segunda-feira, 11 de agosto de 2008

País da F1: Pilotos Austríacos

Uma grande sina recai sobre os ombros dos pilotos autríacos: Os acidentes
Mesmo tendo dois campeões mundiais, Jochen Rindt e Niki Lauda, a Austria é berço dos pilotos mais, se é que se pode se dizer, azarados da história.
Acompanhe a história de glóirias e infelicidades desses pilotos.

Gerhard Berger

Grande piloto autríaco.
Começou sua carreira pela ATS em 84, passa pela Arrows e Benetton, mas foi pela e Ferrari e McLaren que Berger mostrou todo seu talento. Foi duas vezes 3º colocado no mundial (88 e 94) de pilotos, em ambas pela equipe italiana. Encerrou sua carreira de volta a Benetton em 97, foi lá que ele obteve sua última de suas 10 vitórias.


Gerhard Berger na Benetton

Momento Trágico

Foi no GP de San Marino da Itália em 89, Berger perdeu o controle de sua arisca Ferrari e bateu violentamente contra o muro na curva Tamburello. Após o acidente sua ferrari começou a pegar fogo mas Berger, milagrosamenete, conseguiu escapar. As sequelas foram suas mãos queimadas.


Sua Ferrari em chamas logo após o acidente


Harald Ertl

Quase
sempre se mantendo em posições intermediárias no grid, Ertl foi um piloto mediano.
Estreou pela Hesketh em 75. Um fato curioso de Ertl, foi de, tentar e falhar na classificação para o GP de Monza em 78 usando dois carros de equipes diferentes, a Ensign e ATS.



Harald Ertl na ATS

Momento Trágico
Em 82 quando estava se preparando para correr na Renault 5 Turbo Cup, Ertl morre em um acidente aéreo na Alemanha. Ele viaja com toda sua família para sua casa de veraneio.


Modelo de avião no qual vitimou Ertl


Helmut Marko


Obteve maior sucesso nas corridas de Le Mans, onde foi campeão junto com van Lennep no famoso Porsche 917K Martini. Na F1, correu 9 corridas com um BRM e não marcou nenhum ponto, seu melhor resultado foi um 8º lugar na corrida de Mônaco em 72.


Helmut Marko na BRM

Momento Trágico

Nas primeiras voltas do GP da França de 72, um carro que vinha a frente de Marko, levanta uma pedra com os pneus e esta vai direto no capacete de Marko. Ele fica instântaneamente cego de seu olho esquerdo. Seu futuro no automobilismo se encerra por ali.


Capacete de Marko após a pedrada


Helmuth Koinigg

Curtíssima passagem de Koinigg pela F1. Tentou se classificar com a Brabham da Scuderia Finotto no seu GP caseiro em Österreichring 74, mas não conseguiu. No final do ano, consegue uma vaga na Surtees, mas...


Helmuth Koinigg na Surtees

Momento Trágico

No início da prova de Watkins Glen nos EUA em 72 , Koinnig escapa em uma curva e sua Surtees vai de encontro aos perigoséssimos guard-rails do circuito. Koinnig é decapitado instântaneamente.


Morte trágica de Koinigg, ele foi decapitado


Jo Gartner

Piloto de futuro da Austria. Gartner começou na F1 em 84 pela equipe Osella, e já no seu primeiro GP arrebentou, correu muito bem até seu motor Alfa ir as "cucuias". Em Monza chega em quinto, mas não pontua para a equipe pois, a Osella, só tinha inscrito um carro para a temporada.


Jo Gartner na Osella

Momento Trágico

Na Madrugada das 24 horas de Le Mans de 86, o Porsche de Gartner tem problemas na Mulsanne, seu carro bate violentamenete contra o guard-rail e faz o carros ricochetear de um lado para o outro. Jo Gartner morre no local.


Gartner momentos antes da largada


Jochen Rindt

Jochen foi um dos maiores pilotos de todos os tempos. Estreia em 64 com uma Brabham particular, de 65 a 68 corre pela Cooper e Brabham, mas é a partir de 69 que sua carreira deslancha, pela Lotus, consegue sua primeira vitória e termina em 4º o mundial.
Em 70, teve como companheiro de equipe o brasileiro Emerson Fittipaldi e com sensacionais atuações, é campeão com 4 vitórias no ano.


Jochen Rindt na Lotus

Momento Trágico

Durante os treinos do GP Monza em 70, Rindt, para ganhar maior velocidades em reta, remove seu aerofólio traseiro. Por causa disso e de problemas nos freios, nas voltas finais do treino, Rindt perde o controle de sua Lotus antes do contorno da curva Parabólica e vai de encontro as barreiras. Como sua Lotus tinha formato de cunha, seu carro entrou de baixo do guard-rail matando quem seria o único campeão postumo da F1.


Exato momento da batida de Rindt


Karl Wendlinger

Estreiou na categoria no final do ano de 91, onde já participava da equipe
sauber de protótipos e da F3000.
Em 92 pela March, consegue seus primeiros pontos na F1, em 93 se muda para a Sauber onde continua sua evolução. Em 94, Karl pontua em 2 dos 3 primeiros GP's do ano, até...


Karl Wendlinger na March

Momento Trágico

... o GP de Mônaco. Tentando se manter firme na tábua de classificação, Karl bate violentamente no "S" da saida do túnel. Ele sofre uma grande pancada na cabeça. É levado inconsciente para o hospital, onde ficaria em coma por alguns dias. Wendlinger voltaria em 95 para a F1, mas sem o mesmo brilho.


Atendimento médico a Wendlinger em Mônaco


Niki Lauda

O maior piloto austríaco de todos os tempos. Esse é o tricampeão mundial Niki Lauda.
Lauda estreou na F1 em 71 pela March. Mas é na Ferrari que Lauda começa suas glórias. Em 74 consegue suas primeiras vitórias. Em 75 é campeão com dominio absoluto do ano. Provavelmente seria campeão em 76 não fosse o gravíssimo acidente em Nurburgring, fica com o vice por 1 ponto de diferença de Hunt. Em 78 e 79 tem uma passagem pela Brabham e anuncia sua aposentadoria. Mas em 82, a convite da McLaren, Lauda vai para o time inglês, e é lá que ele consegue o tão sonhado tri. Vence o campeonato de 84 por meio ponto. Se aposenta definitivamente da F1 em 85.



Lauda na McLaren

Momento Trágico

Durante a segunda volta do GP da Alemanha em Nurburgring em 76, a suspensão de sua Ferrari quebra, fazendo com que seu carro bata violentamente no muro e começe a pegar fogo. Preso nas ferragens, os assistentes de pista tem dificuldades de tirar Lauda das chamas. Ele sai com graves queimaduras pelo corpo e chega a receber a extrema unção no hospital.


Desespero dos fiscais e de Brett Lunger para tirar Lauda do carro


Roland Ratzenberger

Outro piloto autríaco com uma curtíssima carreira na F1. Ratzenberger estreou pela Simtek em 94. Com uma verdadeira cadeira elétrica nas mãos, Roland só conseguiu classificação para um GP, o do Pacifico. Fez somente esta corrida na carreira.


Roland Ratzenberger na Simtek

Momento Trágico

Fim de semana dos mais tenebrosos da F1. Nos treinos de qualificação para o GP de San Marino, A Simtek de Ratzenberger, com problemas na asa dianteira, bate violentamente na curva Villeneuve vitimando mais esse austriaco.


Simtek e seu fraquissimo chassi, a vulnerabilidade causou sua morte

domingo, 10 de agosto de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Thierry Boutsen, Roberto Guerrero, Huub Rothengatter e John Watson na McLaren

Mais um teste coletivo da Mclaren no final da década de 70 e inicio da de 80.
Já tivemos Luyendyk testando em 79, em 81 tivemos Tassin, Boesel e Palmer, em 83, Senna, Bellof e Brundle. A sessão de hoje é com os pilotos: Thierry Boutsen, Roberto Guerrero, Huub Rothengatter e John Watson.
O teste aconteceu em Silverstone na Inglaterra. Era mais um dos testes de inverno de 80 e os pilotos testaram a M29C.
Huub Rothengatter a época era piloto de F2 européia, e só viria a estrear oficialmente por uma equipe de F1 em 84 pela Spirit.
Roberto Guerrero foi vicecampeão de F3 britânica em 80, perderia o título para Stefan Johansson (Johansson estava em Silverstone neste dia, mas só viria a pilotar uma McLaren um ano depois). Na F1, Guerrero só estrearia em 82 pela Ensign.
Thierry Boutsen tambem foi vicecampeão em 80, mas desta vez da F3 Européia, ele perdera o título para Michele Alboreto.
John Watson já era um experiente piloto e já era oficial da McLaren, provavelmente foi ao teste para dar parâmetro aos dirigentes da equipe.

Os tempos foram:
1'14"90 Roberto Guerrero
1'15"30 Huub Rothengatter
1'15"40 John Watson*
1'16"40 Thierry Boutsen

*Watson deveria estar testando sem forçar muito o carro ou com o tanque cheio.

Alem de Johansson, compareceram ao teste Siegfried Stohr, Beppe Gabbiani e Eje Elgh, mas não testaram.



Esse foi o primeiro contato de Boutsen com um F1



Assim como seu compatriota Luyendyk, Rothengatter testa a McLaren


O colombiano Roberto Guerrero se dá bem, faz o melhor tempo nos testes



Watson apenas "cumpre a tabela" pela McLaren

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Emmo Fittipaldi na Ferrari?, Carlos Reutemann na McLaren?, James Hunt na Ferrari?, Niki Lauda na Ligier e na Fittipaldi?

Hehehehe, mas só de brincadeirinha!!
Numa época em que a F1 era muito mais "aberta", vários pilotos iam a outros boxes, conversavam entre si, falavam que o carro não ia bem nessa ou naquela curva, davam palpites no acerto do carro. Era uma época bem diferente das atuais. Eles até brincavam de guiar outras equipes, como é o caso do Emerson Fittipaldi na Ferrari em Monaco 74, Carlos Reutemann na McLaren, James Hunt na Ferrari em 76, Niki Lauda na Ligier e na Fittipaldi em Zandvoort 77.
Mesmo só sendo para brincar e tirar sarro um do outro, aposto que esses pilotos deram uma olhadinha mais afundo nesses cockpits!
Lembram de mais alguns destes casos?



Emerson brincando de Lauda em Monaco



Carlos Reutemann dando uma de Mass



Lauda parecia ser o bobo da vez. Aqui Hunt tira uma casquinha de sua Ferrari



Lauda "revidando" as invasões. Aqui, dando o troco em Emerson e ...



... no mesmo dia entrando na "Ferrari azul" da Ligier



Bons e divertidos tempos esses hein?,os patreocinadores é que não gostavam muito


O que você esta fazendo ai ?: Gil de Ferran e Alain Prost na Williams

Gil de Ferran é um daqueles pilotos que mereciam correr na F1.
Gil era o atual campeão da F3 britânica e era uma das esperanças brasileiras no automobilismo. Este teste aconteceu em Silverstone no dia 11 de Novembro com o carro do campeão do mundo, Nigel Mansell. Neste teste, Gil teve um convidado ilustre ao seu lado, era o futuro piloto da Williams, Alain Prost, que em 92, ficou sem equipe para correr.
Prost foi o primeiro a dar umas voltas no circuito, ele marcou em pista molhada o tempo de 1'45''00, meio segundo mais rápido que de Ferran, o que era muito bom para o brasileiro, pois estamos tratando de um tricampeão mundial.
Prost seguiu testando a Williams durante o restante do ano de 92, e foi efetivado em 93. Já de Ferran foi disputar o campeonato de F3000 em 93 para Paul Stewart.
Em 93 de Ferran fez outro teste na categoria, você sabe qual foi? "Post" deste tal teste semana que vem.




Alain Prost no seu retorno a categoria, se deu melhor que o brasileiro



Este era o primeiro contato do brasileiro com um F1, ...



... andou bem, ficou apenas a meio segundo atrás do francês, ...



... que ao final de contas foi uma boa marca.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Andarilho: Michele Alboreto

Grande piloto italiano, morreu fazendo o que gostava. Pilotar carros
Michele Alboreto desde que começou a pilotar, nunca mais parou, sempre que tinha tempo estava metido em uma corrida, seja de F1, carros esporte, turismo, formula Indy.
Em 14 anos na categoria, trocou de equipe 8 vezes, obteve 5 vitórias e foi vice campeão do mundial brigando de igual para igual com Alain Prost em 85.
Acompanhe suas trocas de equipe.


Faz sucesso em suas primeiras temporadas, de 81 a 83 na Tyrrell, obtêm 2 vitórias



De 84 a 88 na Ferrari, Alboreto tem seu ápice na F1. Não fosse a consistência de Prost, poderia ser campeão em 85



De volta a Tyrrell em 89, faz 6 GP's e consegue um pódio



Ainda em 89, se muda para a Larrousse. Vai mal, mas com esse carro ninguém faz milagre



Em 90 se muda para a Arrows, passa o ano zerado.



Em 91, a Arrows muda para Footwork, em 92, faz alguns pontos.



Sofre na Lola em 93



No final de carreira, se muda para a Minardi em 94, consegue marcar seu último ponto na categoria

domingo, 3 de agosto de 2008

GP's históricos: Espanha 1975

Este foi mais um trágico grande premio da Formula 1
O campeonato antes do GP da Espanha em Montjuich Park, vinha bem equilibrado. Em três corridas, três ganhadores diferentes e o Brasil tinha o líder e o vice-lider do campeonato a essa altura: Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace.
Mesmo sabendo de alguns problemas na segurança da pista, a FIA fez vista grossa para checagem do circuito, a prefeitura de Barcelona prometeu concluir todas as exigências a tempo do GP. Chegando os treinos livres de sexta feira, os pilotos logo perceberam algo estranho na pista. Alguns Guard-rails estavam praticamente soltos, não segurando sequer um esbarrão mais forte, o palco para confusão estava armado. A GPDA ( Grand Prix Drivers Associantion) se reuniu exigindo obras imediatas no circuito sob a ameaça de não irem para a pista. Com pressão dos patrocinadores e dos organizadores do GP, alguns pilotos que não faziam parte da GPDA resolveram sair dos boxes e treinar. Ickx, Brambilla e Hunt foram os primeiros, depois seguiram mais alguns.
Finalmente uma solução, os administradores do circuito interviram a tempo e iniciaram uma obra para fixação dos guard-rails, só que precisava de muita mão de obra para realizar o serviço, problema? não! as equipes mandaram alguns mecânicos que ficaram a cargo de martelar e parafusar.
Sábado de manha, o circuito parecia melhor, mas mesmo assim alguns pilotos ainda relutavam em correr, encabeçando este grupo esta Emmo Fittipaldi. Depois de muita discussão e ânimos aflorados, os pilotos decidem correr. O GP vai acontecer!
Um após o outro, os pilotos vão a pista, mas Emerson se negava a correr. Sob grave punição se desobedecesse as ordens do patrocinador, Fittipaldi da algumas voltas bem lentamente no circuito alegando problemas no carro. Ele não se classifica para o GP.
A Ferrari domina os treinos e coloca Lauda e Regazonni na primeira fila, seguido por Hunt e Andretti.
Começa a corrida. Logo na largada, confusão, a Parnelli de Mario Andretti da um leve toque na Ferrari de Niki Lauda, fazendo-o bater contra o Guard-rail, mas não antes de levar seu companheiro de equipe Clay Regazonni junto. Regazonni mesmo com o bico quebrado e o pneu furado consegue levar seu carro ao Pit. Se unindo a Emerson, Arturo Merzario e Wilson Fittipaldi dão somente 1 volta e recolhem seus carros para os boxes em forma de protesto.
Com o bate bate da largada, Hunt e sua Hesketh se aproveitam do momento e partem para a ponta, mas não por muito tempo. A sina do primeiro colocado bater continua, um por um eles vão saindo da prova, depois de Hunt abandonar foi a vez de Andretti, que tinha tudo para vencer não fosse a traiçoeira pista espanhola. Na volta 17, Rolf Stommelen com sua Embassy Hill novinha se viu na ponta do GP, mas seguido de perto pela Brabham de Pace, a pressão continuou volta apos volta ate a 26, foi quando a tragédia acontece. Em uma parte de altíssima velocidade do circuito, a rasante, o novo suporte de fibra de carbono da asa traseira da Hill se quebra, provocando o total desprendimento da asa traseiro do carro, justamente no ponto onde os carros precisavam de maior pressão aerodinâmica para não decolar. Pace não conseguiu desviar a tempo e viu de camarote Stommelen voar sobre os Guard-rails e ir para cima de um posto de bombeiros, 3 deles morrem instantaneamente como violentíssimo choque a mais de 250 km/h. Sobrou tambem para um fotografo que ficava a beira da pista. Com o impacto, os fios de comunicação se romperam, e os comissários não tiveram como avisar o acontecido rapidamente para a direção de prova, resultado, a prova só foi parada depois de aproximadamente 10 minutos depois do acidente. Sabendo do acontecido, a direção de prova imediatamente dá a bandeira vermelha interrompe a prova. Além de 4 mortes no local, o acidente feriu varias pessoas, uma delas morreria dias depois em um hospital da região. Stommelen incrivelmete escapa vivo do acidente,mas com muitas dores e fraturas, fica esperando atendimento médico local dentro de sua Hill retorcida.
Com a prova encerrada antes de seu fim,os pilotos receberam metade dos pontos da prova. A vitória foi herdada por Jochen Mass, companheiro de Emerson. Ickx de Lotus e Reutemann de Brabham completam o pódio. Menção honrosa para Lella Lombardi, ela se tornou a única mulher a marcar ponto na F1 chegando em sexto.
Com um fim de semana tão trágico como este. A bela Montjuich nunca mais sediaria uma prova da categoria.



Carros chegando ao belo parque de Barcelona



Rolf Stommelen, do ceu ao inferno em 1 segundo. Precentindo algo?



Lauda foi pole, mas passou o GP empurrando sua Ferrari, antes ...



... e depois da largada.



Hunt se aproveita da bagunça da largada e parte para a ponta



Merzario junta-se a Fittipaldi em protesto, dá somente uma volta, ...



... assim como Wilson Fittipaldi



Andretti tinha tudo para ganhar mas bateu quando liderava, mesmo assim fez a melhor volta da prova



O novo GH1 de Stommelen não resistiu a Montjuich e causou o gravíssimo acidente



Stommelen e destroços. O alemão teve muita sorte a mais de 250Km/h



Jochen Mass herdou a sua única vitória na carreira



O belga Ickx levou sua Lotus ao segundo posto ...



... e Reutemann fechou o podio



Menção honrrosa para Lella Lombardi, mesmo largando da última fila consegue marcar ponto



Video do acidente com Stommelen



"Melhores" momentos do GP

O que você esta fazendo ai ?: Raul Boesel, Jonathan Palmer e Thierry Tassin na McLaren

O que Boesel, Palmer e Tassin tiveram em comum?
Este trio lutava com unhas e dentes pelo campeonato britânico de F3 em 81. Este campeonato foi o primeiro de cinco anos (81-85) patrocinado pela industria tabagista Marlboro, como premio, os 3 primeiros pilotos do campeonato tinham direito a um teste com a equipe McLaren de F1.
Pois bem, este teste ocorreu em Silverstone na temporada de inverno europeu em 81. A ordem de melhores tempos respeitou a posição final do campeonato da F3, com Palmer na frente,seguido por Boesel e Tassin, confira os tempos:

1'14"6 Jonathan Palmer
1'14"8 Raul Boesel
1'14"9 Thierry Tassin

Palmer e Boesel conseguiram uma vaga na F1 nos anos seguintes, mas, e o Tassin?
Tassin foi escalando degraus muito lentamente em sua carreira, ainda estava na F3000 em 87.
Depois disto ele seguiu uma curta carreira nos carros de turismo e após sua carreira automobilística, virou comentarista de tv.




Palmer foi o campeão da F3 Britânica em 81...



... mas na F1 não mostrou muita coisa. Fez o melhor tempo do teste



Boesel teve uma carreira meteórica. Foi vicecampeão da F3



Virou o tempo de 1'14"8



Tassin foi o mais lento do teste



Sua aventura na F1 começou e acabou ali

sábado, 2 de agosto de 2008

Projetos não concretizados: Ferrari 639

A Ferrari tinha dinheiro para gastar no inverno (hemisfério Norte) de 88, tinha uma penca de pilotos a disposição e uma boa equipe técnica por trás de tudo, estava armado o palco para um grande carro.
Com a saída dos motores turbo marcada para o fim de 88, a Ferrari tentou dar salto à frente da Honda (dominadora dos últimos anos da era turbo) e fez um carro laboratório para se adequar ao novo regulamento, a Ferrari 639. Esta Ferrari acabou sendo o primeiro carro inteiramente produzido desde que o Inglês John Barnard chegou a equipe. Oriundo da McLaren campeã de Lauda e Prost, Barnard ficou com o cargo de diretor técnico da Ferrari.
Esta Ferrari foi exaustivamente testada durante o ano de 88 por Roberto Moreno e Dario Benuzzi nas pistas de Fiorano e Balocco na Itália. Quando sobrava tempo, Gerhard Berger também pegava o volante.O maior problema encontrado pela Ferrari 639 foi cambio de 7 marchas automático, ele constantemente dava problemas durante os testes, os pilotos Benuzzi e Moreno, não conseguiam dar 10 voltas sem quebrar o cambio, relatos mais tarde revelaram que o problema esta na parte magnético do cambio automático. Com tantos problemas, a Ferrari chegou a usar o cambio 6 marchas do motor turbo da atual temporada para desenvolver a parte aerodinâmica do carro, este incumbência ficou a cargo de Moreno. Os problemas só começaram a ser resolvidos com a chegada do fim do ano e o término da temporada de 88, em Novembro, Moreno quebro o recorde da 639 em Fiorano, mas desta vez ele usou um cambio de 6 marchas automático. Outro aspecto a ressaltar na Ferrari 639 era seu motor, deixando os turbo para trás, a Ferrari voltou a usar seus famosos V12. Com o codinomeAtmospheric”, esse motor apesar de grande e pesado, era bem potente e emitia um magnífico som! Com a chegada de 89, Nigel Mansell veio para reforçar o time para a temporada de 89, mas ele ainda teve tempo para testar a 639. Quem também testou a Ferrari foi o italiano Gianni Morbidelli. Com a temporada por começar, a Ferrari decidiu usar um cambio semi-automático para temporada e um novo conjunto aerodinâmico com novas entradas de ar. Com tantas modificações no carro original, a Ferrari mudou o nome do carro para 640, e foi com este carro que ela disputou a temporada de F1. Hoje esta Ferrari se encontra no museu de Maranello junto com outras preciosidades da escuderia, como por exemplo, a Ferrari 637 que tentou se aventurar na Indy.

Comparações melhores tempos na pista de Fiorano com a Ferrari 639 V12:
1'09"52 Dario Benuzzi
1'08"54 Roberto Moreno
1'08"56 Gerhard Berger

Último teste coletivo de 88 Melhores tempos na pista de Jerez de la Frontera:
1'22"39 Alain Prost McLaren Mp4/4B Honda
1'23"47 Emanuele Pirro McLaren Mp4/4B Honda
1'23"74 Mauricio Gugelmin March 881 Judd
1'23"92 Alessandro Nannini Benetton B188 Ford
1'24"18 Gerhard Berger Ferrari 639
1'24"29 Thierry Boutsen Williams Fw12 Judd
1'24"72 Ivan Capelli March 881 Judd
1'25"00 Riccardo Patrese Williams Fw12 Judd
1'25"17 Gerhard Berger Ferrari F.1/87-88C turbo
1'27"96 Gary Brabham Benetton B188 Ford
1'28"30 Aguri Suzuki Zakspeed Zk881 Yamaha
1'29"26 Johnny Dumfries Benetton B188 Ford
1'29"40 Roberto Moreno Ferrari F1/88A "ibrido"



Dario Benuzzi em Fiorano, cena comum em 88



Roberto Moreno seria campeão da F3000 em 88, aqui ele testa em Setembro



Entre uma corrida e outra Berger arruma tempo para evoluir a 639



O ainda garoto Morbidelli, tambem testou a Ferrari



Vindo da Williams, Mansell ainda conseguiu andar na 639 no inicio de 89