domingo, 7 de setembro de 2008

Fora de Série: Trofeo Indoor Formula 1 90 e 91

Depois de um domínio do espanhol Sala, é a vez dos italianos comemorarem a vitória em casa.
Debaixo de muita chuva em Bolonha, 5 pilotos participaram do Trofeo em 90 e todos de equipes diferentes: O português Pedro Chavez pilotando para sua futura equipe, a péssima Coloni, o francês Olivier Grouillard pilotaria para a Osella, O Finlandês JJ Letho pela Dallara, e os Italianos Gianni Morbidelli, com a vitoriosa Minardi, e Domenico Schiattarella, pretendente a uma vaga na EuroBrun.
Ainda estavam inscritos Andrea Montermini pela EuroBrun e Paolo Coloni pela Coloni, mas não compareceram ao evento.

Depois de eliminar Letho e Chavez, Grouillard vai para a final ...



... junto com Morbidelli, que tinha eliminado Schiattarella e Letho (repescagem).



Na final, mais uma vez a Minardi vence, desta vez com o piloto da casa, Gianni Morbidelli



Em 91, uma equipe histórica se junta ao campeonato, é a Lotus, pilotada do Johnny Herbert. Gabriele Tarquini volta ao Trofeo, desta vez vem com a Fondmetal. Letho novamente pela Dallara e Antonio Tamburini vem pela Andrea Moda, também outra estreante. A Minardi trás 2 carros diferentes, o Minardi-Ford fica com Apicella e o Minardi-Ferrari com o atual campeão, Morbidelli.


Tamburini se aproveita da batida de Morbidelli e avança, ...



... mas logo perde a fase para Herbert. Lotus na final



Na outra chave, Apicella com seu Minardi-Ford ...



... cai diante de Letho, ...



... mas, ninguém é páreo para Tarquini, que vence em 91 com a Fondmetal

Projetos não concretizados: Ferrari 312T6 "Six Wheeler"

Na mesma época em que a March lançava seu carro de 6 rodas, o March 2-4-0, a Ferrari testava esse estranho projeto.

Era a pré temporada de 77, e a Ferrari queria dar um passo a frente de seus concorrentes criando um inovador carro de 6 rodas, se é que se pode se chamar assim.

O projeto era nada mais do que a Ferrari 312T2, que a Ferrari usou em 76, com a troca dos pneus traseiros por um par dos dianteiros, bem no estilo caminhão. Tudo isso para reduzir o arrasto aerodinâmico provocado pelos grandes pneus, afirmava Mauro Forghieri, designer do 312. Com esses novos pneus, a Ferrari precisou de novas suspensões traseiras, mas foi aí o grande problema da equipe.

Já nos primeiros testes com a Ferrari 312T6, Carlos Reutemann, depois de dar cerca de 10 voltas com o carro para aclimatização, partiu para algumas Flying laps no circuito de Fiorano, mas na volta seguinte, subitamente seu carro dá uma guinada à esquerda e bate no muro do circuito, tendo um principio de incêndio. Uma semana mais tarde, os mecânicos da Ferrari conseguiram arrumar o carro para Lole testar outra vez, mas novamente sente algo estranho no carro logo nas primeiras voltas, ele traz o carro de volta aos boxes bem lentamente e a equipe constata uma quebra de suspensão, o mesmo defeito que outrora o deixou no muro. Lole pediu para não mais andar no carro, e foi assim que este projeto chegou ao fim.

Giorgio Enrico, tester pra toda obra da Ferrari, também andou dando umas voltas no carro.
Mesmo sem a equipe ter declarado esse carro como oficial, ele não iria poder correr em nenhum GP, pois sua largura excedia o limite máximo permitido.


Lole andando na Ferrari 312T6 em Fiorano, ...



... fragilidade da suspensão foi o algoz do projeto



Detalhe da diferença de tamanho dos pneus



O "caminhão" da Ferrari



Outro que andou nesta Ferrari foi o italiano Giorgio Enrico

sábado, 6 de setembro de 2008

Andarilho: Keke Rosberg

Keke Rosberg não foi bem um andarilho na F1, mas suas primeiras temporadas foram bem tumultuadas. Finlândes nascido na Suécia, Keijo Erik Rosberg foi campeão mundial de F1 em 82 pela Williams, em um campeonato super disputado, Rosberg ganhou somente com uma vitória.
Acompanhe suas mudanças de equipe:

Mesmo sem começar a correr desde o inicio da temporada, Rosberg faz 4 mudanças de equipe em 78. Primeiro é a Theodore, disputa 5 GP's, ...



... se muda para a ATS, onde faz mais 3 GP's



De volta a Theodore, faz mais 4 GP's, antes ...



... de novamente retornar a ATS para os últimos 2 GP's do ano. Rosberg não marca pontos em 78


Em 79, faz a meia temporada final para a Wolf. Sofre com as quebras


Em 80/81 corre pela brasileira Fittipaldi. De cara já consegue um pódio em 80, em 81 não vai tão bem



De 82 à 85 faz suas melhores temporadas. É campeão em 82 e 3º em 85


Encerra sua carreira na McLaren em 86. Fica bem aquém de Prost.

País da F1: Pilotos Australianos

A Australia é um país com 2 campeões mundias, mas sem muita espressão na F1. Jack Brabham foi o maior percursor da F1 na Austrália, dono de 3 campeonatos, ele foi um dos maiores na categoria. Seu maior "seguidor" foi Alan Jones, que também ganhou um mundial, foi em 80.
Acompanhe seus pilotos:


Alan Jones

Começou sua carreira pela Hesketh em 75, no meio da temporada, vai pilotar para Graham Hill em substituição ao lesionado Rolf Stommelen, e é lá que Jones consegue seus primeiros pontos na F1, chega em 5º em Hockeneimring e consegue a melhor poisção de chegada da história da Embassy Hill. Em 76, à convite de John Surtees, corre sua primeira temporada completa, marca 7 pontos no campeonato, e tem sua melhor colocação de chegada, um 4º lugar no conturbado GP de Fuji. Em 77 vai para a Shadow no lugar do falecido Tom Pryce, e, em Österreichring na Austria, consegue sua primeira vitória. Em 78 começa a vitoriosa união com a equipe Williams. Jones faz um bom campeonato de 78, mas as coisas deslancham é na chegadodo FW07, o mais que vitorioso carro da Williams até então, com ele Jones vence nada mais do que 11 GPs e fica no podio outras 9 vezes. Com esse carro, ele garante o campeonato pilotos de 80. De 82 a 85, Jones faz somente algumas aparições em GP's, volta para uma temporada completa em 86, mas a fraca equipe Hass, não lhe dá mais do que 4 pontos.


Alan Jones na Team Hass


David Brabham

Filho mais novo de Jack Brabham, David teve uma fraca e inexpressiva carreira na F1, de nada lembrava o pai. Mesmo sendo campeão da F3 Britânica em 89, ele não demostra quase nenhum talento pilotando esses bólidos. Estreia na F1 em 90 pela a equipe da família, a Brabham, onde consegue poucas classificações e amarga várias quebras. Depois de 3 anos afastado, David volta a F1 em 94 pela novata Simtek, é lá que passa seu pior momento na categoria ao ver seu companheiro de equipe, Roland Ratzemberger, morrer nos treinos para o GP de San Marino. Neste ano, Brabham, tem nada menos do que 5 companheiros de equipe diferentes e encerra sua carreira no fim do campeonato.


David Brabham na Simtek


David Walker

Super vitorioso em categorias de base, como a F3 Britânica, David Walker chamou a antenção de Colin Chapman, que o colocou na equipe em 71 como 3º piloto no GP da Holanda. De baixo de chuva em Zandvoort ele fez prevalecer seu carro turbina em relação ao seus concorrentes, ganhando 12 posições nas primeiras 5 voltas, mas abandona a corrida em virtude de um acidente. Em 72 Walker passou a ser o companheiro de Emerson na Lotus, disputando a temporada desde o inicio. Mas Walker não passou de uma ilusão, ele sequer marca 1 ponto em toda a temporada, enquanto Emerson era campeão com 5 vitórias. No final do ano, a Lotus recebe a noticia que Walker tinha testado para um outra equipe e o demite. Em seu lugar entra o sueco Ronnie Peterson.


David Walker na Lotus


Gary Brabham

Irmão mais velho de David, Gary até que tem um bom começo de carreira. Corre na F3 e na F3000 Britânica, corre em ralis e na famosa Bathurst 1000 na Austrália, mas na F1...
Ele "estreia" na categoria pela equipe? Life. Com um motor revolucionário de 12 cilindros em "W", a Life prometia, mas logo nas primeiras voltas dos treinos para o GP de Phoenix, se notou algo muito, mas muito errado. O carro de Gary era em média 30 segundos mais lento que o piloto mais proximo! Ainda nos treinos, seu motor estoura depois de 40 voltas. Em seu 2º GP, a Life conseguiu ser pior, em Interlagos, o carro anda 400 metros antes do motor estourar. É ai que acaba (começou?) a carreira de Gary na F1.


Gary Brabham na Life


Jack Brabham

Este sim, o maior piloto australiano da F1. Sua carreira começa em 55 pela Cooper, mas corre somente um GP, em 56, a mesma situação, com equipe própria, corre novamente o GP inglês com uma Maserati, mas é a partir de 57 que a parceria Cooper-Brabham começa a dar resultado, e é em 59 que vem a primeira vitória e o primeiro campeonato. Brabham teria como adversário o Ingles Tony Brooks, piloto da Ferrari, mas com incrivel regularidade, Brabham leva o primeiro título para a Austrália. Em 60 não foi diferente, a Cooper com o novo T53 dá um banho nos concorrentes e Brabham vence 5 GP's em sequência, seu companheiro de equipe e vizinho continental, o Neozelandês Bruce McLaren, vem em 2º em no mundial e reafirma o dominio da Coopper em 60. Em 61, apenas uma temporada morna para Brabham, mas é em 62 que ele dá o grande salto na carreira, Jack funda a equipe Brabham. Inicialmente usando chassis Lotus, a Brabham anda bem desde o inicio, faz 7 pontos e termina em 9º no mundial de construtores. Em 63, Brabham já conta com seus próprios chassis, e é a partir de 66 que as coisas decolam. Com o BT19, Brabham vence 4 corridas em sequência e vence o mundial de pilotos e construtores. No ano seguinte Brabham faz dobradinha com outro Neozelanês, Denny Hulme, mas desta vez Jack fica com vice. De 68 até 70, a Brabham cai um pouco de produção, mas mesmo assim consegue dar a última vitória para Jack, é no GP da Africa do Sul em 70.


Jack Brabham na Brabham


Larry Perkins

Campeão Australiano de F2 em 72, Perkins parte para a Europa para disputar a primeira temporada da F3 Europeia, com duas vitórias Perkins se segra campeão e ganha uma chance na Ensign em 76, sem mostrar bons resultados, se muda para a Brabham no final do ano, onde também, pouco consegue. Em 77 faz esporádicas aparições pela BRM e Surtees antes de voltar a Australia.


Larry Perkins na Brabham


Vern Schuppan

Participa de 13 GP's em 4 anos de categoria, sendo que só consegue largar em 9 deles. Pilota BRM, Ensign, Hill e Surtees, tendo nesta última, sua melhor colocação em um GP, a 7ª posição no GP de Hockenreimring na Alemanha. No pós F1, Shuppan pilotou na Indy e em Le Mans, alem de ser campeão japonês de protótipos.


Vern Schuppan na Ensign


Tim Schenken

Depois de vencer o campeonato de F3 Britânica em 68, consegue uma vaga na Frank Williams Racing para substituir Brian Redman, nos quatro GP's que disputou, conseguiu a façanha de classificar para todos eles. Em 71 é convidado de seu compatriota para pilotar a Brabham, Schenken não faz feio, e consegue um podio na Austria. Mesmo com esse resultado, Schenken opta por outro piloto-construtor, e vai paraa Surtees em 72 no lugar de Stommelen. O inicio do ano parecia promissor, quando ele chega em 5º na Argentina, mas as boas atuações param por ai. Sem equipe no inicio de 73, ele faz algumas provas de longa duração ao lado de Ronnie Peterson. Ganha os 1000 Km de Buenos Aires e de Nurburgring. No final do ano faz um freelance para Frank Williams em Mosport. Em 74 se muda para a fraca Trojan, mas só começa a correr a partir Jarama na Espanha, pois o carro não estava pronto. Na ultima prova do campeonato, Schenken ganha sua melhor chance na F1, é o 3º piloto da Lotus em Watkins Glen, mas sua prova não dura mais do que 6 voltas. Tim se aposenta alí mesmo.


Tim Schenken na Lotus

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Loucuras, humor e acasos: Zakspeed Powerboat

Certa vez, Jonathan Palmer, quando viu a cena, aproveitou para alfinetar sua ex-equipe:
"O carro é mais rápido na água"


Mecânicos da Zakspeed dando uma voltinha na raia olímpica de Montreal em 88

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O que você esta fazendo ai ? McLaren Autosport BRDC young driver of the year award

Criado em 89, este premio visava homenagear e premiar os melhores pilotos novatos do ano. Era uma parceria entre a revista Autosport e a equipe McLaren.
Alem de uma ajuda financeira, os pilotos ganham um dia de testes na equipe McLaren de F1.
Confira a lista de ganhadores:

89 David Coulthard
Talvez o mais bem sucedido dessa escolha da Autosport, correu várias temporadas pela McLaren

90 Gareth Rees
Depois de rodar por categorias menores, virou comentarista de TV

91 Oliver Gavin
Foi campeão da F3 Britânica e fez alguns testes na F1, se deu melhor nos Endurances

92 Dario Franchitti
Outro piloto bem sucedido, só que nos Estados Unidos. Chegou a vencer em Indianápolis

93 Ralph Firman
Este também foi campeão da F3 Britânica, mas conseguiu uma vaga de piloto na F1 pela Jordan

94 Jamie Davies
Outro que se debandou para as corridas de longa duração

95 Jonny Kane
Foi campeão da F3 Britânica na sequência de Gavin e Firman

96 Darren Turner
Foi para os "stocks", andou de DTM , FIA GT e BTCC

97 Andrew Kirkaldy
Outro que foi para o FIA GT

98 Jensen Button
Outro que foi para a F1. Já correu de Williams, hoje anda de Honda

99 Gary Paffett
Foi campeão da DTM e virou piloto de testes da McLaren

00 Anthony Davidson
Foi para a F1 mas penou no fundo do grid

01 Steven Kane
Corre de BTCC

02 Jamie Green
Corre na DTM

03 Alex Lloyd
Rumou para os EUA, foi campeão da Pro-Series e está na Indycar

04 Paul di Resta
Mais um que está na DTM

05 Oliver Jarvis
Chegou a testar a Ranault. Está na DTM

06 Oliver Turvey
Está bem na F3 Britânica

07 Stefan Wilson
Também esta na F3 Britânica



O primeiro a receber o premio foi Coulthard. Silverstone 90



Gavin recebeu em 93. Também andou em Silverstone



Em 95, 3 premiados: Franchitti ...



... Firman ...


... e Davies. Os testes forma em Jerez de la Frontera



Em 97, mas com o carro da temporada de 96 pintado com o patrocínio da West, Kane ...



... e Turner, receberam os premios em Silverstone



Em 99, Kirkaldy ...


... e Button andaram em Silverstone



Aqui não foi a premiação, mas é Gary Paffett testando a McLaren em Jerez de la Frontera em 06

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Eu também já estive por lá: Bobby Rahal

Bobby Rahal fez um caminho bem diferente de seus conterrâneos, saiu dos EUA e foi rumo a Europa disputar corridas contra os melhores do mundo.
O inicio de sua carreira foi no Canada na Formula Atlantic em 76, em 77 disputou o título com ninguém menos que Gilles Villeneuve. Em 78 vai para a Europa pilotar para Walter Wolf na F3 Europeia, e no final do ano, consegue a tão sonhada vaga na equipe de F1.Foram somente 2 GP's, mas Rahal estava lá.
O primeiro foi em Watikns Glen, e para um estreante, se deu muito bem. Colocando sua Wolf na 20ª posição no grid, a apenas 1,7 segundos de Scheckter, seu companheiro de equipe. Na corrida, Rahal foi bem cauteloso e chegou em 12º, mas virando no mesmo segundo que Jody, que chegou em 3º.
No outro GP da América do Norte, Rahal estava indo muito bem nos treinos classificatórios para o GP do Canada, só que, uma leve batida fez com que Rahal tivesse que usar o antigo carro da Wolf na corrida, o WR1, só que o carro tinha o número 20 na carroceria, mas como o 20 era de Schekter, a equipe fez uma improvisação para Rahal poder correr o GP.
Largando novamente de 20º, fazia uma excelente prova até abandonar com seu carro na 11ª volta.
Depois desses GP's na F1, Rahal fez uma pequena aparição na F2 e partiu de volta para seu país natal, onde conseguiu inúmero maior sucesso.

P.S. Diz a lenda que a Wolf foi buscar esse WR1 em um museu para que Rahal pudesse correr!



Bobby Rahal em Watkins Glen em 78. Corrida tranquila.



Nos treinos para o GP do Canada, ainda com o carro novo.



Depois da batida a Wolf teve que improvisar o numero "1" para Rahal correr.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Projetos não concretizados: Williams FW07E e FW08D Six Wheeler

Seguindo os passos do March 2-4-0, a Williams jogou duro na construção de seu carro de seis rodas. O resultado saiu melhor que a encomenda e o projeto foi um tremendo sucesso.
No inicio da década de 80, a vedete do momento eram os motores turbo, e a Cosworth, não desenvolvera um motor turbo que fizesse frente aos Renault e os Ferrari. Head até chegou a conversar coma Ferrari para usarem o V6 turbo da equipe italiana, mas a Ferrari disse não. restava a Williams se contentar com os Ford V8 e evoluir seus carros na aerodinâmica. Foi ai a grande sacada da Williams.
A Williams, no final de 81, jogou certo quando resolveu fazer um carro de seis rodas baseado no carro da March e não no da Tyrrell, assim, a Williams ganharia em tração nas saídas de curva, pois a área de contato dos pneus com o solo era maior, e velocidade nas retas, pois seu desenho privilegiaria um fluxo de ar com menos obstáculos. O carro contava também com um efeito solo quase perfeito, pois, as saias para canalizar o ar eram restritas ao espaço entre eixos, isso era uma vantagem para a Williams, pois o carro tinha grande entre eixos, e com a ajuda da Hewland, a transmissão foi significativamente melhorada, pois ela trabalhou junto com Roy Lane nas subidas de montanha e evoluiu bem o projeto.
O primeiro a testar o carro foi Alan Jones, o teste foi no final da temporada de 81, logo depois de sua vitória no GP de Las Vegas. Mesmo vendo que o carro era um foguete e que ele não "patinava" nas curvas, Jones não voltou atrás, e anunciou sua primeira aposentadoria para o fim do ano. Este foi o único teste de Jones no FW07E. O projeto só foi bem evoluído depois que Keke Rosberg, oriundo da Fittipaldi, se juntou a equipe no fim do ano. Já no começo dos testes notou-se como era rápido essa Williams, em alguns dias de teste o FW07E já abaixou o recorde da pista que era de Prost com sua Renault Turbo ultra rápida. Jonathan Palmer também testou o carro, primeiro foi em Silverstone com o piso molhado, depois foi para a França testar na pista, curta e estreita, de Croix-en-Ternois.
Mesmo sendo um carro adaptado, a Williams FW07E mostrou muito resultado. Patrick Head e Frank Williams seguiram com o projeto e lançaram um carro especialmente feiro para andar com seis rodas, era o FW08 (posteriormente iria-se introduzir a denominação "D").
Este carro sim, foi um verdadeiro estouro, logo nos primeiros teste, ele aniquilou o recorde da pista de Donnington com Rosberg ao volante. A equipe chegou até a anunciar Jacques Laffite para pilotar o carro, mas a FIA, vendo tamanha superioridade, baniu os carros de 6 rodas a partir de 83. Foi o fim deste super carro na F1.
Mais de 10 anos depois, o FW08D deu de novo suas caras, foi em na edição de 94 do Goodwood Festival of Speed, com Jonathan Palmer ao volante, esse Williams bateu o recorde do circuito e foi direto para o museu do festival, onde se encontra até hoje.



Jones foi o primeiro a andar no carro, ...



... mesmo vendo que o carro era um foguete, resolve aposentar



Detalhe do duplo eixo trasiro da Williams FW07E



Quem mais andou na FW07E foi Rosberg...



...com sua ajuda ele elevou o carro a um outro patamar



Em 82, já com o novíssimo FW08, Frank Williams chega a conversar com Laffite, mas ...



... com os "temporais" cravados por Rosberg em Silverstone e Donnington, a FIA proíbe as 6 rodas



Jonathan Palmer batendo o recorde do circuito de Goodwood em 94



Detalhe do duplo eixo traseiro da Williams FW08D