colibri" equipado com dois V12 de altíssima potência. Pironi já se estava acostumando com a "nova profissão" e já não sentia tantas dores, mas foi quando novamente um acidente invade sua vida. Em uma etapa do mundial, ele capota seu barco e Pironi e seus companheiros de barco morrem instantaneamente. Essa é mais uma trágica história do mundo a motor.



Ano negro para a Ferrari, depois de perder Villeneuve em Zolder, a Ferrari ficou sem Pironi em Hockenheimring



O ano era 86, Pironi foi ...



... convidado a pilotar a AGS em Paul Ricard ...



... mas as negociações não foram para a frente ...



... mesmo fazendo bons tempos



Aproximadamente 1 mês depois da AGS, Pironi testaria a Ligier em Dijon, novamente não foi efetivado



Pironi decide mudar de categoria, vai para os Powerboats, ...



... se dá bem, mas o destino foi mais uma vez cruel com este Francês.

quinta-feira, 27 de março de 2008

GP's históricos: Mônaco 1982

Se correr em Mônaco hoje é difícil, imagine a 26 anos atrás, pois é, era realmente difícil segurar um super-carro em ruas tão estreitas e sinuosas.
Em 82 o GP de Mônaco estava em sua 40ª edição, todos estavam muito tristes com a morte de Gilles Villeneuve 15 antes, o clima era pesado e o luto recaía sobre os pilotos. No mundial de pilotos, grande equilíbrio, Prost era seguido de perto por Watson, Rosberg e Lauda, em seguida vinham Pironi e Alboreto, todos eles separados por somente 8 pontos.
Na corrida, Arnoux de Renault larga na pole, atrás dele esta a Brabham de Patrese e a Alfa de Giacomelli. Uma largada atípica em Mônaco, nenhum carro se esbarra no inicio, Giacomelli pula para a 2ª posição enquanto Arnoux trata de abrir uma ampla vantagem com seu super motor Renault Turbo. Com 15 voltas de prova, Prost, que havia largado em 4º se junta ao seu companheiro de equipe na 2ª posição quando derrepente avista Arnoux parado na pista, Renê roda infantilmente na "piscina", deixando livre o caminho de Prost. A corrida parecia ganha para o francês mas, quando um comissário de pista aponta para o ceu, Prost se treme todo, a pouco metros dali, ele bate no muro a 3 voltas do fim, é termino de prova para Prost, e inicio de uma das maires confusões da história da F1. Com a bobeada de Prost, Patrese assume a liderança, com todos já comemorando a vitória de Riccardo, acontece a "desgraça", ele faz a "mirabeau" de lado e roda na "Grand Hotel" deixando Pironi na liderança, posição esta que ele segura por poucos segundo antes de sua Ferrari abandonar com problemas elétricos, de Cesaris ia para a frente quando seu Alfa para por falta de gasolina na ultima volta, Daly também para na ultima volta com problemas no cambio e sem a asa traseira, só aí que Riccardo Patrese, sem saber, cruza a linha de chegada em 1º. Patrese só se dá conta do acontecido, quando vê o carro de Pironi parado dentro do tunel. Didier Pironi e Andrea de Cesaris ainda conseguem completar o pódio nesta verdadeira "corrida maluca".



Daly, Prost, Patrese, Pironi e de Cesaris, estes 5 pilotos disputaram até o ultimo segundo a prova...



... mas quem levou o "caneco" foi a Brabham de Riccardo Patrese.



Comemoração do pódio no principado de Mônaco



Acompanhe com Murray Walker as ultimas voltas desta emocionante corrida