terça-feira, 25 de novembro de 2008

Loucuras, humor e acasos: Me empresta seu capacete?

Trocas de capacetes são fatos no mínimo curiosos. Seja por que se esqueceu o capacete ou por problemas de ordem técnica, um piloto não pode ir à pista sem o seu, e quando lhe falta um, somente lhes resta pedir emprestado ao seu companheiro de equipe ou compatriota.

Acompanhe algumas dessas fotos, no mínimo, curiosas.

P.S. E você, lembra de mais algum que não esta na lista abaixo?
Ah, não vale dizer trocas de capacetes atuais hein!

Jochen Rindt com o casco de Piers Courage nos treinos para o GP da França em Charade 69.


Siffert dando uma de Fittipaldi no GP do México em 70.


Pace usando o capacete de seu companheiro de equipe, Lole, na apresentação do BT45.


Laffite usando o capacete de seu compatriota, Alain Prost, em testes em Paul Ricard.


Piquet na Lotus JPS? Não, é somente Roberto Moreno em seu 1º teste na F1 em 81.


Aqui, o homem do "W" da Arrows, Dave Wass, testa seu próprio carro, mas com o capacete de Mauro Baldi.


Um teste de Mansell na sua futura equipe? Não, somente Johansson que esqueceu o capacete no hotel de Detroit e pegou um emprestado do Inglês.


Em uma de suas últimas corridas na carreira, Johansson usa o capacete de Herbert mas não deixa de adesivar suas 3 'folhas' no casco.
[Crédito da foto: Blog do Capelli]


Comas empresta seu capacete para Prost testar pela 1ª vez uma Ligier. O fato foi em 92.


Por problemas de embaçamento de viseira, Coulthard pediu emprestado um capacete reserva de Schumacher para correr o GP de Mônaco em 96.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

GP's históricos: Suécia 78

Em 2008 fez 30 anos de uma das maiores dominações que a F1 já viu.

O circo da F1 chegava na sua 8ª etapa. O circuito era o de Anderstorp na Suécia, pista esta que era um misto de Aeroporto e Autódromo.

A Lotus dominava fácil o campeonato, Andretti liderava o certame com certa folga, e seu companheiro de equipe, o sueco, Ronnie Peterson vinha em 2º na tábua de classificação. Alem disso, os pilotos da Lotus 79 vinham de duas dobradinhas: Zolder e Jarama.

Só que Bernie Ecclestone e Gordaon Murray, que tinham o campeão da F1, Niki Lauda, nas mãos, não queriam ser deixados para trás pela Lotus, e logo trataram de evoluir a Brabham BT46.

Na época, a Lotus 79 era o supra sumo do efeito solo, Colin Chapman desde o ano passado já utilizava esse advento tecnológico para ganhar aderência e vantagem sobre os adversários. Só que Gordon Murray tinha uma carta na manga, e era uma carta alta, altíssima!

O BT46 não passava de um carro normal, só que, para dar a Niki um carro em condições para disputar o título, a Brabham se inspirou no carro esporte americano, o Chaparral 2J.

O Chaparral tinha dois exaustores na parte de trás do carro, assim como o Brabham, a diferença era que, no carro de Murray, se utilizavam uma ventoinha única. O carro foi batizado de BT46 'B' mas ficou mais conhecido com Fan-car.

A diferença de performance era tamanha que Ecclestone ordenou que Watson e Lauda fizessem o treino classificatório com o tanque cheio. Resultado? 2ª e 3ª posições respectivamente para os pilotos da Brabham. O domínio era gritante.

Andretti, o vencedor das últimas 2 corridas, largou na pole, mas logo na largada Lauda parte para a 2ª posição. Mário forçava ao máximo sua Lotus, e Niki só o acompanhava. Era nítido a diferença de rendimento, enquanto Andretti aproveitava toda a pista para andar no máximo, Lauda ia muito mais suave, porém, contornava as curvas na mesma velocidade que Andretti. Lauda parecia se segurar para não passar Andretti.

Na parte de trás, Watson, que não tinha o mesmo talento que Lauda, sofria para acompanhar o novato Patrese com sua Arrows FA1. Tanto que, na ânsia de ultrapassar Patrese, roda e dá adeus a corrida.

Enquanto isso, Andretti e Lauda só iam abrindo para Patrese, o 3º colocado. Em pouco mais de 30 voltas, os dois já tinham dado uma volta no 5º colocado, e já abriam 1 minuto para Riccardo.

Por volta do giro 40, Andrerri, com a pressão de um Lauda embutido, erra numa saída de curva e dá a Lauda a chance de passar pelo piloto da Lotus. Depois da ultrapassagem, Lauda já abre uma grande diferença para Andretti. Só que, na volta 46, o motor Cosworth da Lotus nº 5 vai para o espaço e deixa Andretti 'a ver navios'.

Para não 'dar muito na cara', Lauda diminui muito o ritmo, e só administra a sua fácil vitória. Patrese, que vinha em sua 1ª temporada completa, chega numa honrosa 2ª posição com o caseiro Peterson colado na sua caixa de marchas, em 3º.

Emerson, que largou de 13º, se aproveitou de alguns abandonos e da fraca participação dos pilotos da Ferrari, e chegou em uma boa 6ª posição.

Depois deste enorme domínio, a CSI, a antiga FIA, baniu essa Brabham por motivos de segurança, pois com o advento desse tipo de carro, iria ser possível andar com o 'pé cravado' na maioria dos circuitos, o que era algo extremamente perigoso.

Em GP's oficiais, o BT46'B' nunca mais andou, só que, numa prova extra-oficial, o Gunnar Nilsson Memorial Trophy de 79, o 'Fan-car' voltou a dar seu ar da graça, e quem pilotou o bólido foi o brasileiro Nelson Piquet.


A Brabham veio para a Suécia em 78 com um carro revolucionário. O BT46'B' Fan-car


Watson não se aproveitou muito do carro, pois, já na largada, perde 2 posições e roda ao tentar roubar a 3ª posição de Patrese.


Já Lauda, que largou de 4º fez uma corrida magistral.


Logo na largada já se lança à 2ª posição, e vai a caça ...


... de Mário Andretti, que, não aguenta a pressão do austríaco e perde a liderança.


Porém, poucas voltas depois de ser ultrapassado, seu motor Cosworth estoura e ele abandona a corrida.


Seu companheiro de equipe faz uma corrida aquém de seu equipamento, e uma 3ª posição veio por conta de abandonos.


Já Patrese, comemora seu primeiro pódio na carreira. Chega em 2º, mas com Peterson somente 1 segundo atrás.


Com uma direção sem erros, típica de um bicampeão, Lauda, junto com o Fan-car vencem fácilmente o GP de Anderstorp.


Comemoração do pódio.

domingo, 23 de novembro de 2008

Promoção acerte e ganhe: Voltando de Kiribati

Pois é pessoal!

Temos um vencedor.
O piloto, o ano, o carro e a equipe, quase todos acertaram, mas a pista..., foi bem complicada. Somente 3 pessoas acertaram a resposta.

Era o argentino Carlos Reutemann pilotando sua Brabham BT44 no ano de 74 no GP Presidente Médice em Brasília. O GP era extra-oficial e era também a inauguração do mais novo circuito do Brasil. Quem ficou com a vitória da corrida foi Emerson Fittipaldi, já Reutemann abandonou logo no inicio da prova com um pistão furado.

O vencedor do desafio foi Gustavo Lucena, que infelizmente não colocou o e-mail, mas espero um contato dele em breve. Adriano Favetta e Teddy foram os outros dois que também acertaram.

A corrida contou somente com 12 participantes que percorreram as 40 voltas no autódromo da capital brasileira. Confira o resultado do GP:

Grid de Largada:
1 Reutemann 2 E.Fittipaldi
1:51.18 1:51.27

3 Scheckter 4 Pace
1:51.40 1:51.40

5 Merzario 6 Beltoise
1:53.43 1:54.44

7 W.Fittipaldi 8 Mass
1:54.62 1:55.53

9 Pescarolo 10 Ganley
1:55.88 1:57.61

11 Stuck 12 Hunt
1:58.10 2:04.95

Resultado Final:
1 Emerson Fittipaldi McLaren-Cosworth M23 1h15m22.75
2 Jody Scheckter Tyrrell-Cosworth 006 1h15m35.15
3 Arturo Merzario Williams-Cosworth FX4 1h15m49.85
4 Jochen Mass Surtees-Cosworth TS16 1h17m01.59
5 Wilson Fittipaldi Brabham-Cosworth BT44 39 voltas
6 Howden Ganley March-Cosworth 741 39 voltas
7 Henri Pescarolo BRM P160E 39 voltas
8 Jean-Pierre Beltoise BRM P160E 38 voltas
9 Carlos Pace Surtees-Cosworth TS16 35 voltas
10 Hans-Joachim Stuck March-Cosworth 741 34 voltas
11 Carlos Reutemann Brabham-Cosworth BT44 12 voltas
12 James Hunt March-Cosworth 731G 1 volta

Melhor Volta: Emerson Fittipaldi (McLaren-Cosworth M23), 1:51.62



Largada do GP Presidente Médice em Brasília


Carlos Reutemann, com problemas no motor, não completou a prova

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Promoção acerte e ganhe: Indo para Kiribati

Olá pessoal,

O F1 Nostalgia vai premiar você!
Como estou indo passar o fim de semana em Kiribati, resolvi desafiar vocês novamente.
O primeiro a acertar a resposta tem direito ao premio. Para ganhar a promoção, basta você acertar o piloto, equipe, modelo do carro, ano, pista e o nome oficial do GP, ou seja, uma resposta COMPLETA.
O desafio é até domingo, caso não tenhamos um acertador que dê a resposta completa, considerarei a que chegar mais próxima.
Só será permitida uma aposta por pessoa e a participação é valida de qualquer parte do mundo.
Postagens anônimas favor colocar algum nome que o identifique. Não esqueçam do colocar o E-mail na resposta

Comentários moderados para não ajudar na resposta!


Eis a foto

O resultado sai Domingo. PARTICIPE!

O acertador escolhera uma entre essas 3 fotos. Ele receberá em sua casa, a foto revelada em 20x30 em alta definição!

Eu também já estive por lá: Mikko Kozarowitzky

Mais uma vez o F1 nostalgia desenterra um piloto lá do fundo do baú.

Não se surpreenda se você nunca ouviu falar em Mikko Kozarowitzky, normal, pois a carreira dele na F1, foi meteórica.

Segundo piloto finlandês da história a guiar um F1 (o primeiro foi Leo Kinnunen), Kozarowitzky foi o antecessor de Keke Rosberg na categoria. Após conversações frustradas com a Ensign e com a Williams, Mikko tinha poucas opções para correr em 77. Mas ainda lhe restava a equipe RAM.

A RAM em 77, corria com a antigos e problemáticos chassis da March, e, inicialmente, competiam com somente um carro. A equipe chamou Mikko para correr todas as etapas europeias, mas
Boy Hayje apareceu com mais dinheiro, e começou correndo as etapas iniciais.

Só que a F&S Properties, principal patrocinador do time, não estava gostando nada de Hayje e "pedia" a John MacDonald para ativar o segundo carro, que no caso, era o de Mikko. Como John já estava sem dinheiro, a ajuda financeira da Marlboro Finlândia (patrocinadora de Mikko) veio bem a calhar.


Só que tem um porém na história, Mikko foi para o GP da Suécia em Anderstorp sem nunca pilotar um F1. Sua primeira impressão seria nos treinos de sexta-feira. Como já era de se esperar, Mikko não consegue a classificação e fica em último no geral. Só que em uma visão ampla, Mikko foi até bem, pois ficou somente a 2 segundos de seu companheiro de equipe (que também não conseguiu classificação) e a 2,6 segundos de uma eventual classificação.

No GP seguinte, na França, a RAM não leva seus carros, aguardando o GP da Grã-Bretanha em Silverstone. Neste meio termo, a RAM faz algumas mudanças no chassi, e a previsão de melhora do carro era boa. Esperava-se 2 segundos.

Chegando no dia de treinos na Inglaterra, MacDonald viu um céu negro em Silverstone. Temendo uma chuva que atrapalhasse seus planos, meio que no desespero, John ordena que Kozarowitsky vá o mais rápido possível para a pista para não pegar a chuva que se aproximava. Num misto de ansiedade e inexperiência, Mikko vai com muita ânsia para a pista e, na segunda volta, ele entra muito rápido na Woodcote e da de frente com Rupert Keegan com sua Hesketh. Ao tentar desviar, Mikko vai violentamente de encontro aos pneus e fratura sua mão. O fim de semana e a carreira estavam encerrados para Mikko.

Ainda neste treino, a F1 viu um dos mais horrendos acidentes da história. O piloto David Purley que corria com seu carro particular, perdeu o controle do carro e foi de encontro ao muro a 173 km/h. Só que o espaço de desaceleração foi irrisório. Foram apenas 66 cm. Purley detêm (ao menos detinha) o recorde de maior desaceleração na história. No acidente, foram 178 G (!!!) de desaceleração. O piloto sobreviveu, mas com inúmeras fraturas por todo o corpo.


O finlandês Mikko Kozarowitzky teve uma passagem meteórica pela F1...



... Guiando pela equipe RAM, nada consegue a não ser uma fratura na mão que encerrou sua carreira

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pancadas incríveis: Largada de Österreichring 1987

O circo de 87 chegava a sua 10ª etapa no ultrapassado circuito de Österreichring, na cidade austríaca de Zeltweg.

A questão de segurança da pista de Zeltweg sempre foi questionada, e o GP de 87, provou isso.
Nos treinos, Senna atropela um rato, e Johansson, faz pior, atropela um cervo.

Na 1ª largada da corrida, tudo se encaminhava normalmente até a Zakspeed de Brundle bater numa barreira de pneus e voltar para o meio da pista. Rene Arnoux (Ligier), Adrian Campos (Minardi), Philippe Streiff (Tyrrell), Jonathan Palmer (Tyrrell) e Piercarlo Ghinzani (Ligier) também se envolveram no acidente. Bandeira vermelha e uma nova relargada.

Na 2ª relargada, Mansell (Williams) e Berger (Ferrari), com problemas na embreagem, largam muito lentamente, e criam uma espécie de barreira na estreita reta do circuito. Os carros que vinham de trás, já embalados, tentavam desviar, mas não conseguem.

Patrese (Brabham), ao tentar desviar de Mansell, espreme Cheever (Arrows) contra o muro. Pronto, o cenário estava pronto. Johansson (McLaren) acerta a traseira de Cheever, que por sua vez e acertado por Brundle. Com o acidente, Ghinzani reduziu, e foi acertado por Caffi (Osella) e Capelli (March). Quem estava no meio do grid não pode fazer nada, a não ser esperar a batida. Alliot (Larrousse), Danner (Zakspeed) e Streiff (Tyrrell) também se envolveram na batida. Para colocar a "cereja no bolo", Pascal Fabre (AGS) vem com tudo depois de bater em Palmer e voa para cima de Ghinzani e Capelli. Confusão armada, pista interditada e pedaços de carro para todos os lados.

Na 3ª largada muitos preferiram largar dos pits, pois a embreagem de um F1 não suporta bem 3 largadas. 6 carros largaram dos boxes. No 3º grid, novamente apreensão. Senna não larga de imediato, mas por sorte, todos conseguem evita-lo.

Por fim, dobradinha das Williams com Mansell em 1º e Piquet em 2º.

Depois de toda essa lambança, a F1 nunca mais voltou a Österreichring, pois, depois das reformas, o circuito passou a se chamar A1-Ring e só voltou a sediar o GP da Áustria 10 anos depois.

Confira a sequência fotográfica da 2ª largada.





























terça-feira, 18 de novembro de 2008

Loucuras, humor e acasos: Motorhomes e transportadores [Parte 2]


1954 Mercedes



1965 Bélgica



1969 Matra



1975 Lotus



1975 Fittipaldi



1975 Fittipaldi




1975 Fittipaldi



1975 Hesketh



1975 BRM



1975 Ensign



1975 Surtees



1975 Surtees



1975 Penske



1975 Shadow



1975 Lotus



1976 Brabham



1976 Monaco



1978 Fittipaldi



1978 Fittipaldi
[Foto roubada do Blig do Gomes]



1978 Fittipaldi
[Foto roubada do Blig do Gomes]



1979 Lotus



1987 Zakspeed



1990 AGS



1990 Benetton



1990 Tyrrell

Continua...