terça-feira, 17 de junho de 2008

Projetos não concretizados: McLaren-Chrysler (McLambo) MP4/8B

A Lamborghini já esteve envolvida na F1 com a Larrousse, Lotus, Modena, Ligier e Minardi.
Com seu projetista Mauro Forghieri, o motor Lamborghini V12 de 3,5 L, foi melhorado para a Larrousse em 94, e o carro prometia ser um estouro, tanto que cresceu os olhos da McLaren. Na época, a McLaren já tinha perdido os motores Honda, e estava penando em 93 com os motores americanos Ford, e ainda por cima, via sua "inimiga" Williams dominar a F1 com os super potentes motores Renault.
O primeiro teste da McLambo foi a portas fechadas no autódromo de Silverstone, o segundo teste foi no Estoril em Outubro de 93, onde Senna dava indícios fortes que no ano seguinte, a McLaren viria forte:
"O motor é muito bom, mas precisa de um pouco mais de potência e sofisticação, mas tenho certeza que vai ser muito bom para a próxima temporada"
e Senna ainda completa:
"Seria interessante de ver este motor em Suzuka ainda este ano"
mas Ron Dennis prontamente veta esta opção e fala que vai correr de Ford até o final da temporada. Voltando a Silverstone, Mika Hakkinen faz um tempo 1,4 segundos mais rápido com a McLambo em comparação com a McLaren de motor Ford.
Em contrapartida, a Peugeot estava querendo entrar na F1 com um V10 baseado nos motores do Grupo C. A Larrousse fecha com a Lamborghini para 94 e surpreendentemente a McLaren assina um contrato com a Peugeot, fato este até hoje pouco compreendido. A Chrysler ficou tão desapontada com a McLaren que largou mão da Lamborghini que foi vendida a um grupo Indonésio chamado Megatech ainda em 93, isso fez com que a Lamborghini não voltasse mais a F1, com isso a Larrousse teve que correr atras de um motor a altura daquele, mas se conteve com um Ford, na ironia do destino, o mesmo da McLaren.
A Larrousse não se segurou com o motor Ford, e largou a F1 no final de 94. Senna também não aprovando a troca de motores foi para a Williams, e a McLaren teve de se conter com Brundle e Hakkinen para 94. Ano este que foi um dos piores da história para a equipe McLaren .



Estoril: Senna estava muito animado com o motor Lamborghini



Silverstone: O ainda inexperiente Mika Hakkinen baixou em 1,5 segundos a marca do motor Ford

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Projetos não concretizados: Trussardi Megatron Benetton

Em mais uma tentativa frustrada, mostrarei hoje a vocês a tentativa da Trussardi de ingressar na F1.
Com John McDonald no comando, motores Megatron BMW, dinheiro japonês da Middlebrigde, patrocínio italiano da Trussardi e chassis Benetton, a Trussardi foi em busca de seu lugar na F1. O carro nada mais era que um Benetton 186 pintado nas devidas cores da empresa de moda italiana Trussardi, seus pilotos seriam Emanuelle Pirro e Aguri Suzuki. A equipe estava pronta para participar do GP da Itália de 87, mas um desentendimento da equipe com a FOCA forçaram a retirada de seus carros do GP, mais tarde a FIA descobriu que os carros eram, na verdade, uma copias das Benetton e vetaram de vez a equipe da categoria.



O carro estava pronto para participar do GP de Monza em 87



Uma Benetton daltônica

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Projetos não concretizados: Ligier JS29 Alfa Romeo

Este momento vivido pela Ligier foi um divisor de águas para a equipe. Depois de uma boa temporada de 86 a Ligier perderia um de seus pontos fortes, a Renault, que se despediria momentaneamente de F1. Este projeto com a Alfa Romeo já vinha se desenrolando em segredo já havia algum tempo, o motor da Alfa que a Ligier iria usar era um 4 cilindros turbo. Houveram diversas adaptações até chegarem em um ponto comum. O motor já teve um turbo, dois, já teve uma única saída de escape, já teve duas...
Só que o problema foi a qualidade do motor, os pilotos Piercarlo Ghinzani e René Arnoux testaram o carro nos testes de inverno de 86 e os tempos foram bem fracos. Começava ali, a triste decadência da Ligier.
René, como um homem de palavra forte dentro da Ligier "proibiu" a equipe de usar este propulsor na temporada de 87, desencadeando assim uma busca louca por motores para a próxima temporada.
A Ligier partiu para a Megatron, que já tinha deixado a Formula 1 (Megatron era quem preparava os motores Turbo da BMW), mas com tempo hábil pequeno, o carro não ficou pronto para a primeira etapa da temporada no Rio. Começaria a decadência da Ligier ate ser comprada em 97 por Prost e fechar de vez as portas em 02. A vitoria de Panis em Mônaco 96 foi apenas um suspiro da já "morta" Ligier.

Ficha técnica do Motor L4 turbo Alfa Romeo

Cilindrada: 1499.7 cc
Compressão: 7.5:1
Potencia: 900 hp @ 10500 rpm
Torque: 65 Kgm @ 8500 rpm
RPM máximo: 11500
Peso: 135 Kg com os turbos



Piercarlo Ghinzani em um teste com a Ligier-Alfa em 86



O motor 4 cilindros em linha bi-turbo que iria equipar a Ligier em 87

terça-feira, 10 de junho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: David Coulthard Testa Benetton

Em um de seus primeiros testes com um F1, (David testou uma McLaren em 90) o promissor David Coulthard já mostrava serviço. O teste era com a Benetton no dia 10 de Dezembro de 92 em Silverstone. Este teste foi adiado por alguns dias, pois o carro a disposição de Coulthard foi destruído, quando, dias antes, o então piloto de F3000 Giovanni Bonanno, fez um teste no mesmo circuito. Coulthard depois disto virou piloto de testes da Williams em 94, e foi efetivado como titular depois da morte de Senna.



Coulthard teve que esperar um dia por seu teste...


... pois Bonanno destruiu a Benetton em apenas 6 voltas.

domingo, 8 de junho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Rick Mears na Brabham

O ano era 80, a pista? a americana Riverside. Mears, que já era um "fenomeno" nos Estados Unidos testava pela primeira e única vez um F1, dizem as mas línguas que Mears botou 2 segundos! em Piquet. O teste foi num fim de semana que antecedia o GP de Long Beach dos EUA, com isso, "tio" Bernie queria a participação de Mears na corrida, mas por causa de tempo o fato não se desenvolveu. Mears que já era campeão na CART, ficou por lá mesmo e conquistou mais 2 títulos (81 e 82) na categoria e se consagrou como um dos maiores pilotos dos EUA.



Rick Mears em Riverside, California...



... dizem as más linguas que Mears andou muito ...



... batendo Nelson Piquet por 2 segundos

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Projetos não concretizados: DAMS F1

A seção dos projetos que não foram adiante de hoje é a equipe DAMS. A Dams (Driot Arnoux Motor Sport) é uma equipe francesa que tentou entrar no mundo da F1 vindos da F3000, seus fundadores foram Jean-Paul Driot e René Arnoux. Com a ajuda da companhia petrolifera francesa ELF, da Cosworth e da Reynard a DAMS tenta criar um carro competitivo para disputar o mundial de 96, mas com um motor lento, uma caixa de cambio frágil, e os pilotos fracos que a equipe tinha (Erik comas e Jan Lammers) o projeto não foi adiante. Vendo que o projeto da F1 não daria certo, a DAMS migra de volta a categorias menores do automobilismo, onde se encontra até hoje.


Erik Comas testando a DAMS em Magny Cours em 95



O carro era muito lento e frágil...



... e a DAMS é mais uma equipe que tenta ingressar no seleto mundo da F1

terça-feira, 3 de junho de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Mark Thatcher testa Williams

Filho da ex-primeira dama inglesa Margaret Thatcher, mais conhecida como dama de ferro Britânica, Mark foi um piloto de corridas pouco expressivo, mas teve duas ocasiões que marcaram sua vida. A primeira foi em 82, competindo no rali Paris-Dakar, ele, sua co-piloto, Charlotte Verney e seu mecânico, Jacky Garnier, se perderam por seis dias no deserto do Saara depois de um conserto que tiveram de fazer no carro, três dias depois do ocorrido, uma grande mobilização Britânica e Argeliana partiu em busca de Thatcher e sua trupe, no dia 15 de Janeiro de 82 e seis dias depois do ocorrido, foram encontrados por um avião militar Argeliano perdidos a 50 km da rota prevista para o Rali.
Só que o "papo" aqui é F1, e em Novembro 83, Mark como piloto "pagante" conseguiu dar algumas voltas com o Williams FW08 em Paul Ricard, depois deste fato sua vida automobilística voltou a normalidade!



Mark Thatcher foi mais um dos "pay drivers" da formula 1



Um piloto de fim de semana "ousado". Já pilotou no Paris-Dakar e guiou um F1!



Foi neste Peugeot 504 que o trio se perdeu no Saara. Muito conhecido entre os taxistas argentinos, o 504 tambem chegou no Brasil mas na versão utilitário

domingo, 1 de junho de 2008

GP's históricos: Portugal 85

O GP Histórico de hoje é um clássico. Foi a primeira das 41 vitórias do mito Ayrton Senna.
O dia? 21 de Abril de 85. O local? Estoril, Portugal. O mundo neste dia veria a façanha aquática do brasileiro que se especializou em guiar em condições extremas e desfavoráveis.
Em 85, Peter Warr, que ficou no cargo de Colin Chapman depois de sua morte em 82, tinha em suas mãos um trio de peso:A Renault Turbo, que colocava a disposição da Lotus um motor com 1.200 cv, Gerard Ducarouge, engenheiro, designer e projetista da Lotus, e o garoto prodígio da F1, Ayrton Senna da Silva.
Estoril 85 era a segunda prova do ano, e a primeira da fase europeia, Senna queria de uma vez por todas andar forte, mostrar para o mundo do que é capaz. A previsão para o domingo do GP era de chuva, mas os treinos foram em pista seca. Neste GP Senna assinalaria sua primeira de muitas Poles na categoria.
O Domingo amanhece alagado em Portugal. Prost larga atrás de Senna, que logo na largada perde a segunda posição para o companheiro de Senna, Elio de Angelis. Manter-se na pista em condições extremas assim era um sacrifício para os pilotos, os carros estavam aquaplanando nas retas do circuito, a situação era crítica. Esta era a situação perfeita para Senna se destoar dos outros pilotos. Ayrton para tentar controlar melhor o carro, praticamente não dava pressão no turbo, trocava as marchas sem olhar no conta-giros para não perder o foco na pista. Atrás de Senna vinham de Angelis, Prost e Alboreto. Prost roda sozinho em "aquaplaning" no meio da reta de Estoril quando partia para cima de Elio.
Na metade final da prova Senna começa a gesticular para os fiscais e comissários de pista para que a prova seja interrompida, as condições de pista eram deploráveis, a chuva aumenta muito, para Senna, a situação era pior nque em Mônaco 1 ano antes, e lá a corrida foi paralisada.
Pelo rádio Ayrton fala com Warr:
"Acabem logo com essa porra"
Mas sem a "moral" da McLaren no ano anterior, a corrida continuava, e com muito perigo aos pilotos. Senna, para manter a concentração, não diminuia o ritmo. Ritmo este que assustou seu engenheiro, Gerard Ducarouge, que na reta principal colocava placas com a inscrição "Easy" para Senna, mas Ayrton se negava a diminuir:
"Gerard, não me mostre mais esta placa, eu sei o que posso fazer aqui"
Quando Senna vai cruzar a linha de chegada, vê alguns integrantes da Lotus à beira da pista, repetindo um gesto largamente usado por Chapman para recepcionar seus pilotos vitoriosos, ele tira o pé do acelerador e quase é abalroado por Mansell que vinha atrás na quinta posição e a duas voltas atrás.
Senna curte sua vitoria por pouco tempo, poucas horas depois de sua primeira vitória o presidente brasileiro eleito pelo voto popular, Tancredo Neves, morre em São Paulo.
Finalizo este texto com uma réplica do Livro "Ayrton: o herói revelado" de Ernesto Rodrigues:

"Ao longo daquela segunda-feira, a cobertura da tevê portuguesa sobre a morte de Tancredo foi intensa. E Ayrton veria imagens de sua São Paulo em prantos, milhares de pessoas na rua despedindo-se do presidente morto.
Ele jamais veria uma manifestação parecida com aquela"




Com o tempo ainda seco, Senna crava sua primeira Pole Position na F1



Largada alagada de Portugal, as Lotus pulam na frente




As Renault fizeram um bom trabalho, especialmente com Tambay que foi o 3º



Alboreto em uma bela corrida termina em 2º



Senna mostrou para o mundo o que era correr na chuva...



... dando um verdadeiro show em seus concorrentes...



..., Senna consegue sua primeira de muitas vitórias na categoria



Acompanhe os melhores momentos da corrida com Galvão Bueno


sábado, 31 de maio de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Jackie Stewart na Wolf, Williams, Renault, Ligier, Lotus [2], Williams, March, Brabham, McLaren, Tyrrell[2] e Benetton

A maioria das pessoas liga o nome Stewart à Tyrrell, e é ate estranho falar de Stewart em outra equipe, mas é verdade, este tri-campeão mundial já testou várias equipes da F1 e outros carros de categorias top do automobilismo mundial. A maioria de testes que Stewart fez, foi em pedido da empresa de televisão BBC inglesa. Jackie testava os carros e comentava na TV as comparações entres os F1. Segue as fotos em ordem não cronológica de fatos, aproveite!



Jackie Stewart na Renault



Jackie Stewart na Stewart



Jackie Stewart na Wolf



Jackie Stewart na Tyrrell



Jackie Stewart na Brabham



Jackie Stewart na Ligier



Jackie Stewart na Lotus



Jackie Stewart na Lotus



Jackie Stewart na McLaren



Jackie Stewart na Williams



Jackie Stewart na Benetton



Jackie Stewart na March



Jackie Stewart na Tyrrell

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Patrocinios da F1: Benetton

Hoje a seção patrocinios é de moda, isso mesmo, estamos falando da Benetton, empresa de moda italiana na qual destino esteve muito ligada a Formula 1, inclusive um de seus pilotos foi bi-campeão mundial. Criada em 65 por Luciano Benetton, hoje é uma das maiores empresas do ramo na Europa, como meu ramo não é moda, vamos às maquinas!



Tyrrell de Michele Alboreto - 1983



Alfa Romeo de Riccardo Patrese - 1985



Toleman de Teo Fabi - 1985



Benetton (Antiga Toleman) de Teo Fabi - 1986

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O que você esta fazendo ai ?: Juan Manuel Fangio testa Osella

Essa é rara hein!
Já fazia 26 anos depois de sua última corrida na categoria, e Juan Manuel Fangio volta a guiar um F1. Era a equipe italiana Osella, que tinha como motor o mesmo que Fangio se consagrou campeão pela primeira vez em 51, o Alfa Romeo, talvez por isso o convite do teste. Tenho poucas informações sobre este fato, sei que foi em Misano Adriático na Itália em 84, e você ?, sabe algo?, compartilhe seus conhecimentos aqui!

Errata!
Verde (comunidade F1 Brasil no Orkut)
" Rianov, é o Fangio II, o sobrinho dele, quem tá testando (...) Juan Manuel Fangio II. Ele correu na F3000 no ano seguinte, e viria a ser companheiro de equipe do Mauricio Gugelmin na Indy em 1995 "



Fangio testa Osella em Misano 84



Já fazia 26 anos depois de sua última corrida na categoria

terça-feira, 27 de maio de 2008

Projetos não concretizados: Ferrari na Indy

Darei continuação as tentativas de excursão de equipes europeias na América. Depois da Ligier JS21 e da Lotus 96T, apresentarei a vocês a Ferrari 637.
A historia começa em 1985, quando o Comendador Enzo Ferrari não aprovara a tentativa do até então presidente da FISA Jean-Marie Balestre de adotar motores V8 de 3,5 litros para todas as equipes. A formula 1 estava ficando desigual e equipes grandes contavam com grandes empresas de motores a partir de 80, e as pequenas equipes só estavam perdendo terreno e dinheiro. Como Enzo gosta de manter tradições ele não queria abandonar os V12. Ferrari vendo que os “turbo cars” estavam dominando a categoria, resolveu adotar o V6 turbo em seus carros, mas com a imposição de Balestre para motores V8, Enzo ameaçou se retirar da F1 e partir para a Cart, onde os custos eram bem menores do que os praticamente ilimitados da F1.
Ferrari busca ajuda de sua parceira Goodyear, que indica a Truesports (equipe campeã da Cart de 1986 e 87 com Bobby Rahal) e Gustav Brunner como projetista. Os rumores da saída da Ferrari da F1 só iam aumentando e ficou ainda pior quando o dono da Truesports, Jim Trueman, aparece em Maranello para mostrar um March da Indy a Ferrari, os pilotos de testes eram Rahal e Alboreto. A intenção era colocar Andréa de Cesaris para disputar as 500 milhas de Indianápolis em 87. Gustav Brunner projeta o 637 com motor v8 Turbo de 2,65 litros e pede a Rahal que o teste na pista de Fiorano, resultado? Fracasso! O carro era inguiável, sem comparações com os atuais que a Indy tinha. Junto com isso, Balestre acha melhor manter a Ferrari na F1, mantêm os motores Turbo e desiste da idéia de impor motores v8 para a categoria.
No final de 89, a Alfa Romeo, “irmã” da Ferrari anuncia que ira fornecer motores para a March em 90. A March Alfa consegue como melhor resultado um 5º lugar em Michigan com Roberto Guerrero, mas o que só foi descoberto dois anos depois, foi que o motor Alfa Romeo da March era nada mais, nada menos, que o motor Ferrari da 637 devidamente rebatizado!



Hoje o carro fica no museu da Ferrari...



... junto com outros bolides memoraveis da equipe



Ferrari já decalcada e pronta para correr

terça-feira, 20 de maio de 2008

Arrumando o Bico

O Problema parece estar resolvido...

... aguarde novidades...



O Britânico Johnny Dumfries em Mônaco com sua Lotus em 86