Sem tempo para fazer uma boa pastagem, deixo vocês hoje com uma foto. É Ayrton Senna no "Rio Tyre Test" de 84. Ao seu lado esquerdo está Galvão Bueno, mas, e ao seu lado direito? E a criança ao lado de Galvão? Cacá Bueno?
É com vocês blogaiada!
Mais do teste você vê aqui.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Eu também já estive por lá: Jean-Denis Délétraz
Hoje o F1 Nostalgia vai falar sobre um suíço que teve, na sua passagem pela F1, somente 3 Gp's disputados e que, só entrou na cayegoria, por ter patrocinadores a oferecer à equipes decadentes e sedentas de dinheiro. Falo hoje de Jean-Denis Délétraz.
Délétraz era piloto de F3000 no final da década de 80 e inicio da de 90, e, em 94, estava disputando o campeonato francês de carros de turismo pela equipe Seat.
No final daquele ano, a Larrousse enfrentava um grande problema, a falta de dinheiro, e é ai que entra Délétraz. Com bons patrocinadores por trás (entenda-se, dinheiro), Jean conseguiu uma vaga de 2º piloto na equipe, substituindo Erik Comas para o GP da Austrália.
Em 94, já haviam passado na F1, 45 pilotos diferentes, e, Délétraz, seria o 46º. Uma pergunta surgiu no paddock: O que esperar de um pay-driver pilotando uma equipe fraquíssima? Nada não é mesmo? Mas Deletráz, ao menos inicialmente, surpreendeu muita gente. Nos treinos de 6ª feira ele conseguiu se manter na frente de alguns pilotos, o que era uma coisa bem razoável para um piloto que não andava de monopostos já fazia anos.
Treinos de 6ª Feira,
(...)
22 M. Salo Lotus 1:19.844
23 H. Noda Larrousse 1:20.145
24 D. Brabham Simtek 1:20.442
25 J. Délétraz Larrousse 1:22.422
26 M. Schiattarellaa Simtek 1:22.529
27 P. Belmondo Pacific 1:24.087
28 B. Gachot Pacific 7:40.317
Nos treinos oficiais, outra grata surpresa aos patrocinadores e para o time, Délétraz consegue colocar a 2ª Larrousse no grid de largada. Verdade que ele ficou a 2 segundos do piloto mais próximo, mas o importante é que ele estava lá.
Treinos oficiais de Sábado,
(...)
22 M. Salo Lotus 1:19.844
23 H. Noda Larrousse 1:20.145
24 D. Brabham Simtek 1:20.442
25 J. Délétraz Larrousse 1:22.422
26 M. Schiattarellaa Simtek 1:22.529
Não Classificados
27 P. Belmondo Pacific 1:24.087
28 B. Gachot Pacific 7:40.317
Só que na corrida...
Délétraz seria ultrapassado na 1ª curva por Mimmo Schiattarellaa, e sequer conseguiria acompanhar o piloto da Simtek. Em apenas 10 voltas, já levava volta de Schmacher e Hill. Na volta 37, depois de seu 1º pit stop, Jean é chamado de volta aos boxes para um stop and go, na saída da penalização, ele tomou outra (!), novamente por excesso de velocidade. E assim foi sucessivamente até 56, quando seu cambio travou. Neste momento, Deletráz já havia tomado 10 (!) voltas dos líderes. Sua jornada na Larrousse termina aqui.
No dia 4 de Setembro de 95, Jean-Denis Délétraz é anunciado como o novo piloto da Pacific. Depois que o dinheiro de Giovanni Lavaggi acabou, Délétraz novamente trouxe seus dólares para uma equipe afundada em sérios problemas financeiros.
Denis estreou no GP de Estoril de 95, a 13ª etapa do mundial. E logo de cara mostrou de que é capaz! Levou nada mais nada menos de que 6 segundos e meio de Andrea Montermini, seu companheiro de equipe. Último lugar na grelha e poucas aspirações para uma boa corrida.
Treinos oficiais de Sábado,
(...)
19 T. Inoue Footwork 1:24.883
20 M. Papis Footwork 1:25.179
21 A. Montermini Pacific 1:26.172
22 P. Diniz Forti 1:27.292
23 R. Moreno Forti 1:27.523
24 J. Délétraz Pacific 1:32.769
Seu tempo foi tão lento que ele se classificaria em 22º numa prova de F3000 (!)
Na corrida, logo depois de 3 voltas, Délétraz se encontrava a 40 segundos do líder, e na volta 7 já era ultrapassado pelo mesmo. Na volta 14, se retira da corrida com cãibras no braço.
Depois de Estoril, Délétraz seguiu com a Pacific para o GP da Europa em Nurburgring. Já pegando um pouco de ritmo, Délétraz não faz tão feio assim na Alemanha, mesmo ficando em último nos treinos de sexta (treino válido como oficial pois, com chuva no sábado, não houve melhoras nos tempos), ele ficou num ritmo bem mais próximos de seus concorrentes. Tomou "apenas" 3 segundos de Montermini e ficou a "somente" 1 segundo do penúltimo colocado, Roberto Moreno.
(...)
19 G. Tarquini Tyrrell 1:24.286
20 A. Montermini Pacific 1:24.696
21 P. Diniz Forti 1:25.647
22 T. Inoue Footwork 1:26.667
23 R. Moreno Forti 1:26.784
24 J. Délétraz Pacific 1:27.853
Na corrida, nada de novo em acrescentar olhando suas últimas corridas. Mesmo se arrastando na pista, consegue levar seu carro ao final da prova mesmo com 7 voltas de desvantagem para o líder. Acho que nem é preciso falar que ele chegou em último e a uma volta de desvantagem para Gabriele Tarquini que pilotava uma Tyrrell Yamaha. Boa parte dessa "boa atuação" se deve ao GP ter sido disputado, em sua maior parte, na chuva.
Para as últimas 3 corridas do ano, Bertrand Gachot é chamado de volta à equipe.
Com todo esse currículo, atrevo-me a dizer que, Jean-Denis Délétraz foi um dos piores pilotos da história da F1.

Délétraz na sua estreia na F1. Em 56 voltas, levou 10 voltas do líder e tomou 3 stop and go

Em 95 foi para Pacific. Em Estoril ficou a 12 segundos do pole Coulthard. Com esse tempo ele só largaria na 22ª posição em uma corrida de F3000.

No GP seguinte, uma melhora. Consegue ultrapassar uma McLaren (!). Mas só o faz por que Blundell estava com pneus slick em um pista molhada.
OFF:
Durante uma prova da Carrera Cup em 92, funcionários da First Racing F3000, impediram que Délétraz saísse do Pit lane bloqueando a passagem de seu carro. Os funcionários reivindicavam os salários atrasados e o pagamento de contas aos fornecedores da equipe. Após 3 voltas da corrida, deixaram-no partir. Délétraz era dono da equipe desde 91.
Délétraz era piloto de F3000 no final da década de 80 e inicio da de 90, e, em 94, estava disputando o campeonato francês de carros de turismo pela equipe Seat.
No final daquele ano, a Larrousse enfrentava um grande problema, a falta de dinheiro, e é ai que entra Délétraz. Com bons patrocinadores por trás (entenda-se, dinheiro), Jean conseguiu uma vaga de 2º piloto na equipe, substituindo Erik Comas para o GP da Austrália.
Em 94, já haviam passado na F1, 45 pilotos diferentes, e, Délétraz, seria o 46º. Uma pergunta surgiu no paddock: O que esperar de um pay-driver pilotando uma equipe fraquíssima? Nada não é mesmo? Mas Deletráz, ao menos inicialmente, surpreendeu muita gente. Nos treinos de 6ª feira ele conseguiu se manter na frente de alguns pilotos, o que era uma coisa bem razoável para um piloto que não andava de monopostos já fazia anos.
Treinos de 6ª Feira,
(...)
22 M. Salo Lotus 1:19.844
23 H. Noda Larrousse 1:20.145
24 D. Brabham Simtek 1:20.442
25 J. Délétraz Larrousse 1:22.422
26 M. Schiattarellaa Simtek 1:22.529
27 P. Belmondo Pacific 1:24.087
28 B. Gachot Pacific 7:40.317
Nos treinos oficiais, outra grata surpresa aos patrocinadores e para o time, Délétraz consegue colocar a 2ª Larrousse no grid de largada. Verdade que ele ficou a 2 segundos do piloto mais próximo, mas o importante é que ele estava lá.
Treinos oficiais de Sábado,
(...)
22 M. Salo Lotus 1:19.844
23 H. Noda Larrousse 1:20.145
24 D. Brabham Simtek 1:20.442
25 J. Délétraz Larrousse 1:22.422
26 M. Schiattarellaa Simtek 1:22.529
Não Classificados
27 P. Belmondo Pacific 1:24.087
28 B. Gachot Pacific 7:40.317
Só que na corrida...
Délétraz seria ultrapassado na 1ª curva por Mimmo Schiattarellaa, e sequer conseguiria acompanhar o piloto da Simtek. Em apenas 10 voltas, já levava volta de Schmacher e Hill. Na volta 37, depois de seu 1º pit stop, Jean é chamado de volta aos boxes para um stop and go, na saída da penalização, ele tomou outra (!), novamente por excesso de velocidade. E assim foi sucessivamente até 56, quando seu cambio travou. Neste momento, Deletráz já havia tomado 10 (!) voltas dos líderes. Sua jornada na Larrousse termina aqui.
No dia 4 de Setembro de 95, Jean-Denis Délétraz é anunciado como o novo piloto da Pacific. Depois que o dinheiro de Giovanni Lavaggi acabou, Délétraz novamente trouxe seus dólares para uma equipe afundada em sérios problemas financeiros.
Denis estreou no GP de Estoril de 95, a 13ª etapa do mundial. E logo de cara mostrou de que é capaz! Levou nada mais nada menos de que 6 segundos e meio de Andrea Montermini, seu companheiro de equipe. Último lugar na grelha e poucas aspirações para uma boa corrida.
Treinos oficiais de Sábado,
(...)
19 T. Inoue Footwork 1:24.883
20 M. Papis Footwork 1:25.179
21 A. Montermini Pacific 1:26.172
22 P. Diniz Forti 1:27.292
23 R. Moreno Forti 1:27.523
24 J. Délétraz Pacific 1:32.769
Seu tempo foi tão lento que ele se classificaria em 22º numa prova de F3000 (!)
Na corrida, logo depois de 3 voltas, Délétraz se encontrava a 40 segundos do líder, e na volta 7 já era ultrapassado pelo mesmo. Na volta 14, se retira da corrida com cãibras no braço.
Depois de Estoril, Délétraz seguiu com a Pacific para o GP da Europa em Nurburgring. Já pegando um pouco de ritmo, Délétraz não faz tão feio assim na Alemanha, mesmo ficando em último nos treinos de sexta (treino válido como oficial pois, com chuva no sábado, não houve melhoras nos tempos), ele ficou num ritmo bem mais próximos de seus concorrentes. Tomou "apenas" 3 segundos de Montermini e ficou a "somente" 1 segundo do penúltimo colocado, Roberto Moreno.
(...)
19 G. Tarquini Tyrrell 1:24.286
20 A. Montermini Pacific 1:24.696
21 P. Diniz Forti 1:25.647
22 T. Inoue Footwork 1:26.667
23 R. Moreno Forti 1:26.784
24 J. Délétraz Pacific 1:27.853
Na corrida, nada de novo em acrescentar olhando suas últimas corridas. Mesmo se arrastando na pista, consegue levar seu carro ao final da prova mesmo com 7 voltas de desvantagem para o líder. Acho que nem é preciso falar que ele chegou em último e a uma volta de desvantagem para Gabriele Tarquini que pilotava uma Tyrrell Yamaha. Boa parte dessa "boa atuação" se deve ao GP ter sido disputado, em sua maior parte, na chuva.
Para as últimas 3 corridas do ano, Bertrand Gachot é chamado de volta à equipe.
Com todo esse currículo, atrevo-me a dizer que, Jean-Denis Délétraz foi um dos piores pilotos da história da F1.

Délétraz na sua estreia na F1. Em 56 voltas, levou 10 voltas do líder e tomou 3 stop and go

Em 95 foi para Pacific. Em Estoril ficou a 12 segundos do pole Coulthard. Com esse tempo ele só largaria na 22ª posição em uma corrida de F3000.

No GP seguinte, uma melhora. Consegue ultrapassar uma McLaren (!). Mas só o faz por que Blundell estava com pneus slick em um pista molhada.
OFF:
Durante uma prova da Carrera Cup em 92, funcionários da First Racing F3000, impediram que Délétraz saísse do Pit lane bloqueando a passagem de seu carro. Os funcionários reivindicavam os salários atrasados e o pagamento de contas aos fornecedores da equipe. Após 3 voltas da corrida, deixaram-no partir. Délétraz era dono da equipe desde 91.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Loucuras, humor e acasos: Capacetes Simpson Bandit
Muita gente vinha me pedindo para fazer um post sobre capacetes, pois bem, hoje chegou o dia!
Mostrarei hoje um tipo de capacete que foi 'modinha' no inicio da década de 80, trata-se do modelo Simpson Bandit, imortalizado pelo saudoso Elio de Angelis. Em minha singela opinião, este tipo de capacete foi, e continua sendo, o mais bonito de todos os tempos.
A fabricante deste tipo de capacete é a Simpson Performance Products, que, inicialmente começou fabricando para-quedas para dragsters na década de 60. Bill Simpson foi um dos pioneiros na segurança automobilística. Hoje sua empresa é fabricante de capacetes, balaclavas, macacões, luvas e Hans Device's.
Dentre seus pilotos mais notórios que usaram este tipo de casco, se encontravam: Emerson Fittipaldi, James Hunt, Mario Andretti e claro, Elio de Angelis.
Acompanhe alguns pilotos que usaram este tipo de capacete.
E você, lembra de mais algum piloto não incluso na lista abaixo?
Já imaginou Stefan Bellof ou Thierry Boutsen usando este tipo de capacete? Ia ser o máximo!
Mostrarei hoje um tipo de capacete que foi 'modinha' no inicio da década de 80, trata-se do modelo Simpson Bandit, imortalizado pelo saudoso Elio de Angelis. Em minha singela opinião, este tipo de capacete foi, e continua sendo, o mais bonito de todos os tempos.
A fabricante deste tipo de capacete é a Simpson Performance Products, que, inicialmente começou fabricando para-quedas para dragsters na década de 60. Bill Simpson foi um dos pioneiros na segurança automobilística. Hoje sua empresa é fabricante de capacetes, balaclavas, macacões, luvas e Hans Device's.
Dentre seus pilotos mais notórios que usaram este tipo de casco, se encontravam: Emerson Fittipaldi, James Hunt, Mario Andretti e claro, Elio de Angelis.
Acompanhe alguns pilotos que usaram este tipo de capacete.
E você, lembra de mais algum piloto não incluso na lista abaixo?
Já imaginou Stefan Bellof ou Thierry Boutsen usando este tipo de capacete? Ia ser o máximo!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Pancadas incríveis: Gilles Villeneuve Ímola 80
Hoje veremos uma 'senhora' pancada do grande Gilles Villeneuve. De tão forte que foi a batida, a curva recebeu seu nome.
O Autódromo Enzo e Dino Ferrari entrava no calendário da F1 em 80 ainda como grande premio da Itália. A F1 vinha para sua 12ª etapa no mundial e Gilles não estava bem na classificação, acumulava apenas 4 pontos no campeonato.
Na corrida, Villeneuve, que tinha largado em 8º, estreava sua nova Ferrari, a 126C* turbo. Mas Villeneuve não teve muito tempo para andar no carro, já na volta nº5, um furo de pneu faz com que seu carro rode numa parte do circuito onde a velocidade era a maior, e bata de forma espetacular.
14 anos mais tarde, num acidente horrendo, o austríaco Roland Ratzenberger perderia a vida nessa mesma curva.
Confira a sequência de fotos da batida e o que restou da Ferrari de Gilles. Impressionante.
*(editando: O carro do acidente é a velha 312T5, Gilles só usou a 126C nos treinos)
O Autódromo Enzo e Dino Ferrari entrava no calendário da F1 em 80 ainda como grande premio da Itália. A F1 vinha para sua 12ª etapa no mundial e Gilles não estava bem na classificação, acumulava apenas 4 pontos no campeonato.
Na corrida, Villeneuve, que tinha largado em 8º, estreava sua nova Ferrari, a 126C* turbo. Mas Villeneuve não teve muito tempo para andar no carro, já na volta nº5, um furo de pneu faz com que seu carro rode numa parte do circuito onde a velocidade era a maior, e bata de forma espetacular.
14 anos mais tarde, num acidente horrendo, o austríaco Roland Ratzenberger perderia a vida nessa mesma curva.
Confira a sequência de fotos da batida e o que restou da Ferrari de Gilles. Impressionante.
*(editando: O carro do acidente é a velha 312T5, Gilles só usou a 126C nos treinos)
sábado, 6 de dezembro de 2008
Projetos não concretizados: Dome F1
Hoje o F1 Nostalgia trás mais uma daquelas equipes que tentaram, mas não conseguiram entrar na F1. Relato a vocês, a tentativa da Dome de entrar no seleto grupo da categoria.
A japonesa Dome sempre foi mais envolvida com carros esporte, mas a partir do final da década de 80, começou a competir na F3000 japonesa. Este foi o grande impulso que a Dome deu para entrar na F1.
No final de 95, o 'manager' da Minardi, Tadashi Sasaki, se juntou à Dome, e, junto com a cúpula da tal, decidiram ingressar em algo maior. E o plano foi a F1.
Com bastante experiência, a Dome F1 contava, em boa parte, somente com tecnologia japonesa, que era muito forte, por sinal. O motor seria um V10 feito pela Mugen-Honda, motor esse que era utilizado pela Ligier na temporada de 96 e que inclusive ganhou o GP de Mônaco naquele ano. O chassi, foi desenhado por Akiyoshi Uko e teve o codi-nome de F105. Os pneus eram os Goodyear's, mas a equipe planejava usar os Bridgestones já em 97!
Para o câmbio, Sasaki escolheu usar o cambio semi-automático de 6 marchas da Minardi junto com o seu sistema hidráulico. Para pilotar o carro, a Dome convocou Shinji Nakano, Marco Apicella e Naoki Hattori.
Nakano, na época, já era bicampeão da F3000 japonesa (92 e 95, e seria tri em 96), Apicella, também já era um campeão da F3000 (94) e Hattori, que fora campeão da F3 em 90, viria a ser vice da F3000 em 96, ou seja, com bons pilotos, a Dome F1 contava.
Nos primeiros testes em meados de 96, quase sempre na pista de Suzuka, a Dome mostrou que o carro não era de todo ruim, mas estava muito longe de ser uma Williams da vida. Logo na suas primeiras saídas, com Naoki Hattori ao volante, o carro virou 1m46.270, quase 8 segundos mais lento que o pole de 96, em Suzuka, Jacques Villeneuve, que tinha virado o tempo de 1m38.909. Mas pelo menos, este tempo bateria o tempo de Lavaggi com a Minardi.
O carro da Dome sofria com pequenos problemas, era um vazamento de óleo aqui, outro alí, uma rachadura acolá, e assim por diante. Os freios também eram um ponto negativo. No inicio, o F105 tinha a tendência do Oversteer, o carro saia muito de traseira, mas avanços na aerodinâmica anularam este problema. Mas novamente, um vazamento de óleo, pôs, praticamente o fim da equipe Dome. Em um dia de testes em Suzaka, o F105 da Dome pegou fogo após um vazamento de óleo. Como os patrocinadores já não estavam muito animados com a equipe, não deram o apoio suficiente para que e a Dome ingressasse no mundial de 97. Acabaria ali a jornada do time na F1?
Quase... pois Sazaki queria por que queria entrar na F1, e, em 98, partiu novamente atrás da Mugen para, juntas, montarem uma equipe de F1, só que a Honda já estava em uma conversação muito mais avançada com a BAR, e a Dome não mais voltou a almejar uma vaga na F1.

Famosa equipe japonesa, a Dome também tentou entrar na F1.

Com seu chassi F105, desenhado por Akiyoshi Uko, ela tentou um lugar na F1 em 97

Os pilotos de testes foram o italiano que residia no Japão, Marco Apicella, que ...

... era campeão de F3000 em 94, ...

... Shinji Nakano, que também era campeão da F3000 japonesa (92 e 95), ...

... testou o carro, quase sempre na pista japonesa de Suzuka.
Um 3º piloto também testou, foi o japonês Naoki Hattori, e, nesse vídeo, podemos ver ele dar uma volta em Suzuka com o F105

Em um teste na pista de Suzuka,...

... um vazamento de óleo pôs fim a esse projeto, ...

... o carro pegou fogo e a Dome, junto com seus patrocinadores, não tiveram dinheiro/interesse em fazer outro carro.

O bólido era equipado com um bom motor V10 Honda.

Depois de muito tempo "abandonado" em um galpão debaixo do túnel de vento da Dome, ...

... o carro foi descansar no museu da companhia.
A japonesa Dome sempre foi mais envolvida com carros esporte, mas a partir do final da década de 80, começou a competir na F3000 japonesa. Este foi o grande impulso que a Dome deu para entrar na F1.
No final de 95, o 'manager' da Minardi, Tadashi Sasaki, se juntou à Dome, e, junto com a cúpula da tal, decidiram ingressar em algo maior. E o plano foi a F1.
Com bastante experiência, a Dome F1 contava, em boa parte, somente com tecnologia japonesa, que era muito forte, por sinal. O motor seria um V10 feito pela Mugen-Honda, motor esse que era utilizado pela Ligier na temporada de 96 e que inclusive ganhou o GP de Mônaco naquele ano. O chassi, foi desenhado por Akiyoshi Uko e teve o codi-nome de F105. Os pneus eram os Goodyear's, mas a equipe planejava usar os Bridgestones já em 97!
Para o câmbio, Sasaki escolheu usar o cambio semi-automático de 6 marchas da Minardi junto com o seu sistema hidráulico. Para pilotar o carro, a Dome convocou Shinji Nakano, Marco Apicella e Naoki Hattori.
Nakano, na época, já era bicampeão da F3000 japonesa (92 e 95, e seria tri em 96), Apicella, também já era um campeão da F3000 (94) e Hattori, que fora campeão da F3 em 90, viria a ser vice da F3000 em 96, ou seja, com bons pilotos, a Dome F1 contava.
Nos primeiros testes em meados de 96, quase sempre na pista de Suzuka, a Dome mostrou que o carro não era de todo ruim, mas estava muito longe de ser uma Williams da vida. Logo na suas primeiras saídas, com Naoki Hattori ao volante, o carro virou 1m46.270, quase 8 segundos mais lento que o pole de 96, em Suzuka, Jacques Villeneuve, que tinha virado o tempo de 1m38.909. Mas pelo menos, este tempo bateria o tempo de Lavaggi com a Minardi.
O carro da Dome sofria com pequenos problemas, era um vazamento de óleo aqui, outro alí, uma rachadura acolá, e assim por diante. Os freios também eram um ponto negativo. No inicio, o F105 tinha a tendência do Oversteer, o carro saia muito de traseira, mas avanços na aerodinâmica anularam este problema. Mas novamente, um vazamento de óleo, pôs, praticamente o fim da equipe Dome. Em um dia de testes em Suzaka, o F105 da Dome pegou fogo após um vazamento de óleo. Como os patrocinadores já não estavam muito animados com a equipe, não deram o apoio suficiente para que e a Dome ingressasse no mundial de 97. Acabaria ali a jornada do time na F1?
Quase... pois Sazaki queria por que queria entrar na F1, e, em 98, partiu novamente atrás da Mugen para, juntas, montarem uma equipe de F1, só que a Honda já estava em uma conversação muito mais avançada com a BAR, e a Dome não mais voltou a almejar uma vaga na F1.

Famosa equipe japonesa, a Dome também tentou entrar na F1.

Com seu chassi F105, desenhado por Akiyoshi Uko, ela tentou um lugar na F1 em 97

Os pilotos de testes foram o italiano que residia no Japão, Marco Apicella, que ...

... era campeão de F3000 em 94, ...

... Shinji Nakano, que também era campeão da F3000 japonesa (92 e 95), ...

... testou o carro, quase sempre na pista japonesa de Suzuka.
Um 3º piloto também testou, foi o japonês Naoki Hattori, e, nesse vídeo, podemos ver ele dar uma volta em Suzuka com o F105

Em um teste na pista de Suzuka,...

... um vazamento de óleo pôs fim a esse projeto, ...

... o carro pegou fogo e a Dome, junto com seus patrocinadores, não tiveram dinheiro/interesse em fazer outro carro.

O bólido era equipado com um bom motor V10 Honda.

Depois de muito tempo "abandonado" em um galpão debaixo do túnel de vento da Dome, ...

... o carro foi descansar no museu da companhia.
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