Aproveitando o ensejo da reportagem do GP de Mônaco 84, lembrei que tinha essas fotos guardadas, era os dois juntos, Bellof e Senna, testando em Silverstone 83. Quem andou junto com eles foi outro piloto que ficou marcado neste GP, era Martin Brundle. A McLaren não estava testando exatamente os mesmos carros, os dois eram o MP4/1C, mas eles tinham uma pequena diferença. Senna pilotou o carro de Watson, já Bellof testou o de Lauda. O carro de Senna era mais atual, por isso, era mais rápido cerca de 2 a 3 décimos.
Não seria a primeira vez de Senna, visto que ele já esteve em um carro de F1, foi a Williams em Donnington Park meses antes, já Stefan estreava em um F1.
Na primeira parte do dia Senna virou 1:14,3s e Bellof 1:14,6s. Na parte da tarde, Senna com pneus novos viraria 1:13,9s. Tempos bem próximos em se tratando de pilotos pouco experientes.
Mas, na McLaren, nem Senna nem Bellof, o escolhido foi Alain Prost.
Seria interessante ver Ayrton e Stefan juntos em uma equipe de ponta.
sábado, 28 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
GP's históricos: Mônaco 84
Na seção GP’s Históricos de hoje, reviveremos o fantástico GP Monaco de 84.
Este foi mais um dos Gps monegascos confusos, muita chuva e confusão, dentro e fora da pista.
Neste GP o mundo viria um franzino latino americano aniquilando todos seus concorrentes.
Este era ninguém mais, ninguem menos que Ayrton Senna.
“Se me deixarem sozinho, com certeza me perco”
Senna dizendo como era difícil e complicado se adaptar as estreitas e sinuosas ruas do principado de Mônaco.
De modo excepcional, o GP de Mônaco começa tradicionalmente suas atividades na Quinta-feira, com o treino não oficial. Senna, querendo aprender o traçado, anda bem lentamente nas primeiras voltas, mentalizando cada curva, cada freada, cada lombada do circuito, processando cada informação como se fosse um computador, para ver onde conseguiria tirar milésimos de segundo vitais para melhorar seu tempo, para ver o máximo que era possível tirar de sua Toleman. Depois do processamento de dados, Ayrton parte como um raio pelo circuito, engolindo cada reta, raspando o pneu em cada curva, fazendo “miséria” com o carro:
“Tirei cada fino que só vendo. Andei raspando não sei quantas vezes no guard-rail. Tanto que até o número pintado no meu pneu sumiu.”
No treino oficial de Sábado, Prost na Pole, Mansell em segundo.
Tirando o máximo de seu carro, Senna consegue apenas a 13ª colocação. Seu companheiro de equipe, o venezuelano Johnny Ceccoto foi apenas o 18º. Nos momentos finais do treino, Martin Brundle da Tyrrell, bate com violência nos “esses” da piscina interrompendo a classificação.
Mas, no Domingo, o tempo reservaria uma agradável surpresa para a equipe Toleman.
Raios e trovões, era esse o tempo na manhã de Domingo em Mônaco. Muito se temia em termos de segurança para os pilotos. O dia começa tenso. Na F3, corrida que antecede a F1, John Nielsen destrói seu carro nos muros do principado, fazendo com que a prova fosse interrompida por algum tempo.
A pilotagem na chuva em Mônaco não aceita erros.
Sem dinheiro para pagar um bom contrato de Pneus, a Toleman teve que comprar os pneus Michelin da safra anterior, a de 83, defasados na pista seca, mas excelentes no molhado. Quando viram a chuva, a McLaren se desesperou, pois a Michelin só trouxe pneus safra 84 para a McLaren, piores para o aguaceiro da pista.
Começa o Show, Prost mantêm a liderança e se segura na pista, na primeira curva, a Saint-Devote, confusão como sempre, numa batida, o francês da Renault, Patrick Tambay, quebra a perna e abandona a prova. O atual campeão, Piquet, além de não gostar de correr em Mônaco, larga mal e caí diversas posições. Senna já na primeira volta passa em 9º, inventando a cada volta, novos pontos de ultrapassagem e mostrando para a F1 como era pilotar naquelas condições. Stefan Bellof da Tyrrell, que largara em último, era o único na pista que se equiparava a Senna. Enquanto Mansell roda e bate no aguaceiro e Senna ultrapassa Lauda na freada da Saint-Devote, a chuva no circuito só ia aumentando. A diferença Prost x Senna ia caindo perigosamente para a McLaren, que começa a pressionar o diretor de prova Jacky Ickx, a interromper a corrida. Prost, com problemas de freio, gesticula a cada passagem de volta para os comissários de prova. Senna, no limite, vem tirando quase 2 segundos de diferença a cada passagem. Na volta em que provavelmente Senna iria ultrapassar Prost, Ickx dá por encerrada a prova, mostrando a bandeira vermelha e quadriculada juntas, um erro segundo o até então presidente da Fisa Jean-Marie Balestre. Prost pára antes da bandeirada, contribuindo ainda mais para a confusão. Senna cruza a linha de chegada e se considera o vencedor, a grande bagunça estava armada. Ayrton chega a comemorar a vitória em sua volta de desaceleração, mas na volta ao boxe recebe a notícia que a prova fora interrompida, e que o resultado válido era o da volta anterior, a de número 31. Senna irritadíssimo só não parte para cima dos comissários por que seus companheiros de equipe o seguram.
Resultado final foi Prost em 1º, Senna em 2º e Arnoux em 3º
O que poucos sabem, é que, quando Senna passou em uma chicane de forma mais violenta no inicio da corrida, o baque afetou sua suspensão, que naquele ritmo, não aguentaria mais do que algumas voltas. Já Bellof , para alguns jornalistas, ganharia a prova se ela chegasse até o final das voltas previstas, visto que seu ritmo era arrasador.
Como a prova foi interrompida antes das voltas previstas, a pontuação deferida aos pilotos foi a metade. Prost ganhou 4,5 e Senna 3 pontos. Mas o destino foi muito cruel com Prost, pois, mesmo sendo ultrapassado por Senna, Prost ganharia 6 pontos caso chegasse em 2º.
Alain perderia o campeonato daquele ano para Lauda por meio ponto de diferença.
Duas semanas depois, as Tyrrell foram desqualificadas da prova pois estavam abaixo do peso mínimo.
Bellof que para muitos seria um grande rival para Senna, não pode fazer juz a essa promessa. Na prova da Bélgica do mundial de marcas de 85, Bellof e Ickx (coincidências...) estavam disputando posições arduamente no circuito de Spa-Francochamps, quando na mítica curva Eau Rouge, os Porsches dos pilotos se chocam e vão para a fora da pista, Bellof se dá pior pois seu carro bate de frente ao guard-rail. Stefan fica preso por 20 minutos nas ferragens e acaba morrendo.

Ainda no sábado, Martin Brundle dá aquela pancada no muro

Ele não corre o GP, mas Bellof, seu companheiro de equipe, dá um verdadeiro show

Ayrton Senna em sua primeira grande apresentação na F1

Prost se mantem na ponta depois da largada, mas Mansell o ultrapassaria voltas depois

Stefan Bellof, junto com Senna deram um espetáculo para os espectadores

Aqui, Bellof passando Rosberg. Uma das muitas ultrapassagens do Alemão

A vitória fica nas mãos de Prost, mas só por causa da interrupção da prova
Batida de Brundle nos treinos
Acidente fatal de Bellof
Acompanhe os melhores momentos da corrida
Este foi mais um dos Gps monegascos confusos, muita chuva e confusão, dentro e fora da pista.
Neste GP o mundo viria um franzino latino americano aniquilando todos seus concorrentes.
Este era ninguém mais, ninguem menos que Ayrton Senna.
“Se me deixarem sozinho, com certeza me perco”
Senna dizendo como era difícil e complicado se adaptar as estreitas e sinuosas ruas do principado de Mônaco.
De modo excepcional, o GP de Mônaco começa tradicionalmente suas atividades na Quinta-feira, com o treino não oficial. Senna, querendo aprender o traçado, anda bem lentamente nas primeiras voltas, mentalizando cada curva, cada freada, cada lombada do circuito, processando cada informação como se fosse um computador, para ver onde conseguiria tirar milésimos de segundo vitais para melhorar seu tempo, para ver o máximo que era possível tirar de sua Toleman. Depois do processamento de dados, Ayrton parte como um raio pelo circuito, engolindo cada reta, raspando o pneu em cada curva, fazendo “miséria” com o carro:
“Tirei cada fino que só vendo. Andei raspando não sei quantas vezes no guard-rail. Tanto que até o número pintado no meu pneu sumiu.”
No treino oficial de Sábado, Prost na Pole, Mansell em segundo.
Tirando o máximo de seu carro, Senna consegue apenas a 13ª colocação. Seu companheiro de equipe, o venezuelano Johnny Ceccoto foi apenas o 18º. Nos momentos finais do treino, Martin Brundle da Tyrrell, bate com violência nos “esses” da piscina interrompendo a classificação.
Mas, no Domingo, o tempo reservaria uma agradável surpresa para a equipe Toleman.
Raios e trovões, era esse o tempo na manhã de Domingo em Mônaco. Muito se temia em termos de segurança para os pilotos. O dia começa tenso. Na F3, corrida que antecede a F1, John Nielsen destrói seu carro nos muros do principado, fazendo com que a prova fosse interrompida por algum tempo.
A pilotagem na chuva em Mônaco não aceita erros.
Sem dinheiro para pagar um bom contrato de Pneus, a Toleman teve que comprar os pneus Michelin da safra anterior, a de 83, defasados na pista seca, mas excelentes no molhado. Quando viram a chuva, a McLaren se desesperou, pois a Michelin só trouxe pneus safra 84 para a McLaren, piores para o aguaceiro da pista.
Começa o Show, Prost mantêm a liderança e se segura na pista, na primeira curva, a Saint-Devote, confusão como sempre, numa batida, o francês da Renault, Patrick Tambay, quebra a perna e abandona a prova. O atual campeão, Piquet, além de não gostar de correr em Mônaco, larga mal e caí diversas posições. Senna já na primeira volta passa em 9º, inventando a cada volta, novos pontos de ultrapassagem e mostrando para a F1 como era pilotar naquelas condições. Stefan Bellof da Tyrrell, que largara em último, era o único na pista que se equiparava a Senna. Enquanto Mansell roda e bate no aguaceiro e Senna ultrapassa Lauda na freada da Saint-Devote, a chuva no circuito só ia aumentando. A diferença Prost x Senna ia caindo perigosamente para a McLaren, que começa a pressionar o diretor de prova Jacky Ickx, a interromper a corrida. Prost, com problemas de freio, gesticula a cada passagem de volta para os comissários de prova. Senna, no limite, vem tirando quase 2 segundos de diferença a cada passagem. Na volta em que provavelmente Senna iria ultrapassar Prost, Ickx dá por encerrada a prova, mostrando a bandeira vermelha e quadriculada juntas, um erro segundo o até então presidente da Fisa Jean-Marie Balestre. Prost pára antes da bandeirada, contribuindo ainda mais para a confusão. Senna cruza a linha de chegada e se considera o vencedor, a grande bagunça estava armada. Ayrton chega a comemorar a vitória em sua volta de desaceleração, mas na volta ao boxe recebe a notícia que a prova fora interrompida, e que o resultado válido era o da volta anterior, a de número 31. Senna irritadíssimo só não parte para cima dos comissários por que seus companheiros de equipe o seguram.
Resultado final foi Prost em 1º, Senna em 2º e Arnoux em 3º
O que poucos sabem, é que, quando Senna passou em uma chicane de forma mais violenta no inicio da corrida, o baque afetou sua suspensão, que naquele ritmo, não aguentaria mais do que algumas voltas. Já Bellof , para alguns jornalistas, ganharia a prova se ela chegasse até o final das voltas previstas, visto que seu ritmo era arrasador.
Como a prova foi interrompida antes das voltas previstas, a pontuação deferida aos pilotos foi a metade. Prost ganhou 4,5 e Senna 3 pontos. Mas o destino foi muito cruel com Prost, pois, mesmo sendo ultrapassado por Senna, Prost ganharia 6 pontos caso chegasse em 2º.
Alain perderia o campeonato daquele ano para Lauda por meio ponto de diferença.
Duas semanas depois, as Tyrrell foram desqualificadas da prova pois estavam abaixo do peso mínimo.
Bellof que para muitos seria um grande rival para Senna, não pode fazer juz a essa promessa. Na prova da Bélgica do mundial de marcas de 85, Bellof e Ickx (coincidências...) estavam disputando posições arduamente no circuito de Spa-Francochamps, quando na mítica curva Eau Rouge, os Porsches dos pilotos se chocam e vão para a fora da pista, Bellof se dá pior pois seu carro bate de frente ao guard-rail. Stefan fica preso por 20 minutos nas ferragens e acaba morrendo.

Ainda no sábado, Martin Brundle dá aquela pancada no muro

Ele não corre o GP, mas Bellof, seu companheiro de equipe, dá um verdadeiro show

Ayrton Senna em sua primeira grande apresentação na F1

Prost se mantem na ponta depois da largada, mas Mansell o ultrapassaria voltas depois

Stefan Bellof, junto com Senna deram um espetáculo para os espectadores

Aqui, Bellof passando Rosberg. Uma das muitas ultrapassagens do Alemão

A vitória fica nas mãos de Prost, mas só por causa da interrupção da prova
Batida de Brundle nos treinos
Acidente fatal de Bellof
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segunda-feira, 23 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
O que você esta fazendo ai ?: Nelson Piquet na Lotus?
Não, não, é Roberto Pupo Moreno em seu primeiro contato com um carro de Formula 1, o teste ocorreu no circuito de Silverstone na Inglaterra em 81. A seção de testes era coletiva, e
neste mesmo dia, teve outra coisa inusitada, o até então piloto suíço da Ensign, Marc Surer, testou dois carros diferentes no mesmo dia! Primeiro foi um Theodore, sua futura equipe, outra foi a equipe Brabham, para ver se conseguia uma vaga como companheiro de Piquet, este que por ventura emprestou o capacete para Moreno testar.
Alguns meses depois Moreno voltaria a guiar uma Lotus em um teste em Paul Ricard, mas teria a sua grande chance até então, no GP da Holanda de 82, quando, em substituição a Nigel Mansell, foi posto como piloto titular da Lotus do GP, mas infelizmente Moreno não conseguiu a classificação.
neste mesmo dia, teve outra coisa inusitada, o até então piloto suíço da Ensign, Marc Surer, testou dois carros diferentes no mesmo dia! Primeiro foi um Theodore, sua futura equipe, outra foi a equipe Brabham, para ver se conseguia uma vaga como companheiro de Piquet, este que por ventura emprestou o capacete para Moreno testar.
Alguns meses depois Moreno voltaria a guiar uma Lotus em um teste em Paul Ricard, mas teria a sua grande chance até então, no GP da Holanda de 82, quando, em substituição a Nigel Mansell, foi posto como piloto titular da Lotus do GP, mas infelizmente Moreno não conseguiu a classificação.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O que você esta fazendo ai ?: Arie Luyendyk na McLaren
Pois é pessoal, o Holandês voador tambem já esteve para as bandas da F1. O ainda jovem piloto de F3, Arie Luyendyk, testou a McLaren M26 em Brands Hatch na Inglaterra em 79, depois do ocorrido, migrou-se para os EUA onde obteve renome internacional, ganhador de 2 Indy 500 e abandonando na liderança da prova em mais 3 ocasiões, Arie foi um ídolo para os americanos.
E você, sabe alguma informação sobre este teste, comente e divida esta informação com todos!
E você, sabe alguma informação sobre este teste, comente e divida esta informação com todos!
Perdão pela qualidade da foto !
terça-feira, 17 de junho de 2008
Projetos não concretizados: McLaren-Chrysler (McLambo) MP4/8B
A Lamborghini já esteve envolvida na F1 com a Larrousse, Lotus, Modena, Ligier e Minardi.
Com seu projetista Mauro Forghieri, o motor Lamborghini V12 de 3,5 L, foi melhorado para a Larrousse em 94, e o carro prometia ser um estouro, tanto que cresceu os olhos da McLaren. Na época, a McLaren já tinha perdido os motores Honda, e estava penando em 93 com os motores americanos Ford, e ainda por cima, via sua "inimiga" Williams dominar a F1 com os super potentes motores Renault.
O primeiro teste da McLambo foi a portas fechadas no autódromo de Silverstone, o segundo teste foi no Estoril em Outubro de 93, onde Senna dava indícios fortes que no ano seguinte, a McLaren viria forte:
"O motor é muito bom, mas precisa de um pouco mais de potência e sofisticação, mas tenho certeza que vai ser muito bom para a próxima temporada"
e Senna ainda completa:
"Seria interessante de ver este motor em Suzuka ainda este ano"
mas Ron Dennis prontamente veta esta opção e fala que vai correr de Ford até o final da temporada. Voltando a Silverstone, Mika Hakkinen faz um tempo 1,4 segundos mais rápido com a McLambo em comparação com a McLaren de motor Ford.
Em contrapartida, a Peugeot estava querendo entrar na F1 com um V10 baseado nos motores do Grupo C. A Larrousse fecha com a Lamborghini para 94 e surpreendentemente a McLaren assina um contrato com a Peugeot, fato este até hoje pouco compreendido. A Chrysler ficou tão desapontada com a McLaren que largou mão da Lamborghini que foi vendida a um grupo Indonésio chamado Megatech ainda em 93, isso fez com que a Lamborghini não voltasse mais a F1, com isso a Larrousse teve que correr atras de um motor a altura daquele, mas se conteve com um Ford, na ironia do destino, o mesmo da McLaren.
A Larrousse não se segurou com o motor Ford, e largou a F1 no final de 94. Senna também não aprovando a troca de motores foi para a Williams, e a McLaren teve de se conter com Brundle e Hakkinen para 94. Ano este que foi um dos piores da história para a equipe McLaren .
Com seu projetista Mauro Forghieri, o motor Lamborghini V12 de 3,5 L, foi melhorado para a Larrousse em 94, e o carro prometia ser um estouro, tanto que cresceu os olhos da McLaren. Na época, a McLaren já tinha perdido os motores Honda, e estava penando em 93 com os motores americanos Ford, e ainda por cima, via sua "inimiga" Williams dominar a F1 com os super potentes motores Renault.
O primeiro teste da McLambo foi a portas fechadas no autódromo de Silverstone, o segundo teste foi no Estoril em Outubro de 93, onde Senna dava indícios fortes que no ano seguinte, a McLaren viria forte:
"O motor é muito bom, mas precisa de um pouco mais de potência e sofisticação, mas tenho certeza que vai ser muito bom para a próxima temporada"
e Senna ainda completa:
"Seria interessante de ver este motor em Suzuka ainda este ano"
mas Ron Dennis prontamente veta esta opção e fala que vai correr de Ford até o final da temporada. Voltando a Silverstone, Mika Hakkinen faz um tempo 1,4 segundos mais rápido com a McLambo em comparação com a McLaren de motor Ford.
Em contrapartida, a Peugeot estava querendo entrar na F1 com um V10 baseado nos motores do Grupo C. A Larrousse fecha com a Lamborghini para 94 e surpreendentemente a McLaren assina um contrato com a Peugeot, fato este até hoje pouco compreendido. A Chrysler ficou tão desapontada com a McLaren que largou mão da Lamborghini que foi vendida a um grupo Indonésio chamado Megatech ainda em 93, isso fez com que a Lamborghini não voltasse mais a F1, com isso a Larrousse teve que correr atras de um motor a altura daquele, mas se conteve com um Ford, na ironia do destino, o mesmo da McLaren.
A Larrousse não se segurou com o motor Ford, e largou a F1 no final de 94. Senna também não aprovando a troca de motores foi para a Williams, e a McLaren teve de se conter com Brundle e Hakkinen para 94. Ano este que foi um dos piores da história para a equipe McLaren .
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Projetos não concretizados: Trussardi Megatron Benetton
Em mais uma tentativa frustrada, mostrarei hoje a vocês a tentativa da Trussardi de ingressar na F1.
Com John McDonald no comando, motores Megatron BMW, dinheiro japonês da Middlebrigde, patrocínio italiano da Trussardi e chassis Benetton, a Trussardi foi em busca de seu lugar na F1. O carro nada mais era que um Benetton 186 pintado nas devidas cores da empresa de moda italiana Trussardi, seus pilotos seriam Emanuelle Pirro e Aguri Suzuki. A equipe estava pronta para participar do GP da Itália de 87, mas um desentendimento da equipe com a FOCA forçaram a retirada de seus carros do GP, mais tarde a FIA descobriu que os carros eram, na verdade, uma copias das Benetton e vetaram de vez a equipe da categoria.
Com John McDonald no comando, motores Megatron BMW, dinheiro japonês da Middlebrigde, patrocínio italiano da Trussardi e chassis Benetton, a Trussardi foi em busca de seu lugar na F1. O carro nada mais era que um Benetton 186 pintado nas devidas cores da empresa de moda italiana Trussardi, seus pilotos seriam Emanuelle Pirro e Aguri Suzuki. A equipe estava pronta para participar do GP da Itália de 87, mas um desentendimento da equipe com a FOCA forçaram a retirada de seus carros do GP, mais tarde a FIA descobriu que os carros eram, na verdade, uma copias das Benetton e vetaram de vez a equipe da categoria.
Uma Benetton daltônica
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Projetos não concretizados: Ligier JS29 Alfa Romeo
Este momento vivido pela Ligier foi um divisor de águas para a equipe. Depois de uma boa temporada de 86 a Ligier perderia um de seus pontos fortes, a Renault, que se despediria momentaneamente de F1. Este projeto com a Alfa Romeo já vinha se desenrolando em segredo já havia algum tempo, o motor da Alfa que a Ligier iria usar era um 4 cilindros turbo. Houveram diversas adaptações até chegarem em um ponto comum. O motor já teve um turbo, dois, já teve uma única saída de escape, já teve duas...
Só que o problema foi a qualidade do motor, os pilotos Piercarlo Ghinzani e René Arnoux testaram o carro nos testes de inverno de 86 e os tempos foram bem fracos. Começava ali, a triste decadência da Ligier.
René, como um homem de palavra forte dentro da Ligier "proibiu" a equipe de usar este propulsor na temporada de 87, desencadeando assim uma busca louca por motores para a próxima temporada.
A Ligier partiu para a Megatron, que já tinha deixado a Formula 1 (Megatron era quem preparava os motores Turbo da BMW), mas com tempo hábil pequeno, o carro não ficou pronto para a primeira etapa da temporada no Rio. Começaria a decadência da Ligier ate ser comprada em 97 por Prost e fechar de vez as portas em 02. A vitoria de Panis em Mônaco 96 foi apenas um suspiro da já "morta" Ligier.
Ficha técnica do Motor L4 turbo Alfa Romeo
Cilindrada: 1499.7 cc
Compressão: 7.5:1
Potencia: 900 hp @ 10500 rpm
Torque: 65 Kgm @ 8500 rpm
RPM máximo: 11500
Peso: 135 Kg com os turbos
Só que o problema foi a qualidade do motor, os pilotos Piercarlo Ghinzani e René Arnoux testaram o carro nos testes de inverno de 86 e os tempos foram bem fracos. Começava ali, a triste decadência da Ligier.
René, como um homem de palavra forte dentro da Ligier "proibiu" a equipe de usar este propulsor na temporada de 87, desencadeando assim uma busca louca por motores para a próxima temporada.
A Ligier partiu para a Megatron, que já tinha deixado a Formula 1 (Megatron era quem preparava os motores Turbo da BMW), mas com tempo hábil pequeno, o carro não ficou pronto para a primeira etapa da temporada no Rio. Começaria a decadência da Ligier ate ser comprada em 97 por Prost e fechar de vez as portas em 02. A vitoria de Panis em Mônaco 96 foi apenas um suspiro da já "morta" Ligier.
Ficha técnica do Motor L4 turbo Alfa Romeo
Cilindrada: 1499.7 cc
Compressão: 7.5:1
Potencia: 900 hp @ 10500 rpm
Torque: 65 Kgm @ 8500 rpm
RPM máximo: 11500
Peso: 135 Kg com os turbos
Piercarlo Ghinzani em um teste com a Ligier-Alfa em 86
O motor 4 cilindros em linha bi-turbo que iria equipar a Ligier em 87
terça-feira, 10 de junho de 2008
O que você esta fazendo ai ?: David Coulthard Testa Benetton
Em um de seus primeiros testes com um F1, (David testou uma McLaren em 90) o promissor David Coulthard já mostrava serviço. O teste era com a Benetton no dia 10 de Dezembro de 92 em Silverstone. Este teste foi adiado por alguns dias, pois o carro a disposição de Coulthard foi destruído, quando, dias antes, o então piloto de F3000 Giovanni Bonanno, fez um teste no mesmo circuito. Coulthard depois disto virou piloto de testes da Williams em 94, e foi efetivado como titular depois da morte de Senna.
... pois Bonanno destruiu a Benetton em apenas 6 voltas.
domingo, 8 de junho de 2008
O que você esta fazendo ai ?: Rick Mears na Brabham
O ano era 80, a pista? a americana Riverside. Mears, que já era um "fenomeno" nos Estados Unidos testava pela primeira e única vez um F1, dizem as mas línguas que Mears botou 2 segundos! em Piquet. O teste foi num fim de semana que antecedia o GP de Long Beach dos EUA, com isso, "tio" Bernie queria a participação de Mears na corrida, mas por causa de tempo o fato não se desenvolveu. Mears que já era campeão na CART, ficou por lá mesmo e conquistou mais 2 títulos (81 e 82) na categoria e se consagrou como um dos maiores pilotos dos EUA.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Projetos não concretizados: DAMS F1
A seção dos projetos que não foram adiante de hoje é a equipe DAMS. A Dams (Driot Arnoux Motor Sport) é uma equipe francesa que tentou entrar no mundo da F1 vindos da F3000, seus fundadores foram Jean-Paul Driot e René Arnoux. Com a ajuda da companhia petrolifera francesa ELF, da Cosworth e da Reynard a DAMS tenta criar um carro competitivo para disputar o mundial de 96, mas com um motor lento, uma caixa de cambio frágil, e os pilotos fracos que a equipe tinha (Erik comas e Jan Lammers) o projeto não foi adiante. Vendo que o projeto da F1 não daria certo, a DAMS migra de volta a categorias menores do automobilismo, onde se encontra até hoje.

Erik Comas testando a DAMS em Magny Cours em 95
O carro era muito lento e frágil...
... e a DAMS é mais uma equipe que tenta ingressar no seleto mundo da F1
terça-feira, 3 de junho de 2008
O que você esta fazendo ai ?: Mark Thatcher testa Williams
Filho da ex-primeira dama inglesa Margaret Thatcher, mais conhecida como dama de ferro Britânica, Mark foi um piloto de corridas pouco expressivo, mas teve duas ocasiões que marcaram sua vida. A primeira foi em 82, competindo no rali Paris-Dakar, ele, sua co-piloto, Charlotte Verney e seu mecânico, Jacky Garnier, se perderam por seis dias no deserto do Saara depois de um conserto que tiveram de fazer no carro, três dias depois do ocorrido, uma grande mobilização Britânica e Argeliana partiu em busca de Thatcher e sua trupe, no dia 15 de Janeiro de 82 e seis dias depois do ocorrido, foram encontrados por um avião militar Argeliano perdidos a 50 km da rota prevista para o Rali.
Só que o "papo" aqui é F1, e em Novembro 83, Mark como piloto "pagante" conseguiu dar algumas voltas com o Williams FW08 em Paul Ricard, depois deste fato sua vida automobilística voltou a normalidade!
domingo, 1 de junho de 2008
GP's históricos: Portugal 85
O GP Histórico de hoje é um clássico. Foi a primeira das 41 vitórias do mito Ayrton Senna.
O dia? 21 de Abril de 85. O local? Estoril, Portugal. O mundo neste dia veria a façanha aquática do brasileiro que se especializou em guiar em condições extremas e desfavoráveis.
Em 85, Peter Warr, que ficou no cargo de Colin Chapman depois de sua morte em 82, tinha em suas mãos um trio de peso:A Renault Turbo, que colocava a disposição da Lotus um motor com 1.200 cv, Gerard Ducarouge, engenheiro, designer e projetista da Lotus, e o garoto prodígio da F1, Ayrton Senna da Silva.
Estoril 85 era a segunda prova do ano, e a primeira da fase europeia, Senna queria de uma vez por todas andar forte, mostrar para o mundo do que é capaz. A previsão para o domingo do GP era de chuva, mas os treinos foram em pista seca. Neste GP Senna assinalaria sua primeira de muitas Poles na categoria.
O Domingo amanhece alagado em Portugal. Prost larga atrás de Senna, que logo na largada perde a segunda posição para o companheiro de Senna, Elio de Angelis. Manter-se na pista em condições extremas assim era um sacrifício para os pilotos, os carros estavam aquaplanando nas retas do circuito, a situação era crítica. Esta era a situação perfeita para Senna se destoar dos outros pilotos. Ayrton para tentar controlar melhor o carro, praticamente não dava pressão no turbo, trocava as marchas sem olhar no conta-giros para não perder o foco na pista. Atrás de Senna vinham de Angelis, Prost e Alboreto. Prost roda sozinho em "aquaplaning" no meio da reta de Estoril quando partia para cima de Elio.
Na metade final da prova Senna começa a gesticular para os fiscais e comissários de pista para que a prova seja interrompida, as condições de pista eram deploráveis, a chuva aumenta muito, para Senna, a situação era pior nque em Mônaco 1 ano antes, e lá a corrida foi paralisada.
Pelo rádio Ayrton fala com Warr:
"Acabem logo com essa porra"
Mas sem a "moral" da McLaren no ano anterior, a corrida continuava, e com muito perigo aos pilotos. Senna, para manter a concentração, não diminuia o ritmo. Ritmo este que assustou seu engenheiro, Gerard Ducarouge, que na reta principal colocava placas com a inscrição "Easy" para Senna, mas Ayrton se negava a diminuir:
"Gerard, não me mostre mais esta placa, eu sei o que posso fazer aqui"
Quando Senna vai cruzar a linha de chegada, vê alguns integrantes da Lotus à beira da pista, repetindo um gesto largamente usado por Chapman para recepcionar seus pilotos vitoriosos, ele tira o pé do acelerador e quase é abalroado por Mansell que vinha atrás na quinta posição e a duas voltas atrás.
Senna curte sua vitoria por pouco tempo, poucas horas depois de sua primeira vitória o presidente brasileiro eleito pelo voto popular, Tancredo Neves, morre em São Paulo.
Finalizo este texto com uma réplica do Livro "Ayrton: o herói revelado" de Ernesto Rodrigues:
"Ao longo daquela segunda-feira, a cobertura da tevê portuguesa sobre a morte de Tancredo foi intensa. E Ayrton veria imagens de sua São Paulo em prantos, milhares de pessoas na rua despedindo-se do presidente morto.
Ele jamais veria uma manifestação parecida com aquela"

As Renault fizeram um bom trabalho, especialmente com Tambay que foi o 3º

Alboreto em uma bela corrida termina em 2º

Senna mostrou para o mundo o que era correr na chuva...
O dia? 21 de Abril de 85. O local? Estoril, Portugal. O mundo neste dia veria a façanha aquática do brasileiro que se especializou em guiar em condições extremas e desfavoráveis.
Em 85, Peter Warr, que ficou no cargo de Colin Chapman depois de sua morte em 82, tinha em suas mãos um trio de peso:A Renault Turbo, que colocava a disposição da Lotus um motor com 1.200 cv, Gerard Ducarouge, engenheiro, designer e projetista da Lotus, e o garoto prodígio da F1, Ayrton Senna da Silva.
Estoril 85 era a segunda prova do ano, e a primeira da fase europeia, Senna queria de uma vez por todas andar forte, mostrar para o mundo do que é capaz. A previsão para o domingo do GP era de chuva, mas os treinos foram em pista seca. Neste GP Senna assinalaria sua primeira de muitas Poles na categoria.
O Domingo amanhece alagado em Portugal. Prost larga atrás de Senna, que logo na largada perde a segunda posição para o companheiro de Senna, Elio de Angelis. Manter-se na pista em condições extremas assim era um sacrifício para os pilotos, os carros estavam aquaplanando nas retas do circuito, a situação era crítica. Esta era a situação perfeita para Senna se destoar dos outros pilotos. Ayrton para tentar controlar melhor o carro, praticamente não dava pressão no turbo, trocava as marchas sem olhar no conta-giros para não perder o foco na pista. Atrás de Senna vinham de Angelis, Prost e Alboreto. Prost roda sozinho em "aquaplaning" no meio da reta de Estoril quando partia para cima de Elio.
Na metade final da prova Senna começa a gesticular para os fiscais e comissários de pista para que a prova seja interrompida, as condições de pista eram deploráveis, a chuva aumenta muito, para Senna, a situação era pior nque em Mônaco 1 ano antes, e lá a corrida foi paralisada.
Pelo rádio Ayrton fala com Warr:
"Acabem logo com essa porra"
Mas sem a "moral" da McLaren no ano anterior, a corrida continuava, e com muito perigo aos pilotos. Senna, para manter a concentração, não diminuia o ritmo. Ritmo este que assustou seu engenheiro, Gerard Ducarouge, que na reta principal colocava placas com a inscrição "Easy" para Senna, mas Ayrton se negava a diminuir:
"Gerard, não me mostre mais esta placa, eu sei o que posso fazer aqui"
Quando Senna vai cruzar a linha de chegada, vê alguns integrantes da Lotus à beira da pista, repetindo um gesto largamente usado por Chapman para recepcionar seus pilotos vitoriosos, ele tira o pé do acelerador e quase é abalroado por Mansell que vinha atrás na quinta posição e a duas voltas atrás.
Senna curte sua vitoria por pouco tempo, poucas horas depois de sua primeira vitória o presidente brasileiro eleito pelo voto popular, Tancredo Neves, morre em São Paulo.
Finalizo este texto com uma réplica do Livro "Ayrton: o herói revelado" de Ernesto Rodrigues:
"Ao longo daquela segunda-feira, a cobertura da tevê portuguesa sobre a morte de Tancredo foi intensa. E Ayrton veria imagens de sua São Paulo em prantos, milhares de pessoas na rua despedindo-se do presidente morto.
Ele jamais veria uma manifestação parecida com aquela"

As Renault fizeram um bom trabalho, especialmente com Tambay que foi o 3º

Alboreto em uma bela corrida termina em 2º

Senna mostrou para o mundo o que era correr na chuva...
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