segunda-feira, 14 de julho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Stirling Moss, Pierluigi Martini, Ivan Capelli e Davy Jones na Brabham

Este seria mais um dia de testes da equipe Brabham se não tivesse um ilustre convidado. Em Agosto de 83 a Brabham levou seu carro a Brands Hacth para testes, de pilotos foram: Ivan Capelli, a jovem promessa italiana que estava detonando da F3 italiana, Pierluigi Martini, o futuro campeão da F3 europeia em 83, Davy Jones, o americano ainda menino de 19 anos, que, anos mais tarde quase ganharia as 500 milhas de Indianápolis e Sir Stirling Moss, o incrível piloto bretão tetra vice campeão da F1.
O teste era na pista curta de Brands, Moss, andando com seu capacete clássico dos anos 50, marcou seu recorde nesta versão do circuito.
Acompanhe os tempos dos 4 pilotos:
Martini: 41"75
Capelli: 43"30
Jones: 43"36
Moss: 46"90



Davy Jones bem que tentou entrar na F1. Se deu melhor nos EUA



Ivan Capelli se tornaria campeão da F3 italiana, F3 europeia e F3000 antes de estrear na F1 em 85 pela Tyrrell



Fazendo o melhor tempo no teste, Martini estrearia na F1 no ano seguinte substituindo no GP da Itália o futuro piloto da Lotus, Ayrton Senna



Depois de 22 anos parado, Moss volta a guiar um F1...



... faz o pior tempo dos testes, mas ...



... bate seu recorde pessoal da pista



Martini e Capelli dando uma de fã

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Andarilho: Jacky Ickx

Este foi mais um dos grandes pilotos da história que não tiveram um título na F1. O belga Jacky Ickx rodou muito pela F1, sempre mantendo bons resultados e sendo competitivo. Em paralelo à F1, Ickx corria as 24 Horas de Le mans. Corrida esta que se sagrou Hexa-campeão. Na F1, Ickx correu de 67 à 79, nestes 12 anos, mudou de equipe 10 vezes. Dois fatos marcaram sua vida após a saída da F1. Em 84 ele era o diretor da conturbada corrida de Monaco e, no ano seguinte, pelo mundial de marcas, foi o envolvido no acidente que vitimou o futuro piloto da Ferrari e antigo companheiro de equipe, Stefan Bellof. Ickx encerraria sua carreira automobilística no final daquele ano.



Pela Cooper em 67, o belga já começou arrasando. Em sua primeira corrida na categoria já marca 1 ponto



Em 68 se muda para Ferrari. Naquele ano faz a "temporada europeia" magistral. Fica em 4º no mundial



Pela Brabham em 69, o belga brilha de novo e conquista o vice campeonato



De volta para a Ferrari em 70, Ickx só perde o campeonato daquele ano para o Mágico Rindt



Faz duas corrida pela McLaren em 73. Consegue um pódium



Ainda em 76, faz uma corrida pela Williams, Chega em 7º



Corre dois anos na Lotus em 74 e 75...



...se muda para a Wolf em 76...



... faz boas atuações na Ensign em 76 e 78 e...




... encerra sua carreira na Ligier em 79 marcando 3 pontos

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Alain Prost na Ligier?

Sim e não. Calma, já explico.
O já então piloto francês da Ligier, Jacques Laffite, foi a um teste rotineiro em Paul Ricard na França, e, por algum motivo desconhecido,ele esquece seu capacete, mas, seu compatriota, Alain Prost, estava no circuito e emprestaria seu capacete para Lafitte treinar no JS15. Na ironia do destino, 12 anos depois do ocorrido, Prost testaria a Ligier JS37 de verdade. Em 92, o desempregado Prost, estava a procura de uma equipe para a temporada, e só restava a Ligier para o Françês. Guy Ligier bem que tentou, mas Prost refugou a proposta de correr em 92. Outro fato curioso é que em 2 dias de teste com a Ligier, Prost usou dois capacetes, no primeiro dia usou o capacete do já piloto da equipe e tambem Francês, Erik Comas.



Jaques Laffite testando a Ligier JS15 em Paul Ricard 80 ...



... com o capacete de seu compatriota Alain Prost



Em 92, Alain Prost testou a Ligier ...



..., no primeiro dia de testes, o capacete era de Erik Comas, ...



... já no 2º, seu casco clássico estava de volta

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Adrian Newey ,Jochen Mass, Derek Daly, John Watson e Allard Kalff na Williams

Grande festa na Williams! Era a comemoração do título de construtores e de pilotos em 93. Grandes nomes do automobilismo mundial do teste realizado em Paul Ricard. O clima foi mais de descontração do que tudo. Não tenho informação sobre todos os tempos, e nem foto de todos os pilotos do teste, mas já dá para ter uma noção como foi esta festa!

Pilotos:
Allan Kallf
Adrian Newey
Bernard Dudot
Denis Chevrier
Derek Daly
Jean Ragnott
Jochen Mass
John Watson
Kelvin Burt
Kenny Bräck
Patrick Head



O comentarista da Eurosport Allan Kalff vira em 1min07s10



Derek Daly lembrando os velhos tempos da Williams



John Watson dando umas voltas



O alemão Jochen Mass de volta em depois de 11 anos parado. Ele faz o tempo de 1min07s80



O construtor do FW15, Adrian Newey

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Andarilho: Eddie Cheever

Piloto Ítalo-Americano, nascido em Phoenix mas criado em Roma, Eddie Cheever foi um verdadeiro andarilho não só na F1, mas em outras categorias do automobilismo mundial. Na F1, correu 11 anos por 9 equipes diferentes, conseguiu 9 pódiuns sem ganhar nenhuma corrida e sem fazer nenhuma pole, acompanhe a trajetória na F1 deste piloto multi-uso do automobilismo mundial.



Ainda disputando a Formula 2, Cheever estria na F1 pela Theodore ...



... e pela Hesketh, em 3 GP's de 78, não consegue qualificação em nenhum deles
[Colaboração pela foto: Speeder_76]



Em 80, estreia sua primeira temporada completa. Amargura péssimos resultados



Em 81 pela Tyrrell, cheever marca seus primeiros pontos. Chega em 4º no GP da Grã-Bretanha



Pela Ligier em 82 consegue mais bons resultados, especialmente nos GPs americanos onde consegue dois pódiuns



Na Renault, em 83, como companheiro de Prost, faz 4 pódiuns, um deles é o 2º lugar no GP do Canadá



Em 84/85 Cheever se muda para a Alfa, seus resultados pioram com o passar do tempo




Em 86, substituiu o machucado Patrick Tambay na Lola Hass nos EUA.



Na Arrows, Cheever encerra sua carreira na F1 com resultados nada mais que medianos. Conquista seus dois últimos pódiuns nos EUA e na Itália.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Conheça a pista: Imola - ITA

Na verdade, Imola é a cidade, o nome do Autódromo é Enzo e Dino Ferrari.
Sediando o GP de San Marino desde 80, Imola é uma das mais clássicas pistas de F1, foi palco de grandes batalhas dentro e fora das pistas, mas infelizmente esta pista é mais lembrada pelos graves acidentes ocoridos ai. Em 87 Piquet de Williams bate na Tamburello, dois anos depois a Ferrari de Berger pega fogo depois de bater nesta mesma curva, em 91 a Footwork de Alboreto dá uma pancada no muro da Tamburello em testes de inverno, e, tragicamente em 94, 3 graves acidentes em Imola, Barrichello foi o primeiro, ele quebrou o braço depois que sua Jordan alçou vôo em uma zebra na Rivazza, os dois últimos foram mais graves ainda, o austríaco Roland Ratzenberger morreu depois que sua Simtek bateu violentamente no muro da curva Villeneuve e Ayrton Senna morreu em um hospital Bolonha depois que sua Williams bate na Tamburello em 1 de maio de 94. Depois destes graves acidentes, o circuito de Imola foi bastante modificado, em curvas como a Tamburello por exemplo, foram criadas chicanes para diminuir a velocidade dos carros.
Para tentar voltar a F1 (o GP está fora desde 06), Imola passa hoje por uma serie de reformas, a maior delas é na parte do Pit-Lane, que será totalmente recontruído.



Imola depois das mudanças de 94



Vá de carona com a Arrows de Eddie Cheever pelo circuito de Imola

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: James Hunt na Williams

Um campeão do mundo não poderia ter um final desses, mas teve.
Hunt levou o titulo do mundial de pilotos para casa em 76 quando ainda era piloto da McLaren, mas seu final de carreira foi lamentável. Sofrendo na fraca Wolf, Hunt se aposenta antes do final da temporada de 79. A partir daí as coisas só foram piorando para ele, caiu no alcoolismo, tinha se separado da mulher e sofria de uma grave depressão. Murray Walker, narrador da BBC até tentou ajuda-lo, o convocou para ser o comentarista nos GP's de F1, mas essa não era sua profissão, ele era piloto e tinha que dar a volta por cima. Sua vida no final dos anos 80 melhorou, ele largara e álcool e tinha parado de fumar, até pensou em voltar para a F1.
Esta ocasião foi na França em 89, o circuito era Paul Ricard e o carro e era a Williams FW12, mas já com uma idade bem avançada, vê que não teria vez nesta F1 mesmo tendo marcado bons tempos. Hunt morreria em 93 anos de ataque cardíaco.



James Hunt na Williams FW12 em Paul Ricard 89

sábado, 28 de junho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Ayrton Senna e Stefan Bellof na McLaren

Aproveitando o ensejo da reportagem do GP de Mônaco 84, lembrei que tinha essas fotos guardadas, era os dois juntos, Bellof e Senna, testando em Silverstone 83. Quem andou junto com eles foi outro piloto que ficou marcado neste GP, era Martin Brundle. A McLaren não estava testando exatamente os mesmos carros, os dois eram o MP4/1C, mas eles tinham uma pequena diferença. Senna pilotou o carro de Watson, já Bellof testou o de Lauda. O carro de Senna era mais atual, por isso, era mais rápido cerca de 2 a 3 décimos.
Não seria a primeira vez de Senna, visto que ele já esteve em um carro de F1, foi a Williams em Donnington Park meses antes, já Stefan estreava em um F1.
Na primeira parte do dia Senna virou 1:14,3s e Bellof 1:14,6s. Na parte da tarde, Senna com pneus novos viraria 1:13,9s. Tempos bem próximos em se tratando de pilotos pouco experientes.
Mas, na McLaren, nem Senna nem Bellof, o escolhido foi Alain Prost.
Seria interessante ver Ayrton e Stefan juntos em uma equipe de ponta.



Senna foi mais rápido em Silverstone ...



... mas Bellof o seguiu de perto

sexta-feira, 27 de junho de 2008

GP's históricos: Mônaco 84

Na seção GP’s Históricos de hoje, reviveremos o fantástico GP Monaco de 84.
Este foi mais um dos Gps monegascos confusos, muita chuva e confusão, dentro e fora da pista.
Neste GP o mundo viria um franzino latino americano aniquilando todos seus concorrentes.
Este era ninguém mais, ninguem menos que Ayrton Senna.

“Se me deixarem sozinho, com certeza me perco”

Senna dizendo como era difícil e complicado se adaptar as estreitas e sinuosas ruas do principado de Mônaco.
De modo excepcional, o GP de Mônaco começa tradicionalmente suas atividades na Quinta-feira, com o treino não oficial. Senna, querendo aprender o traçado, anda bem lentamente nas primeiras voltas, mentalizando cada curva, cada freada, cada lombada do circuito, processando cada informação como se fosse um computador, para ver onde conseguiria tirar milésimos de segundo vitais para melhorar seu tempo, para ver o máximo que era possível tirar de sua Toleman. Depois do processamento de dados, Ayrton parte como um raio pelo circuito, engolindo cada reta, raspando o pneu em cada curva, fazendo “miséria” com o carro:

“Tirei cada fino que só vendo. Andei raspando não sei quantas vezes no guard-rail. Tanto que até o número pintado no meu pneu sumiu.”

No treino oficial de Sábado, Prost na Pole, Mansell em segundo.
Tirando o máximo de seu carro, Senna consegue apenas a 13ª colocação. Seu companheiro de equipe, o venezuelano Johnny Ceccoto foi apenas o 18º. Nos momentos finais do treino, Martin Brundle da Tyrrell, bate com violência nos “esses” da piscina interrompendo a classificação.
Mas, no Domingo, o tempo reservaria uma agradável surpresa para a equipe Toleman.
Raios e trovões, era esse o tempo na manhã de Domingo em Mônaco. Muito se temia em termos de segurança para os pilotos. O dia começa tenso. Na F3, corrida que antecede a F1, John Nielsen destrói seu carro nos muros do principado, fazendo com que a prova fosse interrompida por algum tempo.
A pilotagem na chuva em Mônaco não aceita erros.
Sem dinheiro para pagar um bom contrato de Pneus, a Toleman teve que comprar os pneus Michelin da safra anterior, a de 83, defasados na pista seca, mas excelentes no molhado. Quando viram a chuva, a McLaren se desesperou, pois a Michelin só trouxe pneus safra 84 para a McLaren, piores para o aguaceiro da pista.
Começa o Show, Prost mantêm a liderança e se segura na pista, na primeira curva, a Saint-Devote, confusão como sempre, numa batida, o francês da Renault, Patrick Tambay, quebra a perna e abandona a prova. O atual campeão, Piquet, além de não gostar de correr em Mônaco, larga mal e caí diversas posições. Senna já na primeira volta passa em 9º, inventando a cada volta, novos pontos de ultrapassagem e mostrando para a F1 como era pilotar naquelas condições. Stefan Bellof da Tyrrell, que largara em último, era o único na pista que se equiparava a Senna. Enquanto Mansell roda e bate no aguaceiro e Senna ultrapassa Lauda na freada da Saint-Devote, a chuva no circuito só ia aumentando. A diferença Prost x Senna ia caindo perigosamente para a McLaren, que começa a pressionar o diretor de prova Jacky Ickx, a interromper a corrida. Prost, com problemas de freio, gesticula a cada passagem de volta para os comissários de prova. Senna, no limite, vem tirando quase 2 segundos de diferença a cada passagem. Na volta em que provavelmente Senna iria ultrapassar Prost, Ickx dá por encerrada a prova, mostrando a bandeira vermelha e quadriculada juntas, um erro segundo o até então presidente da Fisa Jean-Marie Balestre. Prost pára antes da bandeirada, contribuindo ainda mais para a confusão. Senna cruza a linha de chegada e se considera o vencedor, a grande bagunça estava armada. Ayrton chega a comemorar a vitória em sua volta de desaceleração, mas na volta ao boxe recebe a notícia que a prova fora interrompida, e que o resultado válido era o da volta anterior, a de número 31. Senna irritadíssimo só não parte para cima dos comissários por que seus companheiros de equipe o seguram.
Resultado final foi Prost em 1º, Senna em 2º e Arnoux em 3º
O que poucos sabem, é que, quando Senna passou em uma chicane de forma mais violenta no inicio da corrida, o baque afetou sua suspensão, que naquele ritmo, não aguentaria mais do que algumas voltas. Já Bellof , para alguns jornalistas, ganharia a prova se ela chegasse até o final das voltas previstas, visto que seu ritmo era arrasador.
Como a prova foi interrompida antes das voltas previstas, a pontuação deferida aos pilotos foi a metade. Prost ganhou 4,5 e Senna 3 pontos. Mas o destino foi muito cruel com Prost, pois, mesmo sendo ultrapassado por Senna, Prost ganharia 6 pontos caso chegasse em 2º.
Alain perderia o campeonato daquele ano para Lauda por meio ponto de diferença.
Duas semanas depois, as Tyrrell foram desqualificadas da prova pois estavam abaixo do peso mínimo.
Bellof que para muitos seria um grande rival para Senna, não pode fazer juz a essa promessa. Na prova da Bélgica do mundial de marcas de 85, Bellof e Ickx (coincidências...) estavam disputando posições arduamente no circuito de Spa-Francochamps, quando na mítica curva Eau Rouge, os Porsches dos pilotos se chocam e vão para a fora da pista, Bellof se dá pior pois seu carro bate de frente ao guard-rail. Stefan fica preso por 20 minutos nas ferragens e acaba morrendo.



Ainda no sábado, Martin Brundle dá aquela pancada no muro



Ele não corre o GP, mas Bellof, seu companheiro de equipe, dá um verdadeiro show



Ayrton Senna em sua primeira grande apresentação na F1



Prost se mantem na ponta depois da largada, mas Mansell o ultrapassaria voltas depois



Stefan Bellof, junto com Senna deram um espetáculo para os espectadores



Aqui, Bellof passando Rosberg. Uma das muitas ultrapassagens do Alemão



A vitória fica nas mãos de Prost, mas só por causa da interrupção da prova



Batida de Brundle nos treinos



Acidente fatal de Bellof



Acompanhe os melhores momentos da corrida