O dono da equipe Life era o italiano Lamberto Leoni, que teve uma rápida e apagada passagem pela F1 na Surtees e na Ensign. A First já corria na F3000 com Martini e Apicella e almejava uma vaga na F1. O carro foi projetado pelo brasileiro Ricardo Dívila, o mesmo que desenhou o Copersucar Fittipaldi. Mesmo sem muito dinheiro, Leoni e Divila constroem um carro para entrar no mundial de 89, muito bonito diga-se de passagem, mas com grandes problemas estruturais. O motor seria um Judd V8, que, na Williams não deu muito certo, mas no First, quebrava um galhão. O carro chegou a disputar uma competição, foi o Trofeo Indoor de F1 no Motorshow de Bolonha de 88, já mostrado aqui, mas lá, não passou da primeira rodada. O piloto ao volante não era nem Martini nem Apicella, mas sim, Gabriele Tarquini. No 'crash test' obrigatório para inscrição do carro no mundial, o First F189 foi reprovado pela FISA e impedido de correr. Sem dinheiro, sem carro e com muitas dívidas, Leoni se viu em apuros, mas até encontrar Ernesto Vita.
Leoni conseguiu vender o projeto do chassi da First para Vita, e, junto com Franco Rocchi, criaram um motor W12 para o carro. Para nomear a equipe, Leoni colocou seu sobrenome, Life (Vita em inglês). Mas o calcanhar de Aquiles do projeto foi justamente o motor. Era grande, e não casava direito com o chassi do First, diz a lenda que em um GP, os mecânicos tiveram que marretar o motor para ele encaixar no carro. Outro fracasso era a potencia do W12, segundo o site GP Total, eram apenas 375 cavalos de potência. Um fiasco.
Com alterações estruturais, o carro foi aprovado para correr o mundial de 90. Vita chama o filho de uma lenda australiana para disputar o mundial: Gary Brabham.
Logo no primeiro GP, os patrocinadores da Life viram na furada que entraram, Brabham foi 30 segundos mais lento que Claudio Langes(!) com a fraca Euro Brun e quase 40 segundos do pole, Gerhard Berger. No GP seguinte, Brasil, a Life fez pior, andou 400 m antes do motor quebrar. Em Ímola, a Life desenterra Giacomelli em substituição à Brabham. Resultado? 7"16'212 como melhor volta e 424 segundos mais lento que o pole, Senna. A Life foi nesse ritmo até o final do ano, ou melhor, até Jerez, onde disputou(?) seu último GP. Nas duas últimas provas, a Life retornou com o Judd da First, mas sem dinheiro e patrocínios, a Life faliu, como um dos piores carros de todos os tempos.

O dono da First, Lamberto Leoni, tentando classificar sua Surtees em Monza 77

A First competia na F3000 com Pierluigi Martini e ...

... Marco Apicella, mas nenhum dos dois foi o escolhido para pilotar a First na F1

Linda mas ordinária. Gabriele Tarquini foi o escolhido para pilotar o First F189. Aqui, vemos ele em ação no Bolonha motorshow de 88

Na única competição da First, ela sai na 1ª rodada. Depois disto, a FISA lhe nega inscrição no mundial de 89 por causa de falhas graves estruturais

Leoni fica a ver navios até encontrar Ernesto Vita, que compra a First e o transforma em Life

Life e seu motor peculiar. Um W12

3 fileiras de 4 cilindros, configuração praticamente inédita no automobilismo

A inspiração do motor de Franco Rocchi veio do MGN W12. Na foto vemos Philippe Billot testando a AGS JH22 na pouco usual pista de Grand Sambuc em 89
[colaboração da foto: L-A. Pandini]

A Life teve participacões na F1 nada mais do que pífias. Cena rara, Life andando em Interlagos. Foram apenas 400m antes do motot estourar

Cena comum, Giacomelli sendo guinchado no Canadá. Alguem me explique a bandeira da União Soviética no carro.






































